Documentário sobre bailes que uniram a comunidade negra em Campinas será exibido no Largo do Rosário

josé antônio e érica Giesbrecht - Crédito Rafael Jorge

O documentário “Baile para matar saudades”, de Érica Giesbrecht, abre o baú da memória de cinco artistas negros de Campinas e resgata capítulos da história da cidade. O filme será exibido no Largo do Rosário, no próximo dia 14, quinta-feira, às 19h, com entrada gratuita. A história do documentário já foi tema de reportagem do entresons “Big Bands ajudaram a cultura afro em Campinas”. Para o projeto, a diretora conversou com os artistas Carlos Augusto Ribeiro, José Antônio, Rosária Antônia, Aluízio Jeremias e Leonice Sampaio, todos com idade entre 70 e 90 anos e engajados no movimento cultural negro da cidade, do qual participam com sua música, dança e oralidade. O documentário é resultado da pesquisa etnográfica, realizada junto ao Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Laboratório de Imagem, Som e Antropologia – USP (LISA).

Tecendo processos

Foto

A atriz e professora Adriana Costa faz neste texto um relato sobre o processo de montagem da peça “Sacra Folia”, de Luís Alberto de Abreu, com alunos do Teatro Escola Macunaíma, no segundo semestre de 2015. O texto acaba de ser publicado no Caderno de Registro Macu, número 8, do Primeiro Semestre de 2016, disponível aos alunos nas unidades da escola. “Realizei vários exercícios de Campo de Visão com os alunos, para que o ator possa ampliar seu potencial criativo, sua gestualidade, percepção de si e do outro e as capacidades expressivas de seu corpo. Apesar desse jogo improvisacional se utilizar muitas vezes de temas, como cenas do cotidiano – a movimentação na Rua 25 de Março, por exemplo –, minha intuição sugeriu trabalhar no Campo de Visão um exercício de antropomorfização, no qual incentivei os alunos a imaginarem qual o animal que a personagem do texto lhes sugeria. Primeiro levando-os a se portarem plenamente como esses animais e, aos poucos, acrescentando características humanas. Assim, aproveitei esse exercício como tema para o Campo de Visão, com bons resultados”, diz um trecho do relato.

Papete lança livro no fim de novembro, mas adia apresentação de novo CD

Papete com o livro 'Os Senhores Cantadores Amos e Poetas do Bumba Meu Boi do Maranhão'

O músico e pesquisador José de Ribamar Viana, o Papete, desistiu de lançar em São Paulo, ao mesmo tempo, o seu novo CD “Sr. José” e o livro “Os Senhores Cantadores, Amos e Poetas do Bumba Meu Boi do Maranhão”. Ele optou por lançar primeiro o livro para, em 2016, fazer o lançamento do CD. O resultado da sua pesquisa de cinco anos será apresentado em São Paulo no dias 27 e 30 de novembro, no Instituto de Estudos Brasileiros da USP e na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, respectivamente. O livro tem 136 páginas, textos em português e inglês, centenas de fotos de Márcio Vasconcelos, quatro DVDs com a íntegra das entrevistas com os cantadores e um CD de áudio com 60 registros musicais. O preço de venda é de R$ 200,00. Nos dias 6 e 7 de agosto, o entresons realizou entrevistas com o músico, que resultaram em duas matérias.

Músico maranhense teve que dar relógio em troca de comida para não passar fome em São Paulo

Caminhos de Papete

O músico maranhense José de Ribamar Viana, o Papete, está escrevendo um livro contando a história de sua vida, desde os apuros que passou ao chegar em São Paulo, em 1968, até as conquistas, como gravar 23 CDs, conhecer músicos admiráveis, subir ao palco de prestigiados festivais, como o de Montreaux, na Suíça, e ser reconhecido como um dos maiores percussionistas do mundo. Papete lançará em São Paulo, em novembro, o contagiante CD duplo “Sr. José” e o livro “Os Senhores Cantadores, Amos e Poetas do Bumba Meu Boi do Maranhão”, que eterniza a vida de 34 mestres do Bumba Meu Boi. Nos dias 6 e 7 de agosto, a reportagem do blog entresons pode ficar bem perto deste músico culto e polêmico, que conhece os ritmos dos toques das mais variadas tradições da cultura popular brasileira.

Onde o rio encontra o mar

Papete (1)

O trabalho do músico maranhense José de Ribamar Viana, mais conhecido como Papete, pode ser comparado à água: é tão vital quanto o líquido precioso que alimenta a terra. Papete completará 68 anos em novembro, mês que escolheu para fazer o lançamento em São Paulo de dois trabalhos, já lançados no Maranhão, que mostram a profundidade da cultura popular maranhense e sua projeção no mundo enquanto cultura pop. O primeiro é o livro “Os Senhores Cantadores, Amos e Poetas do Bumba Meu Boi do Maranhão”, no qual revela a história dos 34 mestres mais representativos do Bumba Meu Boi no Estado; o segundo é o CD duplo “Sr. José… de Ribamar e outras praias…”, verdadeira fonte da juventude do artista, que ao usar técnicas de gravação e levar um espírito de esperança em sua interpretação o faz soar como um garoto de 20 anos.

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