Independente de luz no fim do túnel

Eduardo Kobra Tahiti Maio 2015

Estados Unidos, Moscou, Itália, Emirados Árabes, Taiti, Suécia, Polônia, Japão. Eduardo Kobra jamais imaginaria no fim da década de 1980 que os desenhos que pichava nos muros de São Paulo, que lhe renderam várias prisões, chegariam um dia tão longe. Com a evolução de sua técnica e o reconhecimento de sua arte, Kobra é hoje um cidadão do mundo. Mas, quando começou, era apenas um garoto pobre do bairro Campo Limpo visto como vândalo que emporcalhava a cidade. Após tantas realizações, ele revela que o seu maior sonho agora é se “aproximar mais de Deus” e valorizar as pessoas que sempre estiveram com ele em todas as suas fases: “quem pegou ônibus na periferia de SP, e sempre esteve comigo, merece estar comigo em todos os lugares onde cheguei”, diz Kobra. Essa busca por Deus se intensificou nos últimos dois anos.

Núcleo Contemporâneo chega à maioridade cultivando a independência

Casa do Núcleo

Um dos principais desafios de um artista é conseguir sobreviver com a cultura que ele produz. No caso específico dos músicos da chamada música instrumental, ou jazz brasileiro, a questão é ainda mais delicada. E um bom exemplo de que é possível conciliar arte, sem concessões ao mercado, com retorno financeiro que dê o mínimo de dignidade ao artista é uma iniciativa que foi lançada em 1997: o Núcleo Contemporâneo, que é ao mesmo tempo produtora e gravadora, e que lançou há quatro anos em São Paulo a Casa do Núcleo, um local de encontro dos artistas relacionados ao movimento e seu público. Nesses 18 anos, a iniciativa que deu certo e produziu 45 CDs e distribui outros 45, de artistas como Na Ozzetti, Naná Vasconcelos, Marco Pereira e Hamilton de Holanda, entre outros. Ao todo, foram vendidos 120 mil CDs.

“Terra” chamando

terra

O mar é como um telescópio direcionado para dentro do homem. Pode ampliar as possibilidades de vida, mas também limitar ou mesmo destruir o que estiver em seu caminho, assim como nas mais fortes ressacas. A ideia pescada é da peça “Aqui Estamos com Milhares de Cães Vindos do Mar”, que o diretor Rodrigo Spina criou a partir de uma sobreposição de uma série de peças do romeno Matéi Visniec, cuja vida foi marcada pela ditadura comunista em seu país. Após se mudar para a França em 1987, o autor se surpreendeu com a ditadura da sociedade de consumo, hoje em escala planetária. O reflexo de uma peça como essa é sem dúvida uma visão panorâmica da desgraça humana. E, diante de tanta tristeza, há músicos, poetas, dramaturgos e atores, verdadeiros cães de cegos que surgem do mar para dar sentido à escuridão da humanidade.

Percussionista israelense faz workshow na Casa do Núcleo

Em 09 de junho, às 21h, a Casa do Núcleo recebe o percussionista israelense Itamar Doari, para uma conversa com o público sobre seu processo criativo, referência, influências e muita música. Na noite, Doari também apresenta parte de seu repertório que vem tocando pelo mundo. O workshow tem as participações especiais de Benjamim Taubkin e João Taubkin. Vindo para se apresentar com o músico Avi Avital na Série de ‘Concertos Internacionais da TUCCA’, na Sala São Paulo, a Casa aproveita a presença do percussionista na cidade e promove o workshow. Itamar Doari é um percussionista internacional. Se apresenta em diversos concertos, participa de encontros de música e pesquisa a arte de tocar percussão em todo o mundo.

Rubens de La Corte lança ‘Nomad’ nos EUA e no Brasil

R

O álbum ‘Nomad’ é uma jornada ao redor do mundo. Um reflexo da trama de estilos e influências adquiridas por Rubens de La Corte ao longo dos seus últimos 15 anos na estrada. Como diretor musical e/ou músico em turnê, o artista já trabalhou com músicos como Anjelique Kidjo, David Bowie, Lou Reed, Carlos Santana, Dave Matthews, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Eliane Elias, entre muitos outros. Esses trabalhos proporcionaram ao músico a possibilidade de circular por mais de 50 países, conhecer culturas diversas e pesquisar as mais diferentes sonoridades. A partir dessa experiência, De La Corte criou o tecido musical para ‘Nomad’, formado por ritmos e influências diversas. No álbum, o compositor e cantor experimenta texturas sonoras – ora buscando a complementação e ora buscando o diálogo entre as linguagens.

Em apresentação única no Brasil, o sardo Paolo Angeli apresenta a música original que cria com seu violão

Paulo Angeli músico sardo - Foto Nanni Angeli 03

O músico sardo Paolo Angeli, 45, apresenta em São Paulo, em 8 de Junho, no teatro do Sesc Consolação, às 19 horas, um concerto único no qual, acompanhado por seu violão preparado, vai levar o público a uma viagem solitária ao redor do Mediterrâneo. “A navegação solitária – explica Angeli – é a coisa mais linda que pode existir. Você encara a sua intimidade, o passar do tempo. Encara uma música que já vez parte de você, mas percebe que ao longo dos anos será como uma roupa que já não usará mais. Eu gosto de ariscar, navegar a vista, evocando a poesia do sextante, dos medos e dos papéis náuticos. Toda vez eu tento alterar a margem de risco, com a consciência de que a terra firme me espera. E ali as composições afloram, são ilhas a explorar e abandonar para seguir saboreando a beleza da navegação ao longo da costa”.

Todo dia é 1º de abril?

Alex Periscinoto

Alex Periscinoto comenta campanha da agência Publicis de Caracas, na Venezuela.

Salimanga para aguçar os paladares

Salimanga

Sal com manga é tão bom que na década de 1980, uma menina que conheço e que não quer revelar a idade, fazia malabarismos para conseguir unir as duas coisas. De sua janela na cidade, ela via o caminhão de areia do vizinho. Pulava a janela, pulava o muro e, uma vez em cima do caminhão, tinha acesso às melhores frutas. E tudo isso ela fazia como uma Indiana Jones, já com a faca e um punhado de sal. Tudo para sentir o efeito do sal na manga, que nas mais verdes, parece que deixa tudo ainda mais doce. É essa aparente contradição, de o sal adocicar a manga verde, e pela delícia que isso provoca no paladar, que surgiu em Brasília uma nova banda: o violonista Bruno César Araújo e o saxofonista Paulo Rogério criaram o Salimanga, que lançará o primeiro CD “Quase Treze”, em julho.

Chico César divulga primeiro single de “Estado de Poesia”

Chico César Estado de Poesia

Prestes a lançar um novo álbum de canções inéditas, “Estado de Poesia”, Chico César apresenta “Da Taça”, primeiro single do novo trabalho, para download legal e gratuito no portal www.naturamusical.com.br. A faixa poderá ser encontrada em todas as plataformas de streaming. O selo Laboratório Fantasma é o responsável pela distribuição digital do disco. “Da Taça” (Chico César) reflete a liberdade criativa de Chico, que traz em suas músicas influências musicais diversas sem se fechar em um único gênero musical. Sobre “Da Taça”, o músico diz: “ A taça do ‘Estado de Poesia’ transborda e a primeira gota é essa canção. Esse single da pessoa solteira enamorada e marcada no corpo, na alma e nos objetos da casa, pela passagem do amante ou pela sua vertigem. Aconteceu ou sonhei? Sonhar é acontecer? Quem sonha faz da hora!”

Som na Rural chega a São Paulo com shows gratuitos

Rural

O projeto cultural pernambucano Som na Rural, promovido por Roger de Renor, ganha as ruas de São Paulo entre os dias 7 a 21 de junho, com shows no Capão Redondo, Largo do Paissandu, Praça da República, Minhocão e Diadema. Com a finalidade de valorizar o espaço público, as apresentações são gratuitas e realizadas na rua, usando como palco e cenário uma Rural Willys 1969, do produtor Niltinho Pereira, um dos idealizadores do projeto, patrocinado pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura PE). Entre os artistas que se apresentarão na Rural estarão Karina Bhur, Grupo Bongar, Trummer SSA, Zé Brown, entre outros. O Som na Rural já passou por Brasília, no final de abril.

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