Tia Cida

Tia Cida dos Terreiros lança seu primeiro CD

No dia 13 de dezembro, sexta-feira, às 21h30, o Selo Sesc realiza, na comedoria do Sesc Belenzinho, show de lançamento do primeiro CD de uma das grandes matriarcas vivas do samba da cidade de São Paulo, Tia Cida dos Terreiros.

Residente do bairro de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, há 59 anos, foi em seu quintal que surgiram muitos dos sambas do movimento tradicional conhecido como “Berço do Samba de São Mateus”, que reúne compositores e intérpretes em uma roda de samba que dura mais de duas décadas. Graças a este movimento, São Mateus é hoje um reconhecido reduto de produção e difusão do samba paulistano.

O Selo Sesc apresenta o trabalho de Tia Cida, um dos pilares para o surgimento e perpetuação deste reduto, que em 15 faixas relê clássicos de Billy Blanco, Candeia, Dolores Duran e Dona Ivone Lara, além de revelar novos compositores em canções inéditas.

Acompanhando Tia Cida dos Terreiros, neste trabalho, estão aqueles que ela viu entrar no samba e abençoou o trabalho – Maurílio de Oliveira, Everson Pessoa, Magnu Sousá, Ivison Bezerra e Vitor Pessoa, do Quinteto em Branco e Preto.

Também estão no CD figuras conhecidas do samba paulistano como Luizinho 7 Cordas, além da participação especial da consagrada Banda Mantiqueira.

A assistente social aposentada Maria Aparecida da Silva Trajano é conhecida no mundo do Samba como Tia Cida ou Cida Preta e essa história começou há muito tempo numa vida que é um exemplo de persistência e crescimento pessoal em vários aspectos, entre eles a relação com o samba que vem desde o berço.

Tia Cida foi doméstica, líder de movimentos populares, assistente social, supervisora de saúde, mas o samba lhe chamou e hoje é considerada uma das matriarcas do gênero em São Paulo.

Foi dançando lundu com sua mãe e avó na infância que Tia Cida teve contato com os primeiros batuques africanos. Mais tarde passou a acompanhar seus filhos nas rodas de samba da cidade a fora; “descobríamos, por exemplo, que tinha um bom samba no Brás, lá íamos nós em turma, praticamente uma família. Era comum sairmos juntos”, explica.

 

“No seu quintal foram criadas histórias fantásticas, de sambas heróicos, de pagodes épicos, uma epopeia de bambas sem fim. Todos alimentados com a sua generosa fartura de mãe, de avó, de rainha, ela é o criador e a criatura,o carretel e a linha do nosso amadurecimento, da nossa inocência, do nosso aprendizado e da nossa vivência.”

Vitor Pessoa, do Quinteto em Branco e Preto

 

A casa de Tia Cida logo foi incorporada ao circuito das rodas e passou a ser um dos locais de ensaio – que cada vez atraía mais gente.

Um de seus filhos, Marcelo, ganhou um cavaquinho da mãe, logo após o falecimento do pai para se distrair e com o tempo tornou-se um instrumentista reconhecido por Beth Carvalho como um dos melhores cavacos do Brasil. Tocão como é conhecido passou a tocar na banda de Beth Carvalho ao lado de Magnu Sousá, Maurílio de Oliveira, Everson, Ivison e Vitor Pessoa — o Quinteto em Branco e Preto –, apadrinhados por ela.

A aproximação musical de Tocão e Beth Carvalho estendeu-se a Tia Cida, que foi homenageada pela cantora e compositora durante o lançamento do CD Berço do Samba de São Mateus, em 2007 também pelo Selo Sesc.

“A rotina da minha casa era com gente chegando para ensaios, visitas e intercâmbios com outros grupos de samba e mais água no feijão para alimentar alguns deles”, ri, também lembrando quantas vezes acompanhou os filhos à fábrica de instrumentos situado na Avenida Celso Garcia. “Essas coisas todas foram acontecendo durante os últimos vinte anos. Talvez seja por isso que, essa moçada, gentilmente me considera dessa maneira”, diz a matriarca do samba. Apesar da grande divulgação que hoje os bons grupos de samba estão tendo, Tia Cida mantém a reflexão e alerta para o preconceito que ainda se mantém com o samba. “Fiquei feliz por eles me quererem no palco, embora eu goste mesmo é de ficar junto do povão”, explica Tia Cida.

Logo no início em atendimento a um refrão que faz menção ao seu nome Tia Cida entrou no palco e cantarolou e dançou o samba ou o lundu como nos velhos tempos. O CD “Tia Cida do Terreiros”, assim como todos os produtos do Selo Sesc, estão à venda nas unidades do Sesc São Paulo da Capital e do Interior (endereços em sescsp.org.br) e também pela internet (lojasesc.org.br). O preço é de R$ 20. As informações são da agência de comunicação Ofício das Letras.

 

SERVIÇO:

Lançamento Selo Sesc

Show de lançamento do CD Tia Cida dos Terreiros. Com participação especial do Quinteto em Branco e Preto

Dia 13/12/2013 – sexta-feira, às 21h30

Duração: 90 minutos

Sesc Belenzinho

Comedoria (500 pessoas – acesso para pessoas com deficiência).

Recomendado para maiores de 18 anos

Ingressos à venda pela rede INGRESSOSESC

R$ 25,00 (inteira)/ R$ 12,50 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) / R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes).

 

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

www.sescsp.org.br/belenzinho

 

Estacionamento

Para espetáculos com venda de ingressos:

R$ 6,00 (não matriculado);

R$ 3,00 (matriculado no SESC – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo / usuário).

 

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