Os espaços sonoros de Jane Ira Bloom

Jane Ira Bloom Foto de Susan Cook

Seu som já chegou a um asteroide, descoberto em 1984, e consegue chegar às células do coração de quem o ouve. A saxofonista Jane Ira Bloom, escolhida em votação pela revista DownBeat, em 2015, como um dos três músicos de sax soprano mais importantes do ano – ao lado de Wayne Shorter e Dave Liebman -, está lançando neste ano “Early Americans”, seu 16º CD, aos 61 anos. “Espaço interior e exterior são ambos de meu interesse, quer que se trate da exploração de galáxias distantes ou a psicologia do coração e mentes humanos”, diz a musicista, em entrevista ao entresons. O novo trabalho faz lembrar as sonoridades dos índios americanos e a influência dos conquistadores ingleses, em 12 músicas autorais, que são finalizadas por uma interpretação surpreendente de “Somewhere”, de Leonard Bernstein, na qual ela faz uma apresentação solo. Apesar de toda a representação que essa música pode ter para os americanos, para nós, brasileiros, há ainda um simbolismo especial, por fazer lembrar da interpretação feita por Renato Russo em “The Stonewall Celebration Concert”, de 1994.

Orkestra Bandida lança novo CD

Orkestra Bandida

A banda de música oriental Orkestra Bandida vai lançar seu primeiro CD em setembro. A Radio Marza, divisão de rádio do blog entresons, entrevistou o líder da banda, Mário Aphonso III. Em breve, o blog publicará uma nova reportagem sobre o tema, com a data e local de lançamento do trabalho, que explora a sonoridade dos cabarés e tabernas do Egito, Síria, Macedônia e Grécia.

Sesc realiza sexta edição do Jazz na Fábrica  

Cheik Tidiane Seck1

O Sesc Pompeia realiza, entre 11 e 28 de agosto, um dos mais importantes eventos do calendário de jazz do país, com mais de 20 atrações nacionais e internacionais, em panorama que contempla diversidade de estilos do gênero. O Jazz na Fábrica, festival consagrado do circuito nacional do gênero, reúne mais de 20 atrações, de nove países, em sua sexta edição. Com seleção cuidadosa, a programação contempla tradição, experimentalismo e tendências do jazz, produzido por diferentes correntes e culturas, entre os dias 11 e 28 de agosto. Nomes de destaque da cena jazzística da Argentina, Brasil, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Israel, Mali, Suécia e Suíça apresentam-se no Sesc Pompeia, sempre de quinta a domingo.

Uma nova geração da Vanguarda Paulista lança CD

Os Amanticidas - Foto João Roma (06)

Os Amanticidas é um dos ótimos novos grupos da cena musical independente de São Paulo, daquela que pode ser chamada “nova geração da Vanguarda Paulistana”. Formado em 2012, tem como integrantes Alex Huszar (baixo e voz), João Sampaio (guitarras, cavaquinho, bandolim), Joera Rodrigues (bateria), e Luca Frazão (violão de sete cordas). O som d’Os Amanticidas – canções que convidam o ouvinte a escutar uma história, a cantar junto ou a sair dançando – está agora registrado no CD homônimo, “Os Amanticidas”. Gravado com apoio do ProAC, com produção de Paulo Lepetit – músico do Isca de Polícia – o disco tem lançamento oficial na próxima sexta-feira, 12 de Agosto, às 22h30, com show na Serralheria. Na agenda de lançamento do CD já estão cinco outros shows, a serem realizados em São Paulo, em São Luiz do Paraitinga e no Rio de Janeiro.

“Não há espaço para novidades na grande mídia”  

Tárik de Souza

“Não há espaço para novidades na grande mídia.” A afirmação é do jornalista e crítico musical Tárik de Souza, que na década de 1980 foi apresentador do programa “Os músicos”, da TVE, um dos mais importantes espaços que o País já teve para a cena da música instrumental brasileira. Em entrevista ao entresons, Souza revela não saber que fim levou as fitas do programa, que apresentaram músicos como Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Mauro Senise, Cacau, Rildo Hora, Radamés Gnattali, Nivaldo Ornelas, entre muitos outros. “Eu também gostaria de saber onde estão as fitas do programa, se é que elas ainda existem. Tentei descobrir na antiga TVE e não tive resposta”, diz.

À Deriva frita o cérebro em novo CD

A Deriva

Cérebro frito! Era esse o cheiro que exalava das cerca de 50 almas que presenciaram, na sexta-feira 29, o show de lançamento do sexto CD do quarto de jazz À Deriva, no espaço cultural Serralheria, em São Paulo. “O muro rever o rumo” é resultado da associação da banda com o grupo de teatro Les Commedies Tropicales, mais especificamente, reflexos sonoras da última encenação, “Guerra sem batalha ou Agora e por um tempo muito longo não haverá mais vencedores neste mundo apenas vencidos”. A peça é inspirada na obra “Mauser”, de Heiner Muller, assim como na biografia do dramaturgo alemão “Guerra sem batalha: uma vida entre duas ditaduras”.

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