Alex Lameira no oceano da Música Universal

Alex Lameira

Quando você pergunta a alguém se conhece o trabalho de Hermeto Pascoal vai dizer que nunca ouviu falar ou, no máximo, vai lembrar do músico tocando algum instrumento exótico, como uma chaleira cheia de água. Sim, ele toca qualquer instrumento, especialmente aqueles que não são convencionais. Mas, por falta de um sistema justo de difusão de arte, talvez nunca tenha ouvido “Amor, Paz e Esperança”. Sua genialidade em fundir música brasileira com jazz e sua peculiar forma de compor o levaram a criar um sistema de chamado Música Universal. O guitarrista Alex Lameira bebeu nessa fonte e lançou em fevereiro de 2016 o seu primeiro CD com essa pegada, com uma arte de capa que mergulha nesse universo.

Tecendo processos

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A atriz e professora Adriana Costa faz neste texto um relato sobre o processo de montagem da peça “Sacra Folia”, de Luís Alberto de Abreu, com alunos do Teatro Escola Macunaíma, no segundo semestre de 2015. O texto acaba de ser publicado no Caderno de Registro Macu, número 8, do Primeiro Semestre de 2016, disponível aos alunos nas unidades da escola. “Realizei vários exercícios de Campo de Visão com os alunos, para que o ator possa ampliar seu potencial criativo, sua gestualidade, percepção de si e do outro e as capacidades expressivas de seu corpo. Apesar desse jogo improvisacional se utilizar muitas vezes de temas, como cenas do cotidiano – a movimentação na Rua 25 de Março, por exemplo –, minha intuição sugeriu trabalhar no Campo de Visão um exercício de antropomorfização, no qual incentivei os alunos a imaginarem qual o animal que a personagem do texto lhes sugeria. Primeiro levando-os a se portarem plenamente como esses animais e, aos poucos, acrescentando características humanas. Assim, aproveitei esse exercício como tema para o Campo de Visão, com bons resultados”, diz um trecho do relato.

Magno Bissoli vibra em defesa da Terra ao comemorar 40 anos de carreira

Magno Bissoli

A exemplo de inúmeros artistas, uma trilha acidentada foi o que Magno Bissoli encontrou ao se transferir para São Paulo no fim da década de 1970, após deixar sua cidade natal, Jacareí, no Vale do Paraíba. Hoje, aos 60 anos, completos no dia 19 de fevereiro, sente que o caminho que seguiu nesses seus 40 anos de carreira não lhe poupou de sacrifícios, mas o preencheu de muitas amizades e muita inspiração, que contribuíram para enriquecer a história do jazz brasileiro. Para comemorar essas datas, o baterista e compositor lançará dois álbuns em 2016. O primeiro, “Cidadãos deste Planeta”, terá show de apresentação no dia 21 de maio, na Galeria Mezanino. Até o fim do ano, o músico planeja produzir outro álbum com convidados do Brasil e do exterior. “Cidadãos deste Planeta” conta com oito músicas, presentes nos discos “Caixa Preta” e “Nativ”, mas soam em novos arranjos, passando da formação de big band para a de quinteto, com vibrações em defesa do meio ambiente e justiça social.

Homenagem a Paulo Moura terá dueto entre Proveta e Yamandu Costa

Paulo Moura Instituto Paulo Moura

O saxofonista e clarinetista paulista Naylor Proveta e o violonista gaúcho Yamandu Costa prestarão uma grande homenagem ao músico Paulo Moura, morto em 2010 após lutar contra um câncer linfático, tendo inclusive feito uma jam session dentro do quarto do hospital. Proveta e Yamandu vão tocar as músicas de “El Negro Del Blanco”, que o violinista lançou em 2004 com Moura, rendendo a este o Prêmio TIM de Melhor Solista Popular, em 2005. O show acontecerá entre os dias 5 a 11 de dezembro, durante a 13ª edição do Festival ChorandoSemParar, realizado em São Carlos. O evento fará uma reverência ao músico de São José do Rio Preto, que swingou no choro, no samba e chorou no jazz, responsável por discos memoráveis como, por exemplo, a obra-prima “Confusão Urbana, Suburbana e Rural”, de 1976. E, de quebra, uma homenagem ao próprio Proveta, que lançou entre o fim de 2015 e início de 2016 os CDs “Coreto no Leme” e “Velhos Companheiros de K-Ximbinho”, em homenagem ao também maestro, arranjador e saxofonista Sebastião de Barros, o K-Ximbinho.

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