Há Hélio no fim do túnel

Helio no túnel da Lapa de Baixo em SP

A Lapa de Baixo, em São Paulo, é um retrato da pobreza do Brasil. Longe dos espigões da Avenida Paulista, dos escritórios moderninhos das Avenidas Berrini e Faria Lima, as proximidades da estação da Lapa, da CPTM, concentram o maior número de camelôs por metro quadrado. A Rua 12 de Outubro é tomada, de ambos os lados, por vendedores ambulantes, de tal forma que parece impossível transitar pelas calçadas. No fim da rua, há um túnel de cerca de 30 metros, que passa por debaixo dos trilhos da CPTM, que também fica repleto de vendedores. Gente que merece trabalhar, sem ameaças de apreensão de mercadorias, gente sofrida demais. É possível comprar no túnel cigarros, roupas, uva, maçã ovos de páscoa, CDs, DVDs, chocolates, barbeadores e uma infinidade de produtos. Entre pastores evangélicos pregando a palavra do senhor e rapazes entregando santinhos de bordeis, uma voz se sobressai sobre a multidão. É a voz do violonista e cantor Hélio, 50 anos.

Hector Costita tocará o “jazz do dentista” em Curitiba

Hector Costita - Foto de Rogério-Vieira_2014_05_16_3819 - Itaú Cultural

Compositores sempre se inspiraram em mulheres encantadoras, amores indizíveis, utopias sociais e até mesmo, dizem as más línguas, em homenagem a seu próprio traficante, como no caso de “Moose the Mooche”, do saxofonista Charlie Parker. O saxofonista e compositor Hector Costita, de 81 anos, inspirou-se em seu dentista na sua mais nova composição jazzística, que estará presente em seus shows que realizará em Curitiba, Blumenau, Uruguai e Argentina até o fim de fevereiro. Em Curitiba serão cinco shows, entre os dias 19 a 23 de janeiro.

Dentista se especializa em tratar músicos de instrumentos de sopro

Alexandre Alcântara e François de Lima trombonista da Banda Mantiqueira

A música pode até surgir no cérebro, a partir de uma inspiração, mas para se materializar em som é preciso bem mais que estudo e o domínio de um instrumento: o corpo tem papel fundamental nesse processo. Além de técnicas de respiração, o uso de toda a boca é determinante no caso de músicos que se expressam por meio de instrumentos de sopro, como saxofone, trompete, trombone, flauta, tuba, entre outros. A conexão exata do corpo do músico com o instrumento de sopro se dá pela chamada “embocadura”, que por meio de uma conjunção de fatores envolvendo os dentes, lábios e a língua, permite a passagem exata de ar pelo instrumento para que ele possa emitir as ondas sonoras das notas musicais. O assunto chamou a atenção do dentista Alexandre Alcântara, em 1995, que se especializou na área.

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