Felipe Doro leva a essência da roda de samba ao Sons do Brasil

Felipe Doro

Era madrugada. Felipe Doro acabara de chegar em casa, no Butantã, após a sua primeira visita ao Samba da Vela, em 2003, tradicional reduto do samba paulista que ocorre na Casa de Cultura de Santo Amaro. A característica do samba de terreiro e a energia do lugar o levaram a compor naquela madrugada o samba “Presença Marcante”, que mudou definitivamente a sua história na música brasileira. Hoje, aos 28 anos, o cantor e compositor já reune 213 sambas até a última vez que contou suas composições, em 2011. Felipe, que batalha para lançar seu primeiro CD em 2014, apresentará sambas de nomes como William Fialho, Chapinha, Ricardo Rabelo, Emerson Urso e Tiago Império e suas próprias composições no show “Nos Braços do Samba”, que será realizado amanhã (01/03) no Projeto Sons do Brasil, na livraria Painel Cultural, no Brooklin.

Se ouvir, não dirija

Guto Brambilla

Se beber, não dirija. Se ouvir RdT também. A campanha para evitar acidentes de trânsito poderia muito bem ser aplicada à banda de jazz contemporâneo que lançou o CD “Elo” em fevereiro, ainda sem previsão de show, mas exatamente no mês em que o grupo do mesmo gênero À Deriva lançou “Móbile”, transformando o jazz contemporâneo brazuca em crime de ser ouvido ao volante. E para quem ainda acha que o jazz anda rarefeito, só no jazz contemporâneo ainda houve o lançamento do download do CD “Interferências”, do Trio Improvisado, no ano passado, que ainda lançará o disco físico em 2013. Dirigibilidade complicada para o ouvinte.

Titãs abre brecha na indústria cultural no BBB

Titãs

É como em um terremoto. As camadas mais baixas se movem, entram em atrito com as de cima e o solo se mexe, abram-se fissuras. A indústria cultural sofreu na noite deste sábado (23/02) um terremoto com a apresentação da banda Titãs no Big Brother Brasil, na Rede Globo. A banda mostrou o quão atual é o seu disco “Cabeça de Dinossauro”, lançado em 1986, fazendo reviver o seu temível rock numa metalinguagem da cultura da fama.

Força do hip hop ao jazz une Brasil e Áustria

Movimento Elefantes

Um hip hop em alemão, mas sem palavras. É o que propõe o compositor e guitarrista Emiliano Sampaio em “Regensburg”, a última música que regerá em show inédito no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo, na segunda-feira (25/02). O show é importante porque Sampaio voltou recentemente da Áustria, após um semestre estudando na Universidade de Música e Artes Kunst Graz (KUG). Além de ser a primeira vez que ele próprio escuta as composições escritas, o próximo show só ocorrerá em fevereiro de 2014, uma vez que ele ainda continua o seu mestrado em composição e arranjo.

5 PRAStANtAS abre temporada do Sons do Brasil

5 prastantas abre

A banda paulista de rock 5 PRAStANtAS abrirá amanhã (22/02) a série de shows do projeto Sons do Brasil, organizado pela Sagitta Produções, de Serginho Silva. O Sons do Brasil nasceu na livraria Saraiva com objetivo de divulgar artistas independentes, já passou pelo Café Paon e agora será realizado na livraria Painel Cultural, no Brooklin, em São Paulo. O entresons divulgará toda semana matérias sobre as bandas que se apresentarão pelo projeto. “A intenção é trazer a boa música que não está ao alcance do grande público, criando este espaço para grandes novos talentos apresentarem seus trabalhos às pessoas que gostam e procuram por novidades. Todas as sextas-feiras um artista diferente apresentando o seu trabalho”, diz Serginho Silva.

“Móbile” em som e imagem

entresons acompanhou o ensaio do novo disco da banda À Deriva.

À Deriva cria ‘móbile’ com materiais reciclados

Móbile no SESC Belenzinho

O grupo de jazz contemporâneo À Deriva lança “Móbile”, o seu quarto CD buscando inspiração nas instalações criadas por Alexander Calder, escultor americano, onde fios sustentam as esculturas que ganham movimento com o vento e a luz. A partir de materiais reciclados pendurados no estúdio de gravação, cujos ruídos interagem com os sons do piano, sax, flauta, acordeon, piano e bateria o À Deriva amplia as perspectivas do ouvinte a partir do fio condutor do som. O disco tem projeto fotográfico especial de Mariana Chama e projeto gráfico de Lula Carneiro.

Árvores da vida

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

A Orquestra de Metais Lyra Tatuí completa 12 anos formando novos talentos da música como o trompetista Bruno Zambonini Soares, 21 anos, que tem se destacado na cena instrumental. Ele tem substituído o experiente trompetista Nahor Gomes, da Banda Mantiqueira e trompetista do Roberto Carlos. A orquestra foi criada pelo pai de Bruno, Adalto Soares, que toca o projeto educacional com a esposa sem ganhar um tostão, ensaiando em um pátio de um lar beneficiente em Tatuí, sob as árvores. “É muito romântico. Mas quando está ventando e frio acaba o romance. Não tem telhado, não tem nada”, conta Adalto Soares, professor de trompa do Conservatório de Tatuí. A Orquestra vai se apresentar na Sala São Paulo dia 17 de fevereiro, um domingo, às 11h, entrada franca.

Mais um anjo cai do céu

_MG_5607

Após ter participado com Milton Nascimento da gravação e dos shows do disco “E a gente sonhando…”, Hugo Branquinho lança “Embrião”, o seu primeiro disco solo. O trabalho, que teve a participação de importantes músicos da cena da música instrumental como Débora Gurgel e Thiago Big Rabello, mostra que o Clube da Esquina continua se expandido em letras com poesia e música de qualidade. Hugo, que já foi anjo, está agora entre os mortais experimentando como nunca as cores e o tempo da melhor forma.

Social



Licença de uso

Licença Creative Commons
Os textos do Entresons são publicados com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
Você pode reproduzir, retransmitir e distribuir o conteúdo, desde que com crédito (ao site e ao autor do texto), para uso não-comercial e com uma licença similar.

Próximos shows

Assinar: RSS iCal