Movimento Somos Rádio promove shows em defesa da Cultura AM e o papel do rádio no Brasil

Hora da estrela

Completamente ignorados pela Fundação Padre Anchieta, os artistas que integram o Movimento Somos Rádio, que exigiram a revogação das demissões de dois locutores da Rádio Cultura AM, o que a fez virar um verdadeiro “vitrolão”, decidiram realizar uma série de shows em defesa da manutenção da qualidade dessa rádio pública e debater o papel do rádio na sociedade. No dia 14 de maio, 12 shows serão realizados em 11 casas noturnas que prestigiam repertórios autorais. Os shows terão a participação de locutores e o formato das apresentações será similar a um programa de rádio. A ação é coordenada em conjunto com o P10, coletivo que reúne casas que privilegiam a música autoral. Os protestos do movimento tiveram início entre o fim de março e início de abril.

Realidade de um sonho

“Fabrik Funk” aborda o universo do funk na periferia de São Paulo.

“A imitação da Rosa”, conto escrito por Clarice Lispector, inspira série de pinturas de mulheres-plantas

Primavera

O conto “A imitação da Rosa”, de Clarice Lispector, presente no livro “Laços de Família”, instigou a criatividade do pintor Giuseppe Buoso Filho, mais conhecido como Giu. Ele lera o conto na década de 1970 e, desde então, pintou 30 quadros a partir da epifania de Laura, personagem do conto: a ausência da beleza de um vaso de rosas, que é dado a uma amiga, faz-lhe sentir vontade de ser a própria flor. É por isso que os quadros de Giu retratam corpos de mulheres a partir dos quais crescem galhos, folhas, flores, num eterno transformar-se em meio à natureza, muitas vezes exuberante, muitas vezes primordial. “Eu desenho desde criança. Desde pequeno, via meu pai e minha mãe desenhando. Ele desenhava perspectiva de móveis, pois tinha fábrica de móveis; e minha mãe pintava telas”, diz Giu.

Artistas tentam salvar um dos últimos espaços do exercício do pluralismo no rádio

Um cadáver ouve rádio - Marcos Rey

A discrepância entre o que se é produzido de música no Brasil e o que veiculado pelos meios de comunicação é tamanha, que um grupo de 156 instrumentistas, cantores, produtores culturais e jornalistas se viu obrigado a lutar pela manutenção da qualidade de uma rádio AM. O Movimento Somos Rádio encaminhou há 15 dias uma carta ao Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta exigindo que a entidade reveja a demissão de dois locutores da Rádio Cultura AM, o que prejudicou programas da emissora que realizavam programas ao vivo com músicos. Apesar da péssima qualidade do AM e dos problemas técnicos, os artistas argumentam que a rádio havia ampliado sua área de atuação com a transmissão de sua programação por meio da internet.

“Saudações Egberto” será relançado em show no Rio

Delia Fischer Egberto Gismonti

Não há melhor expressão para a alegria do reencontro como em “Saudações”, música de Egberto Gismonti que Paulo César Pinheiro foi convidado para escrever a letra e que está no CD “Saudações Egberto”, que Delia Fischer relança pelo selo Rob Digital em show no dia 11 de abril, na Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro. A paixão estelar que pulsa nessa música traduz espírito de todo o trabalho, que contém 13 composições de Gismonti, algumas das quais ganharam letras de poetas e letristas como Geraldo Carneiro, Eugenio Dale, Ronaldo Bastos e Marília Pedroso. O próprio Gismonti toca violão em “Saudações” e fará uma participação especial no show de sábado. Delia compartilhará o palco ainda com Matias Correa (baixo e voz), Pedro Mibielli (violino, bandolim e guitarrinha), Heberth Souza (teclado) e Rafael Maia (bateria).

A guerra ao vício vale uma vida?

Proibir o consumo de drogas é estimular o tráfico, cuja renda financia a compra de armas e o financiamento ilegal de muitas campanhas eleitorais. Não é possível imaginar que pessoas estão morrendo e que mais e mais recursos estão sendo destinados à repressão para elevar ainda mais a tensão em áreas extremamente pobres do país, as que mais sofrem. Não é possível que apenas crianças com doenças raras sejam beneficiadas pela livre utilização de substâncias derivadas da maconha, por exemplo, em seus tratamentos, enquanto que a guerra às drogas ou a guerra entre facções do tráfico exterminam a juventude de uma forma muito, mas muito mais avassaladora que a própria droga.

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