Heraldo do Monte abre o Instrumental Sesc Brasil de 2015 com o projeto Choro de Viola

Heraldo do Monte 2

Foi em uma apresentação com Rolando Boldrin, no programa Sr. Brasil, que Heraldo do Monte decidiu levar adiante um projeto antigo de tocar chorinho na viola caipira. O resultado do desafio lançado durante o programa da TV Cultura levou o multi-instrumentista e compositor, que integrou o lendário Quarteto Novo nos anos 1960, a pensar seriamente em tocar e compor choro usando a viola, o que resultou em várias composições novas e novos arranjos de clássicos do gênero reunidos agora no projeto Choro de Viola, que no dia 5 de janeiro abrirá a programação de 2015 do Instrumental Sesc Brasil, em São Paulo. Prestes a completar 80 anos em maio, Heraldo diz que leva o seguinte aprendizado de vida: quanto mais um músico estuda, maior é o seu ostracismo no Brasil.

“A mudança começa por nós mesmos”, ensina o cantor Tiganá Santana sobre a busca de paz em 2015

Tiganá Santana - Foto Rodrigo Sombra

Ele desistiu de seguir a carreira de diplomata, mas se tornou um verdadeiro embaixador da música, dialogando com a cultura brasileira e africana, transpondo barreiras de idioma e religião. Desde o lançamento do seu primeiro disco “Maçalê”, em 2010, Tiganá Santana tem construído pontes invisíveis, unindo música e espiritualidade, em seu sentido mais amplo. Ele lançará em fevereiro de 2015 “Tempo e Magma”, um duplo CD 90% gravado no Senegal com as participações da cantora Céu e da Mãe Estella de Oxossi. Como a sua voz extraordinária, seu ritmo e sua poesia, o entresons fez uma rápida entrevista com o cantor e compositor sobre a simbologia das festas de fim de ano.

“Brasil Plural” viaja pelos ritmos do País

Alexandre Cunha e Grupo Indonésia3

Em shows no exterior, os fãs fazem fila para pedir autógrafos, as músicas são até tocadas em rádio. Mas a bossa do baterista Alexandre Cunha, que mora em Campinas (SP), é perceber que em seu próprio Estado, em seu próprio País, há raros espaços para apresentações. Mas parado ele não fica e fecha o ano de 2014 com o lançamento de “Brasil Plural”, um CD inspirador ao levar o ouvinte a uma viagem pelos ritmos do País em 11 músicas. No ano, a banda Alexandre Cunha & Group subiu ao palco 30 vezes, tendo participado do UBUD Village Jazz Festival, em Bali, na Indonésia.

Ceruto grava “Mambo que Sambo” vol. 2

Jorge Ceruto

Quando criança, Jorge Luis Ceruto Echevarria ficava horas no porto em Cuba, admirando os gigantescos navios que chegavam ao cais. O que mais o intrigava era que um barquinho muitas vezes menor que o navio era o responsável de tirar o transatlântico da baia para levá-lo de volta ao mar profundo. Essa lembrança é para ele hoje também uma metáfora do trabalho que vem desenvolvendo nos últimos dois anos, que resultou no CD “Mambo que Sambo”, lançado em dezembro de 2013, que fundiu ritmos cubanos e brasileiros e que navega agora em seu segundo volume, cujas composições já estão em processo de gravação e devem ser comercializadas no fim de março de 2015.

“Pífanos do Agreste” estuda 17 bandas de Pernambuco

João do Pife

A produtora Página 21 lançou em novembro o livro “Pífanos do Agreste”, resultado de uma pesquisa e um mapeamento de 17 bandas de pífanos no agreste central de Pernambuco. Os pesquisadores percorreram 1.500 km para realizar o levantamento, que teve a participação de historiadores, músicos e antropólogos. O estudo tem como objetivo garantir medidas de salvaguardas dessa expressão popular e usou a metodologia do Inventário Nacional de Registro Cultural, com acompanhamento técnico do Iphan, com o objetivo de conquistar o reconhecimento como Patrimônio Imaterial no Brasil e perante a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, fazendo o mesmo caminho que o frevo, que obteve esse reconhecimento em 2012.

Trio de Osmar Barutti recebe o músico Bira no Quarta Jazz Brasil

Osmar Barutti foto de Julia Tarraf

Hoje (03/12) acontece mais uma Quarta Jazz Brasil no O Forno da Vila, na Vila Mariana, em São Paulo. A temporada teve início no último dia 26, com lotação esgotada. O maestro e pianista do Programa do Jô, Osmar Barutti (na foto acima de Julia Tarraf), ao lado da primeira baterista mulher profissional do Brasil, Lilian Carmona, e do contrabaixista da Banda Sinfônica do Estado, Frank Herzberg tocam standards do jazz e música brasileira com arranjos pitorescos, como Lamento (Pixinguinha), Chovendo na Roseira (Tom Jobim) e Abril (Maurício Einhorn), além de composições próprias. Para apimentar, o grupo mostra um pouco de sua influência latina tocando salsas e boleros, como Night In Tunisia (Dizzy Gillespie) e Mambo Influenciado (Chucho Valdés).

Lucas dos Prazeres é vítima de racismo no Recife

Lucas dos Prazeres Festival de Inverno de Garanhus 2012

O percussionista e cantor Lucas dos Prazeres foi vítima na segunda-feira (01/12) no Recife de preconceito racial em um prédio de luxo em um bairro nobre da cidade, revelou o músico em um texto divulgado em seu perfil em uma rede social. Ele estava no apartamento da namorada quando decidiu tomar um banho de mar na manhã de ontem. O elevador parou e um senhor bem vestido entrou e o ofendeu. Lucas é um dos jovens expoentes da música brasileira, muito talentoso e com muitos projetos. A ofensa ocorre justamente um mês após a gravação do DVD “Repercutir”, no qual Lucas e a sua Orquestra dos Prazeres projetam os ensinamentos da cultura negra no ritmo dos tambores. O projeto recebeu em 2013 o Prêmio Funarte de Arte Negra, do Ministério da Cultura. Ele ainda foi integrante da banda de música instrumental Rivotrill.

11ª edição do “ChorandoSemParar” homenageia Chiquinha Gonzaga e Luciana Rabello

Luciana Rabello

No ChorandoSemParar 2014 o ano é das mulheres! Desde seu início, em 2004, o festival de música instrumental ChorandoSemParar dedica cada uma de suas edições a um músico em memória e a outro, convidado a participar do elenco. O 11º ChorandoSemParar tem como homenageada in memoriam a maestrina, pianista e compositora Chiquinha Gonzaga; e, como convidada-homenageada, a cavaquinhista e compositora Luciana Rabello. Chiquinha Gonzaga, como se sabe, paira absoluta como o maior nome feminino da história da música popular brasileira; quanto a Luciana Rabello, é com certeza o maior nome feminino do Choro na atualidade.

Bye bye papel. Será?

Alex Periscinoto

Alex Periscinoto discute em artigo a batalha entre os meios impresso e digital inspirado em um anúncio da agência Y & R, da África do Sul, que faz uma brincadeira com a versão impressa da Playboy.

Serginho Carvalho é um tratado musical pela paz

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O compositor e contrabaixista Serginho Carvalho, que já compartilhou o palco com Djavan e hoje integra o Teatro Mágico, está lançando seu primeiro trabalho autoral, que representa um verdadeiro tratado de paz mundial. A inspiração, que perpassa jazz, sambas, baião, funk e baladas com pegada de rock, vem das florestas Amazônica e do Japi, em Jundiaí (SP), da busca que cada um empreende na melhoria do espírito, das inexplicáveis coincidências da vida, na esperança de paz no Oriente Médio e na felicidade de estar rodeado por pessoas que o fazem brilhar e a quem ele dedica todo o trabalho. O show de lançamento será na quinta-feira (04/12). “Esse disco é um resgate à minha infância e, de certa forma, é um disco amazônico, pois sou de Manaus. Eu vejo rios, cachoeiras, mata. Tem um conceito espiritual”, diz o músico.

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