Victoria Crédito Joana Peressinotto

“Operação Riga” é um canto místico de liberdade

Músico, repórter free-lancer e blogueiro do entresons.com.br lança seu primeiro ebook em “uma crítica aos valores escolhidos pelas estruturas dominantes da sociedade” 

 

Música é uma questão de gosto? A repórter e musicista Victória, protagonista do romance ficcional “Operação Riga – Sons entre a guerra e a sublimação”, de Roger Marzochi, sentirá na pele que o som pode destruir, construir e transcender. Enfrentando barreiras para publicar reportagens sobre música no Diário Brasileiro, recebendo muito pouco com as apresentações de sua banda de jazz, Victoria ainda descobrirá segredos sobre sua família que estão intrinsecamente ligados ao mistério dos sons, usados tanto para a guerra quanto para a cura. O ebook chegou na loja da Amazon no domingo, dia 18 de agosto. O livro pode ser encontrado neste link.

Nascida em Nova Odessa, no interior de São Paulo, em uma família que emigrou da Letônia, a protagonista mal pode suspeitar que a mística de seu som está relacionada a tempos imemoriais do mais antigo do Egito Antigo e até de seres de outros planetas. Seria ela capaz de descobrir se a morte de seus pais na década de 1980 foi uma fatalidade ou, em tempos modernos, a razão seria incapaz de dar conta da tragédia cotidiana?

Operação Riga Roger Marzochi Capa Joana Peressinotto“A narrativa constitui uma crítica aos valores escolhidos pelas estruturas dominantes da sociedade de nosso tempo e à mentira formal e hipocritamente aceita que todos chamamos de Economia, um dragão dominado pelas grandes corporações e os governos que as servem, com aparência de democracia no Ocidente e de opressão no Oriente. Mas a mesma coisa: o amor ao dinheiro e ao poder, acima da solidariedade”, escreve o jornalista e escritor Pedro Fávaro Júnior no prefácio da obra.

A ideia da estrutura do livro nasceu de um sonho, somado às experiências que Marzochi teve como repórter e músico. Em 2015, Marzochi estava escrevendo textos para o Jornal de Artes Helena Barufaldi, veículo de comunicação da escola de pintura de mesmo nome da cidade de Nova Odessa, que recebeu grande influência da imigração leta no Brasil. No mesmo ano, a arquiteta Joana Peressinotto encomendou a Marzochi uma pesquisa sobre a imigração dos letos no País, em decorrência de um empreendimento que estava realizando nessa cidade.

Além da pesquisa na Biblioteca da PUC de São Paulo, Marzochi conheceu Laima Mesgrawis, uma senhora de 80 à época, que não se casou e não teve filhos. Laima nasceu em Nova Odessa, mas mora em São Paulo e concedeu ao autor uma longa entrevista sobre a sua vida e a Letônia, material que acabou não sendo publicado. Consultada pelo autor, ela autorizou a utilização de trechos de sua história em um romance.

Um sonho musical no Egito levou o autor a dar vida à Victória, personagem principal de “Operação Riga”, como se esta fosse neta de Laima – com uma pequena mudança no sobrenome-, colocando-a na pele de uma jornalista-musicista. Há na obra duas reportagens publicadas pelo autor em seu blog entresons.com.br, mas assinadas pela protagonista do romance, e entrevista com o músico Dyonisio Moreno. O trabalho conta com ilustração de capa de Joana Peressinotto, que também assina com o artista plástico Giuseppe Buoso Filho ilustrações no interior do livro, a partir de suas interpretações sobre a história.

 

 

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