Bruno Guez

Startup desenvolve plataforma para unir músicos a lojas online

Roger Marzochi, São Paulo, entresons, roger@entresons.com.br

A startup israelense Revelator captou na semana passada US$ 2,5 milhões para aprimorar uma plataforma que conecta músicos a lojas digitais e empresas de serviço de streaming de música como Spotify, Deezer e Apple Music. A rodada de investimento contou com a participação dos fundos Exigent Capital, Digital Currency Group e Reinvent. Bruno Guez, que já foi diretor de música do Cirque de Soleil, é o CEO da companhia, que ajudará artistas a licenciarem seus trabalhos no mundo digital, tirando da jogada editoras de música e distribuidores.

Em abril, a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês) informou que o mercado de música digital superou as vendas físicas pela primeira vez na história em 2015, representando 45% da receita total, de US$ 15 bilhões. As vendas físicas agora representam 39%. O principal impulso do avanço da música digital é o crescimento das assinaturas de serviços de streaming. No mundo, essas assinaturas cresceram 45%; no Brasil, há uma disparada de 192%.

O Revelator consegue até mesmo rastrear quantas vezes uma música é executada em podcasts, conforme já foi testado pela rádio WBUR, de Boston, nos Estados Unidos. O próprio sistema tratará de remunerar o músico, diz Guez, que pretende expandir o serviço em mercados emergentes na Ásia e Europa, mercado nos quais a  MPB e a música instrumental brasileira é extremamente valorizada. “Não havia plataformas modernas nesse mercado de B2B (Business to Business, que significa negócios entre empresas)”, disse Guez ao site americano de tecnologia TechCrunch na segunda-feira, dia 29 de agosto. “Era realmente tudo muito antiquado, com selos e distribuidores… sem integração com serviços de computação em nuvem para administrar esses ativos.”

RevelatorA empresa foi criada em 2013, com o lançamento de uma versão beta do sistema, que permite uma visão analíticas dos dados gerados pelas músicas, e conta já com a participação de 800 artistas israelenses. A empresa tem a meta de atender 8 mil artistas, fechando uma parceria com a associação de direitos autorais de Israel, o país-berço de diversas startups, entre elas, por exemplo, o aplicativo Waze.

Segundo Guez, o artista simplesmente faz o upload de suas músicas na plataforma e, a partir disso, esses sons são negociados com plataformas digitais de distribuição de música, dispondo de ferramentas de marketing digital e análise de performance. Seria uma forma mais justa e rápida de remuneração dos artistas, promete do executivo. “Se conseguirmos trazer pagamentos móveis para mercados emergentes será uma grande vitória. Hoje, os artistas não estão recebendo em meios móveis (celulares e tablets). Esta é parte de nossa visão e o que estamos buscando. Como nós podemos fazer com que as pessoas sejam pagas rapidamente, com maior transparência?”, finaliza o executivo em entrevista ao site americano.

 

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