Tupi or not Tupi - João Donato - Foto Cristina Granato

João Donato inaugura casa de shows em SP

Músico lendário na cena musical brasileira, o pianista João Donato faz, nesta quinta-feira (16/03), o show inaugural do Tupi or not Tupi, nova casa de espetáculos na Vila Madalena, em São Paulo. Hoje, no entanto, o espaço já está com os seus 110 lugares reservados. Donato, que viveu por mais de uma década nos Estados Unidos, é referência internacional da Brazilian Music da geração dos anos 1950 e 1960, com seu som meio bossa nova, meio puro jazz, meio música latina. Ele estará ao piano, tendo Arismar do Espírito Santo como convidado especial e com a participação do percussionista Cléber Almeida. No cardápio, bossa-nova, samba, baião, bolero, jazz e clássicos como “Amazonas”, “A Rã”, “Nasci para Bailar”, “Minha Saudade” e “Até quem Sabe”.

A criação do Tupi or not Tupi é iniciativa de Angela Soares, que decidiu renovar e reinventar o espaço onde funcionou por 16 anos a Casa Tupiniquim, primeiro bufê infantil com valorização da cultura brasileira. O projeto começou a ser gestado em agosto de 2016, quando Angela, em parceria com a produtora Jeanne de Castro, deu início ao projeto “Oca Cultural Comida + Música”, série de jantares somando música e saborosa gastronomia.

Após a realização de mais de uma dezena de shows e concertos às quartas-feiras, surgiu a ideia do projeto Tupi or not Tupi. A casa da Rua Fidalga 360, imóvel dos anos 1950, passou por uma completa reforma, com projeto cenográfico assinado pelo inglês Lee Dawkins e tratamento acústico sob supervisão de Clement Zular, engenheiro de áudio e acústica. Foi criada uma área de shows com palco e acomodação para 110 pessoas sentadas. O espaço contempla também um restaurante e um café. O cardápio do restaurante tem foco na culinária brasileira. O destaque na carta de bebidas, elaborada especialmente para a nova casa, são cachaças e drinques à base de cachaça. Para a criação do Tupi or not Tupi, Angela Soares associou-se a Fabio Tagliaferri, Jeanne de Castro e Marcos Barreto.

Tupi or not Tupi atraiu dezenas de entusiasmados parceiros, amigos, fornecedores. Entre eles, o músico Arismar do Espírito Santo, que está à frente da programação das quintas-feiras com o seu “Arismar Convívio”; Carmela Vecchi, no projeto de ambientação; Maurício Ayer, que traz para o espaço suas experiência e paixão em cachaças; e Sirlene Giannotti, que criou exclusivas peças artesanais em cerâmica para uso no restaurante e no café a ceramista Sirlene Giannotti, que desenvolveu exclusivas peças artesanais para uso no restaurante e no café.

O espaço comporta também lançamentos de discos e livros, cursos, workshops, ensaios musicais e muito mais. Durante o dia, os passantes podem usufruir do Café, aberto a partir das nove horas da manhã. Para garantir aos músicos condições para que possam oferecer sua melhor performance, Tupi or not Tupi investiu em um primoroso tratamento acústico, com o objetivo de um equilíbrio acústico propício e adequado tanto para música acústica como para música amplificada.

São 184 painéis, que formam uma espécie de “abóbada” que cobre e envolve toda a área de shows – aproximadamente  200 m2. Os painéis, em madeira MDF, são quadrados e neles foram vazados círculos de diferentes tamanhos. Receberam então em uma de suas faces aplicação de tecido em fibra Nomex, resistente a chamas, e de manta de lã de pet para isolamento térmico e conforto acústico. Os painéis estão distribuídos por todo o espaço, cada um deles colocado em ângulo diferente, para absorver e refletir os sons. Esse misto de absorção e reflexão proporciona ao espaço uma ótima distribuição sonora, e notável riqueza e equilíbrio acústicos. Mas os cuidados do Tupi or not Tupi com a acústica foram ainda além. A área do restaurante recebeu tratamento de “reforço sonoro”. As portas da área de shows têm também funções acústicas, por seu material interno e revestimento. E até mesmo embaixo das mesas e cadeiras foram aplicadas mantas de lã de pet. Detalhe importante: todo o material é ecologicamente correto e proporciona máxima segurança.

No palco – 3,5m x 4,5m – os músicos terão à disposição um piano Kawai de meia cauda. O  equipamento de som está a cargo do Estúdio Loop, há anos referência de qualidade para músicos. O público é recebido em ambiente bonito, aconchegante, com 110 lugares distribuídos em mesas e com comidas e bebidas saborosas, a cargo da chef Raphaela Homem de Melo. A programação Tupi or not Tupi tem como marca a diversidade de propostas. É uma celebração ao prazer da música ao vivo, ao momento único que o público fica frente a frente com o músico – e, no caso, bem pertinho. São Paulo tem carência de espaços para abrigar a efervescente produção musical da cidade. Com agenda de shows de quarta a sábado, o espaço receberá de nomes consagrados a artistas jovens e com trabalhos em busca de novas tendências. A agenda da primeira semana é emblemática dessa proposta. Confira aqui a programação.

Texto Gabinete de Comunicação / Foto de Cristina Granato

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