Bocato “atropela” Villa-Lobos e Tom Jobim

Bocato argumenta

Trombonista e compositor, Bocato conseguiu aos 52 anos chegar ao ápice da sua carreira com “Esculturas de Vento”, CD duplo que é uma obra-prima impossível de ser categorizada, por fundir música erudita, jazz, rock, música brasileira e eletrônica numa profusão de melancolia, dissonâncias, tensão e alegria. Só o tempo dirá a grandiosidade produzida pelo músico, que conseguiu “atropelar” estéticamente Tom Jobim e Villa-Lobos, dando a sua contribuição à música universal. A obra bem que poderia ser executada pela Osesp, uma vez que a regente Marin Alsop se dispõe a tocar obras de compositores vivos, resta saber se tem coragem para acrescentar em sua lista de apresentação compositores brasileiros como Bocato, que para amplificar seu som pelo mundo decidiu partir para os Estados Unidos em 2013.

Entre a tradição e o cassino

Chico Filho Sambasax1

O saxofonista Chico Filho, 48 anos, lançou em 2012 “Sambasax” o seu primeiro disco autoral e luta agora para conseguir apresentar o seu trabalho em casas de jazz. Sagitariano e meio tímido, ele conta que o disco é resultado de frases criadas durante os estudos do instrumento ao longo dos últimos 20 anos. O disco caminha no meio-fio entre o samba, a bossa nova e o choro.

Ensino de música em tempos modernos

Fernando Baggio1

Fernando Baggio, baterista da banda RDT e professor da Escola de Música Souza Lima, discute em artigo o desafio do ensino musical frente à velocidade em tempos de internet.

Trombone da paz

Raul de Souza

Aos 78 anos, o consagrado Raul de Souza, reconhecido como o embaixador do trombone brasileiro, revela em entrevista exclusiva ao entresons que apoia a descriminalização da maconha, e que já fez uso da erva por muitos anos como “tranquilizante”. Ele critica o preconceito que ainda pesa sobre quem fuma e revela que o fumacê não causou qualquer malefício à sua saúde. “Só benefícios. Ideias para improvisar. Foi daí que veio todo o meu estilo de tocar diferente. A sensibilidade, a maneira de improvisar. Vários músicos, amigos meus, que tocam prá cacete, queimam um fumo, na relax. Não bebem nada, e vão para o estúdio com a consciência harmônica e técnica fantástica. Quer dizer, então não sei qual é o motivo dessa condenação, de prender o cara.”

Social



Licença de uso

Licença Creative Commons
Os textos do Entresons são publicados com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
Você pode reproduzir, retransmitir e distribuir o conteúdo, desde que com crédito (ao site e ao autor do texto), para uso não-comercial e com uma licença similar.

Próximos shows

Assinar: RSS iCal