Amor para dar e vender

Delia Fischer Mercado

Roger Marzochi, do entresons

A pianista, compositora e cantora Delia Fischer lançou no fim de agosto “Mercado”, videoclipe de música feita em parceria com Thiago Picchi. Com uma produção caseira, mas poderosa, a canção reflete sobre a máxima que dinheiro não compra o amor. E a trama se desenrola na relação da compra do amor de um homem, seja pelo desejo de uma mulher ou de outro homem. A questão é mais antiga que a história da humanidade, mas não deixa de ser contemporânea. Os reacionários ganharam a internet, com a disseminação do ódio e da moral hipócrita. E, como em uma obra de arte, Delia se despe de moralismos, embora transpareça a dor que o poeta sente do mundo: “os corpos se entendem, mas as almas não”, já dizia Manuel Bandeira. “Compre embalado seu namorado / Compras do coração / Bem a seu lado existe um mercado / Sempre à disposição”, diz a cantora.

A prostituição é um serviço, como qualquer outro. Deveria ser regulamentado por lei, respeitado pelas pessoas que se dizem “de bem”. Excluindo, obviamente, a exploração sexual de menores de idade e aquelas realizadas por meio de coação. Uma mulher ou um homossexual solitário têm todo o direito de pagar para que um outro homem lhe dê carinho. Buscam um ombro – além de outros membros – pronto a compartilhar um pouco de sua história. Não é impossível que de uma relação de prestação de serviços sexuais não possa nascer o amor. O carinho e a parceria, mesmo que remunerada, ajudam a pessoa a elevar sua autoestima, estimulando a abertura de possíveis novos caminhos. “Aceite um pedaço do meu bagaço / Que espremeu qual tangerina / Seu liquidificador do eu”, canta Delia.

Os gays, principalmente, sofrem terrivelmente. Muitos saem para paquerar nos supermercados à noite. Após trocas de olhares positivas, os rapazes se encontram no banheiro da loja, ou do shopping, para suas aventuras. Nem sempre há um final feliz. Quem aceita o flerte pode não ter a real intenção de se relacionar com outro homem, mas pode ser um homofóbico preconceituoso pronto a bater ou, na pior das hipóteses, matar a outra pessoa. Há, também, inúmeros casos de gays que acabam bebendo um drink com o “boa noite cinderela”, sendo roubados e humilhados. Sofrem mais os gays mais velhos, pois se arriscam paquerando os mais jovens e, muitas vezes, não suportam a solidão. Qual é o problema de buscar o serviço de um garoto de programa?

Há um movimento de inclusão da diferença de gênero por meio do consumo, especialmente pelo mercado de estética e bem-estar. É importante, mas outros avanços mais profundos precisam acontecer no Brasil para que se respeite a orientação sexual, um princípio básico de convivência. Não é uma novela que vai resolver o problema, em um país que chega ao absurdo de se discutir a “cura gay”. E, ao mesmo tempo, deve vir o respeito e a desmistificação dos serviços sexuais. É na ilegalidade que abusos monstruosos são cometidos. Há muito amor para se dar e, porque não, para se vender? O carinho é um “produto” muito mais edificante que balas de revólver.

Camba(i)lhota

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Núcleo Contemporâneo lança CD-DVD de residência artística em fazenda de Bragança Paulista

Roger Marzochi, do entresons; Crédito da Foto de Walter Costa

“Quando eu vou assistir um concerto, um show, eu espero sair melhor do que entrei. Aquilo tem que transformar minha vida de alguma forma.” A frase do baterista e compositor Magno Bissoli, em entrevista a este blog em 2014, revela a transformação que a arte pode operar no público. E, entre os músicos, ocorrem transformações parecidas, ainda mais quando são realizadas as chamadas “residências artísticas”, que reúnem artistas de outras regiões e países. Em 2015, o festival Arte Serrinha, que é realizado em uma antiga fazenda que produzia café em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, promoveu pela primeira vez em sua história um encontro de músicos brasileiros e estrangeiros.

Como resultado desse encontro, nasceram muitas músicas inéditas, eternizadas no CD-DVD “Música na Serrinha – 10 dias de criação”, lançado no início de setembro pela gravadora Núcleo Contemporâneo. “Depois de me distanciar e olhando de outro ângulo, ficou mais emocionante ainda essa experiência, com seu conceito e a liberdade”, diz Jaques Morelembaum, em entrevista 19 de setembro. “Acordar na Serrinha já é uma experiência. Abrir a janela do quarto e ouvir a natureza: pássaros, insetos. Sem a interferência de motores de carros e helicópteros. Isso torna a música muito humana e descomprometida como nosso dia a dia urbano, por aí já se caminha em uma direção diferente.”

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Músicos se reúnem no galpão de fazenda em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, em residência artística em 2015, que uniu Brasil, Colômbia, Azerbaijão, Coréia do Sul e Cabo Verde.

Fábio Delduque, cujo bisavó era dono da fazenda de 120 hectares, convidou Morelembaum, Benjamim Taubkin e Marcos Suzano a serem os curadores da proposta do projeto, num local que tem semelhanças com Inhotim, em Brumadinho (MG). Há 25 anos, a família do produtor cultural iniciou o reflorestamento da área e há 16 anos é realizado o festival, que já reuniu artistas de áreas como cinema, teatro e artes plásticas. Há, ao longo da fazenda, obras de arte e experimentações artísticas de várias formas. Foi na fazenda, por exemplo, que foi rodado “Ralé”, filme protagonizado por Ney Matogrosso, com direção de Helena Ignez. “O Marco Suzano havia frequentado o festival e, em conversas com ele, criamos essa residência de música”, explica Delduque.

Cada um dos três músicos-curadores chamou outros artistas. Suzano convidou o percussionista e cantor Jovi Joviniano, o saxofonista e flautista Carlos Malta e Sacha Amback (Teclados e Eletrônicos); Morelembaum veio na companhia da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade; enquanto Taubkin chamou a instrumentista sul-coreana Kyngso Park (que toca o instrumento ancestral gayageum, espécie de cítara), o colombiano Antonio Arnedo (sax soprano e flautas) e o músico azerbaijano Sahib Pashazade (que toca o Tar, um instrumento de cordas com um som incrível). Victor Rolfsen fez uma participação especial na guitarra. E, com Meno del Picchia no contrabaixo, formou-se uma banda da pesada! Um galpão, daqueles que se guarda feno, foi transformado em estúdio. “Criamos cenografia toda acústica sob orientação de André Magalhães, que nos orientou. E fizemos cenografia para ser um estúdio de gravação. E ficou muito bom porque todos os maestros elogiaram o espaço, que era disponível 24h para tocar e compor”, diz Delduque.

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A cantora Mayra Andrade, de Cabo Verde, apresenta no galpão da fazenda “Isolada”, uma “morna” maravilhosa. Crédito da Foto: Denise Andrade

O CD “Música na Serrinha” traz oito composições inéditas, compostas ao longo dos dez dias de residência artística. É de Morelembaum a maravilhosa “Chuva na Serrinha”, melodia que surgiu na mente do violoncelista logo no primeiro dia. No DVD “Música Pelos Poros”, documentário dirigido por Marcelo Machado, Morelembaum revela o quão sensível é a mente de um artista: a chuva que caía à noite o fez pensar em uma melodia, que ele gravou no celular. No celeiro-estúdio, no contrabaixo, o músico começa a dedilhar a melodia para os outros músicos, e aos poucos a canção ganha forma. O DVD, um produto obrigatório a todo estudante de música, revela assim detalhes do processo de produção musical, bem como ricas palestras de mestres como o pianista Benjamim Taubkin, que assina a autoria de músicas como “Galpão” e “Tema para Sahib”, a última do disco. O músico do Azerbaijão, aliás, abre e fecha o trabalho: a primeira música do CD começa em clima de Leste Europeu com a composição “Chahagar”, de Sahib. E, para viver de amor, o filme abre de cara com Mayra Andrade cantando a morna “Isolada”, música do cabo-verdiano B.Leza imortalizada por Cesária Évora. Muito se fala de Billie Holliday, Ella Fitzgerald, de Elis Regina. São ótimas. Claro! Mas o que é essa jovem cantora, que diz que a música nasce das tripas, sussurrando dolorido “Isolada”?

Carlos Malta compôs com Mayra “o Lobisomem”, que nasceu de uma sensação sombria enquanto ele caminhava por uma passagem da fazenda. Sempre com o pífano na mão, o músico também compôs “Mula Sem Cabeça” dentro da Kombi que o transportava da fazenda para a pousada na qual estava hospedado. A inspiração veio de uma das obras espalhadas pela fazenda. “O festival em si é uma coisa de resistência artística, fora de tendência. Não tem esse negócio de chamar o sertanejo ou o gostosão do momento. É a arte pela arte. E é muito bom cara, estou com saudade”, afirma Malta. No ano passado, o músico realizou shows ao lado do companheiro de sopros Antonio Arnedo, uma alma gêmea que Malta conheceu nessa residência artística na Serrinha. “O Outro”, de Jovi Joviniano, é também uma música poderosa.

Para quem assiste e ouve esse trabalho, é de se dar:

 

Camba(i)lhota

 

A chuva do céu cai,

em nós sobre o telhado.

Camba(i)lhota

O véu da vida,

Num abraço

de violoncelo,

Minha amada,

Isolada.

O sax vai em gotas,

Piano e a bateria

Enriacham botas

É um Tar de água

Que do peito Sahib

Que entre Seul e Bogotá,

O mar sempre será

Jovem, Joviniano

 

Vida áspera, som aveludado

Maurício Mohamed - Crédito Foto José Cardoso

“Velvet Sounds”, o primeiro CD de Mauricio Mohamed, retira o ouvinte dos espinhos dessa vida áspera

Roger Marzochi, do entresons; Crédito da Foto: José Cardoso

A música quase perdeu Mauricio Mohamed para o futebol. Aos 15 anos, o músico deixou de lado a flauta transversal que começara a estudar aos dez para partidas da principal paixão nacional. Azar da seleção brasileira, sorte da música instrumental. “Com 15 de idade eu só queria saber de mulher e bola. Voltei a estudar com 18 anos.” Em 2015, o flautista e saxofonista lançou “Velvet Sounds”, seu primeiro CD.

O trabalho apresenta arranjos instrumentais para lados B de compositores como Tom Jobim, Milton Nascimento, Mozar Terra, João Donato e composições eternizadas por Ella Fitzgerald e Chet Baker. Desde então, Maurício tem realizado apresentações dessas músicas nos bares de jazz de São Paulo. E, na mente, o gostinho de quero mais: o músico planeja um segundo CD, incluindo agora um dos mais antigos dos instrumentos musicais: a voz. “Depois que grava o primeiro, dá vontade de fazer o outro.”

Maurício Mohamed - Crédito Foto Roberto Alves

“O improviso é a recriação do tema, sem coisa pré-definia, dando seu toque pessoal. E tem a ver com tudo. Com o seu espírito e a lua do dia”, diz Mauricio. Crédito da Foto: Roberto Alves

A ideia do projeto foi buscar músicas pouco conhecidas e deixá-las ainda mais aveludadas, percepção clara ao ouvir o timbre de Mohamed, seja na flauta ou no saxofone. É muito bonita a sua interpretação de “Ânima”, de Milton Nascimento e José Renato. “Café com Pão”, de João Donato e L.Enio, ganha uma bela improvisação de contrabaixo de Evaldo Guedes. E temas inspiradores como “Promessas de um verão”, de Mozar Terra, e “Mojave”, de Tom Jobim, estão bem representadas. A improvisação é minimalista, com notas em cadência também macia, como o amor à primeira vista.

Desde pequeno, Mauricio ouvia muita Bossa Nova em casa, além de Milton Nascimento, que o irmão mais velho do músico gostava muito. Hoje, o músico é um colecionador de CDs e vinis, com ampla variedade de artistas de jazz e Bossa Nova. Sua experiência com instrumentos cresceu. Depois que começou a estudar flauta, aventurou-se a tocar sax soprano; depois flauta em G, para então conhecer o timbre de um sax tenor.

O gosto pela música o levou até mesmo a trabalhar em uma loja de instrumentos musicais. Mas, aos 23 anos, começou a se dedicar totalmente à profissão de músico. A vida é sofrida. “A noite está muito ruim”, diz o músico, que reclama falta de espaço em casas noturnas da cidade. Atualmente, ele tem se apresentado no All of Jazz, em São Paulo. Por 14 anos, ele tocou no bar Piratininga. Mas, com a mudança da direção da casa, perdeu o espaço. No dia da entrevista, na terça 29/08, o músico estava para se apresentar num evento na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

Captação de recursos é outra grande dificuldade. Para gravar o novo trabalho, ele está buscando ajuda de pessoas físicas e jurídicas, sem recorrer a programas governamentais, como Proac e Lei Rouanet, assim como fez no primeiro trabalho. O primeiro disco, por exemplo, teve apoio cultural da Tecnum Construtora. “Viver de música não dá para pagar nem os direitos autorias e os músicos. Não é o suficiente.” O importante é que, apesar da vida áspera, o som de Maurício retira o ouvinte dos espinhos do caminho.

A voz do Imirim

Lê Coelho Crédito da Foto de Pedro Ivo

Lê Coelho lança IMIRIM, produzido por Ivan Gomes e Montorfano (Chicão), apresenta nove canções autorais e inéditas, sendo duas parcerias com Thiago Melo e Zeca Baleiro

Nany Gottardi, Locomotiva Cultural; Crédito da Foto Pedro Ivo

Está disponível nas principais plataformas digitais o álbum IMIRIM, do cantor e compositor Lê Coelho. O público poderá ter acesso a todas as músicas do trabalho em plataformas como o iTunes, Spotify, Deezer, entre outras. O segundo trabalho de carreira solo do cantor e compositor Lê Coelho é uma homenagem ao bairro na zona norte de São Paulo, onde ele nasceu e cresceu.

O leque de diferentes referências, característica do compositor, traz elementos sonoros variados que, por um lado, conferem ao álbum diversas ambiências sonoras, e por outro, apresentam desafios para a concepção de uma unidade estética. Em IMIRIM, Lê Coelho e os produtores assumiram o risco e propuseram a si mesmos essa provocação.

As levadas de bateria retas com suas cadências trazendo influências do rap, elementos presentes na bateria de Pedro Prado, acabaram sendo a linha central do disco. Outro baterista, Pedro Gongom, foi convidado para gravar duas faixas. O intuito foi contrapor a sonoridade com timbres mais graves e encorpados.

O show de lançamento, que acontecerá em 15 de setembro, às 21h, no teatro do Sesc Pompeia, terá participações especiais de Rômulo Fróes – músico também nascido no Imirim –  e Thiago Melo. A banda é formada por Pedro Prado (bateria e programações), Ivan Gomes (baixo e synth bass), Chicão (teclados) e o próprio compositor (guitarra e voz).

IMIRIM inaugura a parceria do artista com o selo Matraca Records instalado na gravadora YBmusic, onde o disco foi majoritariamente gravado, com registros adicionais nos estúdios Lamparina e Lebuá, todos em São Paulo.

As contradições entre o central e o periférico percorrem a história do compositor. Desde a música que cresceu ouvindo nas ruas da Garganta do IMIRIM, na zona norte, os estudos musicais realizados tanto no Conservatório Musical do Imirim ou no interior do Estado (Unicamp) e shows em espaços culturais da zona oeste de São Paulo, foi construindo sua identidade pessoal e artística.

“A MPB veio dos discos dos meus pais, estudei o repertório do violão brasileiro em escolas e na universidade. Da rua veio o samba, o pagode e o rap, que já era popular no Imirim desde os anos 80. O rock e a música POP vieram mais na adolescência. Ouvi muito Raul, Beatles, Led, Legião… Depois muito Itamar, Melodia, Sampaio e os compositores ali de 90“, diz Coelho, sobre algumas de suas referências musicais.

Entre caminhos harmônicos e melódicos, temas mais estáticos de canto falado, ostinatos e riffs, foram selecionadas nove faixas inseridas numa espinha dorsal de minimalismos, respiros e arranjos de base preenchidos de acordo com a característica particular de cada música. “Existe uma linha estética principal que permeia todo o disco. As levadas e linhas de acompanhamento são influenciadas pelo hip hop e Rn’B, sempre com poucas notas e deixando espaço para a voz e outros instrumentos solistas”, explica um dos produtores musicais, Ivan Gomes (Boi).

Imirim

Capa do CD Imirim, do compositor e cantor Lê Coelho, já disponível nas plataformas digitais

Os bateristas Pedro Prado e Pedro Gongom uniram-se aos produtores e completaram a banda. Os arranjos são coletivos e a banda gravou todos os instrumentos de uma vez – tocando ao mesmo tempo. Posteriormente foram incluídas as programações. A instrumentação padrão é um quarteto de baixo (ou synth bass), bateria, teclado e guitarra (ou violão).  “Eu acho que um grande diferencial do disco são as levadas de bateria, tem grooves muito impressionantes que sintetizam um estilo que no Brasil não existem muitos bateras fazendo, e isso foi essencial pra sonoridade final do disco”, afirma, o também produtor do disco, Chicão.

O cantor Lineker, que já havia lançado “Gota por Gota”, composição de Lê Coelho e para o artista, divide vocais em uma das faixas. Há duas parcerias – Thiago Melo, que já havia participado do primeiro disco de Lê, Tuvalu, com o ½ Dúzia de 3 ou 4, divide vocais e uma das autorias, e Zeca Baleiro, que já havia dividido vocais em um de seus sambas gravado com o grupo Os Urubus Malandros, desta vez é co-autor de uma das canções.

“Já havia colaborado num disco de Leandro (Lê Coelho e Urubus malandros), mas nunca havíamos composto juntos. Ele me enviou uma letra linda e emocionada e eu a musiquei tentando seguir essa trilha, de contar a história com igual emoção. Leandro canta com intensidade, e o arranjo, com sua atmosfera profunda e cheia de espaços, fez resultar numa faixa linda. Gosto muito. Feliz com essa parceria”, comenta Zeca Baleiro.

O disco foi mixado no estúdio Lamparina por Guto Gonzalez, que também assina a programação eletrônica de algumas faixas, e masterizado nos estúdios da YBmusic por Fernando Rischbieter, João Antunes e Pedro Vinci da Matraca Records.

De filho para pai

Marcell Powell por Éden Barbosa

Em show em Santo Antônio do Pinhal, no Vale do Paraíba, o violonista Marcel Powell faz uma homenagem ao pai, Baden Powell, que teria completado 80 anos em agosto

Matias J. Ribeiro, Gabinete de Comunicação; Crédito da Foto de Éden Barbosa

Baden Powell, violonista excepcional, um dos maiores de todos os tempos, e compositor de melodias inesquecíveis, ganha uma justa homenagem, “feita de filho para pai”, pelo violonista Marcel Powell. Marcel, que herdou a genética do pai, segue fiel à tradição violonística do seu mentor, mestre e referência maior. Ele faz por merecer a herança, unindo seu indiscutível talento inato ao incansável empenho na busca de apuro técnico. Mesmo já tendo atingido um alto nível de excelência como instrumentista: Marcel Powell é hoje considerado, com justiça, um dos grandes expoentes do violão brasileiro, recebe entusiásticos aplausos onde quer que se apresente, no Brasil e no Exterior.

Marcel, 35 anos, tem sete álbuns gravados. O mais recente deles é “Só Baden”, lançado no ano passado. No disco, Marcel faz releituras instrumentais de 13 clássicos compostos por Baden Powell. Músicas que todos conhecem – de “O Astronauta” a “Samba Triste”, de “Tempo Feliz” a “Canto de Ossanha”, de “Violão Vadio” a “Berimbau”. Esse repertório de qualidade extraordinária é a base do show que Marcel Powell apresenta em Santo Antônio do Pinhal no sábado 9 de setembro, às 21 horas, no belo Auditório Municipal do Centro Educacional Integrado Professora Silvana da Silva e Souza. No formato intimista de violão solo, o músico toca as músicas de Baden Powell e vai contando histórias, falando de suas vivências com o pai e trazendo informações sobre como foram criadas as músicas.

O show “Só Baden”, com Marcel Powell, é uma realização da produtora e pousada Jardim Suspenso da Babilônia – que produzirá um audiovisual a ser posteriormente disponibilizado no YouTube. Em 2015 e em 2016 Marcel Powell apresentou-se nas 17ª e 18ª edições do Festival de Jazz do Jardim Suspenso da Babilônia. Desde então, tem voltado repetidas vezes a Santo Antônio do Pinhal. É, declaradamente, um apaixonado pela estância turística sempre procurada por aqueles que buscam contato com as montanhas e a natureza. Vale lembrar ainda que o Festival de Jazz do Jardim Suspenso da Babilônia, o mais antigo da Serra da Mantiqueira, terá nova edição neste ano, a se realizar durante todos os quatro sábados de outubro. Preparem-se!

Só Baden

Sábado, 9 de Setembro, 21 horas

Auditório Municipal do Centro Educacional Integrado Professora Silvana da Silva e Souza

Rua Sebastião Marcondes da Silva 89, Santo Antônio do Pinhal

Ingressos: R$ 60,00 – Parte da renda obtida será revertida para a APAE de Santo Antônio do Pinhal e para o COMTUR-Conselho Municipal de Turismo de Santo Antônio do Pinhal.

Os ingressos já estão à venda pelo WhatsApp (12) 99765-2435.

E também na Matinal Doceria (Av. Min. Nelson Hungria 426, Centro, tel. 12-3666-1267).

E, no dia do espetáculo, na bilheteria do Auditório.

Nº de lugares: 283

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