Refugiados promovem festa multicultural em SP  

Abraço Cultural

A festa “Aquele Abraço Cultural- 2ª edição” irá reunir refugiados, imigrantes de várias partes do mundo e brasileiros no sábado, dia 30 de julho, das 13h às 19h, na Praça Dom Orione, no bairro do Bixiga, em São Paulo. A celebração, aberta e gratuita terá atrações como música, dança, gastronomia, artes visuais, jogo, moda, artesanato, além de um debate sobre Refúgio e Diversidade Cultural, tatuagem síria de hena e caligrafia árabe. O evento celebra 1 ano do projeto Abraço Cultural www.abracocultural.com.br e será realizada em parceria com o Espaço 13.

AIM faz prévia do show “Quem Canta Ajuda Criança 5”

aim

A Associação para Iniciação Musical (AIM), instituição sem fins lucrativos que visa a promover a inclusão musical para crianças e jovens economicamente desfavorecidos, anuncia evento na quinta-feira (28), às 20h, no Skull Bar, para divulgação da 5ª edição do show beneficiente “Quem Canta Ajuda Criança”. Na ocasião, os convidados terão a oportunidade de conhecer melhor o projeto, assim como os músicos que participarão voluntariamente desta ação. Estão confirmados os shows das bandas Rocksy, de Dudu Raia, e Banda Roks, de Ivan Sader, que já tocou com Sharon Corr, da banda The Corrs.

“A conexão real é um sentimento de união”, diz Orkut

Orkut Buyukkokten

O engenheiro turco Orkut Buyukkokten, em entrevista ao entresons, dá dicas aos músicos sobre como usar hello, a nova rede social que foi lançada no Brasil na semana passada. É a quarta rede criada pelo idealizador do Orkut, a primeira a ganhar escala internacional, somando 300 milhões de usuários. Mas essa rede não resistiu ao crescimento do Facebook e de outras redes sociais, sendo fechada oficialmente pelo Google em 2014. Em março do mesmo ano, o engenheiro deixou o Google para se dedicar exclusivamente ao desenvolvimento de sua nova rede, que ele define como o local onde é possível ser autêntico e colocar em prática suas paixões. Desde que anunciou a nova rede, Orkut tem criticado as redes atuais, nas quais avalia existir espaço para ódio e o medo.

De sofás e garrafas jogadas ao mar

Rafael - original

“Por esses dias o grande medo daquele que faz o livro é o de não saber ao certo se está incorrendo de jogar mais um sofá ao rio.” Esse era o receio de Rafael Gombez sobre o destino de seu livro de poesias “Aonde o corpo se põe”, que ele terminara de escrever cerca de um ano antes de sua morte, em 2009, aos 25 anos. Portador de uma doença incurável, a fibrose cística, a metáfora de mais um produto da sociedade industrial boiando como lixo, na ferida líquida da cidade, possa talvez revelar a cegueira coletiva em que vivemos. Há quem, no entanto, veja em seu livro uma mensagem de um tesouro em uma garrafa jogada ao mar. E que hoje, dia 16 de julho de 2016, data em que o poeta completaria 33 anos, chega até a praia. São mais de 10,3 mil palavras, publicadas agora pela editora Patuá, após o empenho de Bia Lopes e Marcia Matos, amigas do poeta.

Documentário sobre bailes que uniram a comunidade negra em Campinas será exibido no Largo do Rosário

josé antônio e érica Giesbrecht - Crédito Rafael Jorge

O documentário “Baile para matar saudades”, de Érica Giesbrecht, abre o baú da memória de cinco artistas negros de Campinas e resgata capítulos da história da cidade. O filme será exibido no Largo do Rosário, no próximo dia 14, quinta-feira, às 19h, com entrada gratuita. A história do documentário já foi tema de reportagem do entresons “Big Bands ajudaram a cultura afro em Campinas”. Para o projeto, a diretora conversou com os artistas Carlos Augusto Ribeiro, José Antônio, Rosária Antônia, Aluízio Jeremias e Leonice Sampaio, todos com idade entre 70 e 90 anos e engajados no movimento cultural negro da cidade, do qual participam com sua música, dança e oralidade. O documentário é resultado da pesquisa etnográfica, realizada junto ao Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Laboratório de Imagem, Som e Antropologia – USP (LISA).

Um violão em boa companhia

Gabriel Santiago2

Gabriel Santiago tem 35 anos e é um dos expoentes da música brasileira, muito pouco conhecido no País. Agora, em julho, ele lança seu 8º CD, “Momentum”, no qual ele faz releituras de clássicos da música brasileira de compositores como Tom Jobim, Dorival Caymmi, Ivan Lins e Cartola. Nascido em Ilhéus, na Bahia, o violonista começou a estudar aos 7 anos e teve uma trajetória inspiradora, chegando a morar no Rio de Janeiro e, em 2008, foi estudar em Austin, no Texas, onde continua vivendo até hoje. “A gente queria fazer um disco para as pessoas, com uma força de chegar em mais pessoas. Muito diferente do que tenho feito”, explica Santiago, sobre o novo trabalho, o primeiro em que ele está sozinho no violão com uma imensa carga emocional que, muitas vezes, desagua em vocalizes. “É um disco onde não tem um solo de improviso meu, não tem. Sou eu tocando livremente as músicas, apesar de a improvisação estar lá, nas variações.”

Rodrigo Nassif Quarteto prepara novo disco

Rodrigo Nassif Quarteto

Rodrigo Nassif Quarteto, grupo de jazz brasileiro do Rio Grande do Sul, está preparando um novo trabalho inspirado nos grafites de São Paulo e no livro “Ainda estou aqui”, lançado em agosto do ano passado pelo escritor Marcelo Rubens Paiva. Na sexta-feira, 24 de junho de 2016, o conjunto se apresentou em show no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. O violonista Rodrigo Nassif, porta-voz e líder da banda, explica que nos últimos dois anos o grupo sofreu grande influência de São Paulo, devido à quantidade de shows realizados na cidade, o que não poderia ficar fora do imaginário de suas composições. Com forte influência da música de fronteira, com valsas, chamamés e o tangos-milonga, a banda utiliza dois violões que também flertam de leve com o rock e o pop.

Há Hélio no fim do túnel

Helio no túnel da Lapa de Baixo em SP

A Lapa de Baixo, em São Paulo, é um retrato da pobreza do Brasil. Longe dos espigões da Avenida Paulista, dos escritórios moderninhos das Avenidas Berrini e Faria Lima, as proximidades da estação da Lapa, da CPTM, concentram o maior número de camelôs por metro quadrado. A Rua 12 de Outubro é tomada, de ambos os lados, por vendedores ambulantes, de tal forma que parece impossível transitar pelas calçadas. No fim da rua, há um túnel de cerca de 30 metros, que passa por debaixo dos trilhos da CPTM, que também fica repleto de vendedores. Gente que merece trabalhar, sem ameaças de apreensão de mercadorias, gente sofrida demais. É possível comprar no túnel cigarros, roupas, uva, maçã ovos de páscoa, CDs, DVDs, chocolates, barbeadores e uma infinidade de produtos. Entre pastores evangélicos pregando a palavra do senhor e rapazes entregando santinhos de bordeis, uma voz se sobressai sobre a multidão. É a voz do violonista e cantor Hélio, 50 anos.

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