A musicalidade da dança do ventre

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A dança do ventre é contagiante tanto para quem dança como para quem assiste. É raro, no entanto, que essa arte seja praticada no Brasil com instrumentos acústicos. As raízes dessa expressão cultural se esvaem, petrificadas na repetição mecânica de canções que, em sua expressão viva, possuem nuances e peculiaridades, capazes de enriquecer os gestos corporais. Mas um curso, que tem início no domingo, dia 27 de agosto, em São Paulo, resgata a essência desse diálogo inseparável e simultâneo do corpo com os sons: “Musicalidade para a Dança”. O primeiro dia de aula, sobre “História da Música Oriental”, ocorrerá na Fundação Tarab, e é aberto para o público em geral. Os outros quatro dias de curso, que se estenderão em setembro, outubro, novembro e dezembro, são mais indicados a dançarinos, e serão realizados no Instituto Caleidos, centro de dança contemporânea liderado pela arte-educadora Isabel Marques.

“Nós S/A” é uma defesa contundente da cultura

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Não é fácil representar uma classe social, imagine então, toda uma sociedade. Mas foi bem isso o que conseguiu fazer “Nós S/A”, performance que o grupo de dança contemporânea do Instituto Caleidos, em São Paulo, apresentou entre os dias 10 a 19 de março. Em um momento em que vários grupos artísticos da cidade protestam contra o contingenciamento de 43,5% da verba da Secretaria de Educação de São Paulo, que inviabiliza espetáculos de teatro, dança e música, a diretora Isabel Marques, uma artista-educadora, levou o público a uma reflexão profunda não apenas do absurdo da administração João Dória (PSDB), mas a configuração de toda a sociedade, fundamentada no lucro exacerbado de poucos. “Nós S/A explora, por meio da dança, o universo da apropriação do espaço urbano pela lógica do mundo corporativo”, explica o folheto, entregue logo na entrada do espaço, criado em um antigo galpão na Lapa, zona oeste da capital. “O mundo dos negócios atuando sobre o espaço e sobre os corpos do mundo.”

Bruna Milani incendeia estreia da TarabJazz

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A dançarina Bruna Milani levou ao êxtase a plateia que acompanhou a pré-estreia da banda TarabJazz, na sexta-feira 17 de março, no 38 Social Clube, em São Paulo. A banda do multi-instrumentista Mario Aphonso III, criada para tocar a fusão entre o jazz e a música oriental, fez uma primeira entrada apresentando um repertório dedicado à música do oriente, com composições próprias do instrumentista e do compositor libanês Rabih Abou-Khalil. Nessa primeira apresentação, antes do intervalo, foram 50 minutos de muita música oriental, com melodias sopradas em flautas turcas como nay, caval e a flauta indiana bansuri. Após o intervalo, as 20 pessoas que acompanharam a apresentação, viram entrar a dançarina Bruna Milani, envolta em um véu vermelho.

Experiência cênica se une à gastronomia

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A sexta edição do encontro gastronômico cênico ‘A Tradicional Galinhada do Male Capoeira’, acontece no dia 23 de maio, a partir das 16h, no Espaço de Lazer e Cultura Jardim Mont Kemel. Dessa vez, a proposta é que a experiência do público seja ainda mais intensa, já que os presentes poderão assistir o ritual cênico de preparação e degustação do prato integrado com as linguagens artísticas – capoeira, teatro e dança. O público será convidado a ser protagonista da experiência cênico-sinestésica. O grupo Male Capoeira é um centro de pesquisa e difusão das artes do corpo. O ponto de partida da sua pesquisa é a Capoeira, cujo jogo é hoje o eixo centralizador da prática por milhares de pessoas no Brasil e fora dele. Por sua vez, a perspectiva do grupo é criar novos diálogos a partir da fusão de diferentes linguagens artísticas, mantendo não somente as práticas tradicionais, mas também a garantia da investigação de novas possibilidades para esse fazer.

São Paulo ganha milonga com música ao vivo

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Apesar da característica popular, o tango tem um ar quase erudito, extremamente ligado à cultura argentina. E vem ganhando adeptos no Brasil pela paixão que suscita no coração dos dançarinos. Em São Paulo, os amantes da música argentina têm uma série de bares para dançar, mas quase sempre ao som de CDs, uma vez que seria muito caro reunir músicos que toquem o gênero, que exige formação muitas vezes erudita para executá-lo. Mas o tango conseguiu mais uma importante vitória no Brasil: uma vez por mês haverá milongas, que são bailes de tango, com música ao vivo e com direito a uma aula inicial de dança no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo. O primeiro evento ocorrerá domingo (03/03), às 20h.

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