Nas asas de um mistério

Sidemberg Rodrigues e o Beija Flor1

Em meados da década de 1970, Sidemberg Rodrigues iniciava uma nova e fantástica relação com os pássaros. Em Muqui, a 172 quilômetros de Vitória (ES), ele contraiu uma forte alergia nos olhos, que só na década de 1980 se descobriu que era uma reação ao pólen durante a primavera. Os olhos ardiam e as pálpebras se fechavam. Com a visão debilitada, ele começou a sentir pássaros pousando em seu ombro, em suas costas e até em sua mão. O que poderia ser o desejo de muita criança, era visto como desgraça para o garoto. “Eu odiava os pássaros pousando em mim”, diz Rodrigues, membro honorário da Academia Brasileira de Direitos Humanos e ex-gerente de comunicação e sustentabilidade da ArcelorMittal Tubarão.

Projeto empodera mulheres com câncer

Além da Cura1 Entrevistada Karina Goldberg Crédito da foto Estéfane Oliveira

“O jornal é um instrumento indiferente para o bem e para o mal; lutemos, pois, para que ele siga o bom caminho.” Para além da dicotomia entre o bem e o mal, tão habilmente explorada pelas igrejas até hoje e movimentos políticos contemporâneos, é inegável que a pernambucana Bruna Monteiro segue um bom caminho, no melhor sentido da frase acima, atribuída a São Francisco de Sales, alçado a Patrono do Jornalismo pela Igreja Católica após a sua luta de guerreiro e escritor para combater o calvinismo, no século 16. No dia 24 de maio, quinta-feira, Bruna e Estéfane Oliveira apresentam em São Paulo parte do projeto que está empoderando mulheres ao redor do mundo que enfrentam a batalha contra o câncer: o curta-metragem “Além da Cura – Europa”. Em Recife, a exibição será realizada no dia 26 de maio, um sábado. A apresentação do projeto, que é apenas uma parte de um trabalho amplo, conta com bate-papo com duas mulheres que enfrentam ou enfrentaram essa doença e participaram do projeto.

Vivi Rocha lança “Entreatos”

Vivi Rocha, Entreatos - Foto Karen Montija (38)

“Entreatos”, primeiro CD autoral de Vivi Rocha, será lançado em show no dia 30 de maio, às 21h, no Teatro Viradalata (Rua Apinajés 1387, Sumaré, R$ 25). O nome do trabalho revela um pouco da história da compositora, que há dez anos integra o Coro Lírico do Theatro Municipal de São Paulo. O momento seguinte para o início de um novo ato em uma apresentação de música erudita revela o momento em que o ser é plena potência, prestes a materializar no palco o sonho de um compositor. Com influências do tango argentino, do pop e da MPB, a artista compôs e arranjou 11 canções que tocam fundo em temas como o amor, a solidão, o sentimento de impotência e a exposição da vida em redes sociais.

“A benção, vô!”

Bruno Firmino

“A benção, vô!” Bruno Firmino disse isso apertando firme as mãos do avô, o cantor Natalício Santos, conhecido como Trovador do Norte. Bruno tinha apenas 15 anos e se encontrava com o músico pela primeira vez na vida. Ouvia muito as histórias do velho, que lançou dois discos de forró pé-de-serra. Em sites de venda pela internet, como no Mercado Livre, um dos bolachões chega a valer R$ 1,2 mil. “Peguei na mão dele, isso ficou gravado na minha memória. Ele me olhou e disse: ‘Quem é esse?’ Era tanto filho e neto – só com a minha avó ele teve 20 filhos, fora os que ele tem por aí. Foi uma emoção muito grande”, lembra Bruno, em entrevista no dia 27 de março de 2018, em uma espera de 21 horas para descarregar o caminhão de farelo de soja no terminal rodoferroviário da Rumo Logística, na cidade de Alto Araguaia, no Mato Grosso. A entrevista com Bruno foi possível devido ao Caminhos da Safra, projeto da revista Globo Rural para mostrar o escoamento da produção agrícola do campo até portos, ferrovias, rodovias e hidrovias. No segundo percurso da série, trabalhei como repórter free-lancer para o projeto. Junto com o repórter fotográfico Fernando Martinho e os instrutores de direção da Scania Aylon José dos Santos e Juarez Reis Ferri percorremos 2.030 quilômetros de Cuiabá a Santos, contando com a volta a São Paulo. Com a permissão da publicação, a história de Bruno está sendo contada pelo entresons.

Menos é muito mais!

Taubkin & Bahule

Não é preciso grandes formações musicais, orquestras gigantes, para se criar música de qualidade. Dois duos criados em São Paulo no ano passado, Taubkin e Bahule e Lume, estão produzindo uma música de altíssima qualidade sem perder a simplicidade do pop, capaz de se comunicar até mesmo com quem prefere única e exclusivamente música de entretenimento, que é a prioridade número um da grande mídia. O duo Lume é formado pelos multi-instrumentistas Luana Baptista, nascida no Uruguai, e o brasileiro Gui Augusto. Essa dupla lançou nesta semana o primeiro CD que leva o nome do projeto, com nove músicas autorais explorando a confluência da musicalidade do português e do espanhol. A maioria das músicas, com letras profundas vindas direto da alma, é de autoria da dupla. Mas “Sou”, com letra de Flávio Tris, tem um vídeo incrível no Youtube, com 3,6 mil acessos. Já o duo Taubkin e Bahule é formado pelo contrabaixista brasileiro João Taubkin e a multi-instrumentista moçambicana Lenna Bahule.

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