As várias mágicas da música

Corações e mentes

Solidariedade talvez seja uma das maiores “mágicas” que a música estimula em quem ouve e em quem a produz. No caso dos artistas, vários são os exemplos de momentos em que algo mágico acontece, mudando suas carreiras e abrindo novas perspectivas. Este texto busca contar a história de três bandas, de estilos musicais e estágios diferentes, que têm experimentado essas transformações inexplicáveis e que, de forma direta ou indireta, retribuem à sociedade toda a inspiração que dela se originou: o Grupo Araticum, Beatriz Azevedo & Bárbaros Tecnizados e o cantor Peu.

R$ 100, 100 pacotes de miojo, pandeiro e violão

Neto Lobo

Com R$ 100 nos bolsos e 100 pacotes de miojo na mochila, Neto Lobo e seu irmão Guto Almeida foram para a estrada em 2004 pedir carona em Salvador. Destino: Rio de Janeiro. Violão e pandeiro faziam parte da bagagem, os instrumentos que materializam no ar o sonho e a atitude da “cabeça de açoite”, viagem que impulsionou a banda Neto Lobo e a Cacimba, que chegou a ter uma música incluída na trilha da novela “Malhação” de forma inesperada, e que prepara o lançamento de “Meu Pé de Umbu”, o segundo CD da banda, para depois da Copa do Mundo, porque tem que haver novos ideais, “para que o futebol não se torne o ópio na barriga das gerais”, como diz a letra de “Ladeira”, do primeiro CD, lançado em 2009.

Tecnologia da resistência cultural em “Copy-Paste”

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No ano retrasado, Laura Finocchiaro visitou pela primeira vez a Feira de Caruaru, em Pernambuco, na expectativa de conhecer o artesanato, o folclore e outras expressões da cultura nordestina. E eis que, de repente, descobre que já existia na centenária feira um setor que mais parecia a 25 de Março, em São Paulo, ou o Paraguai.Percebendo a voracidade dos efeitos colaterais da globalização, surgiu na hora a inspiração para “Copy-Paste”, a primeira das oito músicas que compõem “Copy Paste – Música Orgânica”, o seu sexto CD, com a participação especial do maestro Spok, da Spok Frevo Orquestra, e seu primeiro trabalho no qual deixou todo arranjo e direção musical a cargo de outra pessoa, nesse caso, Renato Bandeira, guitarrista da Spok Frevo.

Speakin’ Jazz Big Band toca clássicos do jazz

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Na segunda-feira, 19 de maio, às 21h, a banda Speakin’Jazz Big Band – do coletivo de bandas de sopro Movimento Elefantes – sobe ao palco da Central das Artes para um show que terá em seu repertório standarts do jazz de músicos consagrados como Thad Jones, Sammy Nestico e Buddy Rich. Criada em março de 2011, a Speakin’ Jazz Big Band respeita a estrutura clássica de uma big band.

Clube do Balanço traz parceria com Nei Lopes e Mangu Sousa em novo CD

foto clube do balanço 2014 - credito kika silva 3 web

Clube do Balanço lancará no dia 31 de maio, em show no Club Homs, em São Paulo, o CD “Menina da Janela”, que traz uma parceria da banda com dois grandes sambistas: o carioca Nei Lopes e o paulista Mangu Sousa, do Quinteto em Branco e Preto. A música “Time Contra” tem o futebol como pano de fundo e traz o tradicional samba-rock do Clube do Balanço com mais influência de samba.

Grupo Comboio apresenta hoje sua “música de resistência” em SP

O Grupo Comboio é a próxima atração da temporada de shows 2014 do Movimento Elefantes. A apresentação acontece hoje (12/05), às 21h, na Central das Artes. Os 12 músicos do grupo apresentam oito composições, sendo cinco de um dos seus integrantes, Rui Barossi (905, Baba-Yaga, Samba pra Dori, Sónietchka e Sarado) e as demais de outros participantes do grupo (A Chord on, de Fernando Corrêa, e Sansão, de Raphael Ferreira), além de Bolero de Satã, composição de Guinga e Paulo César Pinheiro.

Escafandrista urbano

Escafandrista flauta

O mar inspirou diversos artistas, de Dorival Caymmi a Arnaldo Antunes, desde os desafios que impõe ao homem, suas culturas e crenças. E, em suas profundezas, o oceano continua alimentando toda uma geração de artistas. Não é à toa que Caio Cesar Mateus Ferreira ganhou o apelido de “Timoneiro” e hoje, aos 19 anos, desenha pelas paredes das ruas de São Paulo figuras de escafandristas que dançam, tocam e amam com a mesma plasticidade fluída da água. E além de artista plástico, Timoneiro também é poeta e compositor. Na noite do dia 22 de abril, o rapaz que nasceu em Limoeiro, Pernambuco, estava andando pela Avenida Paulista com seu ukelele e cantou duas composições suas, em companhia de um amigo que acabara de conhecer. Assim como em seus poemas e grafites, o jeito como canta suas letras e a sua voz, entrecortada pelos sons de carros e buzinas da cidade, é um tibum no oceano urbano.

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