Pó de Café produz CD descafeinado

Pó de Café 2

Num país no qual é necessário um esforço gigantesco da antropologia para se entender a cultura que cria sucessos estrondosos de forrós maliciosos e sertanejos que cursam o terceiro grau, prioridade da grande mídia mas que são também ancorados por ávidos fãs, é positivo a existência de artistas que criem obras mais elaboradas e que sejam sim comerciais, mas não puro reclames publicitários. No entanto, há também bandas nesta área que parecem tropeçar na criatividade, como o grupo de jazz Pó de Café, de Ribeirão Preto, que lançou em novembro de 2015 “Amérika”, seu segundo CD, e que tem realizado no início de 2016 shows com o novo trabalho. Não é uma questão de gostar ou não das composições, uma vez que a qualidade é a de quem ouve, mas sim de questionar o conceito do trabalho.

Hector Costita tocará o “jazz do dentista” em Curitiba

Hector Costita - Foto de Rogério-Vieira_2014_05_16_3819 - Itaú Cultural

Compositores sempre se inspiraram em mulheres encantadoras, amores indizíveis, utopias sociais e até mesmo, dizem as más línguas, em homenagem a seu próprio traficante, como no caso de “Moose the Mooche”, do saxofonista Charlie Parker. O saxofonista e compositor Hector Costita, de 81 anos, inspirou-se em seu dentista na sua mais nova composição jazzística, que estará presente em seus shows que realizará em Curitiba, Blumenau, Uruguai e Argentina até o fim de fevereiro. Em Curitiba serão cinco shows, entre os dias 19 a 23 de janeiro.

Há amor no Oriente Médio

Rosa

A violência nos países do Oriente Médio, com guerras infindáveis e migração em massa que está mudando a cara da Europa, encobre a riqueza de culturas milenares que deram imensa contribuição para o desenvolvimento da humanidade no que se refere à astronomia, saúde, matemática e, principalmente, nas artes. Enquanto que o vermelho do sangue das vítimas de extremistas, sejam eles Ocidentais ou Orientais, nos levam a suspeitar que o teórico americano Samuel Hungtington estaria certo em sua absurda tese em que buscou provar por A mais B que o mundo islâmico seria muito mais violento que qualquer outro, músicos brasileiros e sírios revelam o quanto há de amor na cultura Oriental, de árabes cristãos, muçulmanos, espíritas ou ateus.

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