Fôlego de Cachalote

Iuri Nicolsky

A baleia Cachalote tem um fôlego da pesada. Ela consegue ficar submersa por até uma hora e meia até voltar à superfície para respirar. Inspirados nesse mamífero incrível, jovens do Rio de Janeiro criaram uma banda com esse nome, preparando-se para gravar o primeiro CD autoral. Um dos líderes da Cachalote é o saxofonista Iuri Nicolsky, 31 anos. O músico ficou conhecido no Brasil e no exterior com o projeto Nova Lapa Jazz, que começou tímido em 2011, com a ideia de tocar música instrumental na frente de um bar na Lapa, mas virou uma febre. “Isso me trouxe muitos frutos”, lembra o multi-instrumentista. “Reunimos até 4 mil pessoas na rua, fizemos show no Circo Voador, foi matéria do New York Times, isso me deu uma carreira profissional”, diz Iuri, à época estudante de música da Uni-Rio.

Novelos de história

Ovelhas na Fazenda Santa Isabel Foto Divulgação

Você já contou carneirinhos para conseguir dormir? Pois saiba que o trato desses animais inspira muito mais que o sono dos noctívagos. Em Piratini, no interior do Rio Grande do Sul, homens que retiram lãs de ovelhas sem o uso de máquinas, da forma mais tradicional possível, contam entre si histórias de assombrações das centenárias fazendas da região. Em Águas de Santa Bárbara, no interior de São Paulo, coletores de café também trabalham contando causos. É uma demonstração que vive forte a tradição oral apesar dos avanços da tecnologia. O trabalho é mais que um meio de se obter recursos financeiros para sobreviver. É, também, um ambiente de socialização que reforça vínculos afetivos e sociais. Resistem até hoje histórias que são contadas no ambiente de trabalho que servem tanto para reforçar tradições, cultivar a memória e relatar experiências de vida. Além de histórias da tradição oral, o trabalho também motiva a memória. A Receita Federal possuiu um projeto chamado “Histórias de Trabalho”, que registra em livros a experiência vivida por servidores no dia a dia de seus escritórios.

Batismo na Folia de Reis

Gabriel Cobaia foto Facebook

Gabriel Cobaia nasceu em Vinhedo, em 1997. Mas desde pequeno, ele viajava para Cambuquira (MG) para visitar o avô, que tocava violão na Folia de Reis. E, assim, todo início de ano, Gabriel se maravilhava com essa festa cristã, com influências africanas, espanholas e portuguesas, que comemora a peregrinação dos três reis magos ao local de nascimento de Jesus, em Belém. Não do Pará, mas da Judeia! Sem confusão, oh seu Matias Cão! “Eu acompanhava a folia, meu avô tocando. Eles iam passando de casa em casa, tocando nas casas e tinham as pessoas vestidas de palhaços. A população acompanhava até chegar na última casa, até ser servido um almoço para todo mundo que estava alí”, lembra Gabriel.

Social



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