Curso universaliza uso de escala oriental

ian-nain-foto-de-flora-florescer

Há quem veja a história como estática. Tudo está onde sempre esteve. Obviamente, não é bem assim, especialmente na música. Ao ouvir, por exemplo, o riff inicial do guitarrista Keith Richards em “Paint it Black”, música do Rolling Stone, é possível sentir um sopro da música oriental naquele chamado. Há influências mútuas entre todas as culturas. Os movimentos sutis da escala usada nesse rock é uma variação da escala oriental Maqam. Essa escala, na verdade, tem o seu registro mais antigo na Suméria, há 6.500 anos. Apesar dessa escala ter sido adotada pelos árabes, muito antes do nascimento da religião muçulmana, é um tipo de expressão que faz parte da história da humanidade, livre de registro de posse. É para dar a dimensão universal desse tipo de escala que o multi-instrumentista Ian Nain está realizando o “Curso de Improvisação Modal” no Instituto Tarab, em São Paulo.

AIM faz prévia do show “Quem Canta Ajuda Criança 5”

aim

A Associação para Iniciação Musical (AIM), instituição sem fins lucrativos que visa a promover a inclusão musical para crianças e jovens economicamente desfavorecidos, anuncia evento na quinta-feira (28), às 20h, no Skull Bar, para divulgação da 5ª edição do show beneficiente “Quem Canta Ajuda Criança”. Na ocasião, os convidados terão a oportunidade de conhecer melhor o projeto, assim como os músicos que participarão voluntariamente desta ação. Estão confirmados os shows das bandas Rocksy, de Dudu Raia, e Banda Roks, de Ivan Sader, que já tocou com Sharon Corr, da banda The Corrs.

Quem entender morre

1Mùsica Universal Foto de Cássia Betânia P Rocha

“Eu sinto (a música), mas não consigo entender”, diz o saxofonista Vinícius Chagas entre os intervalos de um curso. Ele tocava seu sax tenor no hall de entrada das salas de ensaio do sexto andar do Sesc Vila Mariana, frente ao imenso vão livre, que corta todos os andares e por onde flutuam, em movimentos circulares, baleias coloridas de um móbile. Vinícius buscava na razão uma forma de memorizar uma frase que havia sido lhe passada simplesmente cantando, durante o curso de Música Universal do multi-instrumentistas Itiberê Zwarg, cuja essência é exatamente a de ensinar música por senti-la, nunca por entendê-la.

Música na prisão proporciona “harmonia e paz interior”

Grupo Vozes da Cela 1

Harmonia e paz interior são os principais benefícios ao alcance dos presos que conseguem participar de atividades musicais. A afirmação é de José Henrique Martins, Coordenador Estadual de Musicalização da Superintendência de Atendimento ao Preso e Subsecretaria de Administração Prisional do Estado de Minas Gerais. Em 2006, Martins criou o projeto Vozes da Cela, na Penitenciária de São Lourenço. A experiência foi bem recebida e, segundo ele, hoje 80% dos presídios do Estado têm projetos musicais. Na semana passada, o entresons publicou reportagem sobre o ensino de música em cadeias, em decorrência da apresentação do coral Maria Marias, formado por detentas do presídio de Cariacica (ES), que se apresentou no projeto “Talentos Musicais – O Espetáculo”. No texto, especialistas defenderam a ampliação dos projetos de musicalização, com a maior participação de detentos.

Música visa quebrar estigma e ajudar na ressocialização de presos

coral_marias

“Para mim é uma terapia. E, mesmo estando presa, eu me sinto livre cantando.” A frase é de Keli Loiola, 34 anos, a mais antiga integrante do coral Maria Marias, formado por 20 detentas do Presídio de Cariacica, no Espírito Santo. O coral finalizará a apresentação musical dos empregados da produtora de aço ArcelorMittal Tubarão no show “Talentos Musicais – O Espetáculo”, que será realizado quinta-feira (23/10), às 20h, no Theatro Carlos Gomes, no centro de Vitória. Estimular a prática musical entre detentos é uma iniciativa que está se espalhando pelo País, com ações nesse sentido em prisões em Minas Gerais e no Paraná, o que na opinião de especialistas pode trazer grandes benefícios físicos e psicológicos, embora há quem avalie ser necessário que os projetos musicais sejam aprofundados entre a população carcerária.

A socialização de crianças e bebês pela música

Ilha da Lua

A musicalização de bebês tem objetivo de criar músicos virtuosos. Certo? Não é bem assim. Para celebrar o Dia da Criança, o entresons entrevistou por e-mail Sandra Oakh, atriz e cantora que há 15 anos trabalha na musicalização e sensibilização de bebês em São Paulo. Em 2006, ela criou o espaço Ilha da Lua, que trabalha com o ensino de música para crianças, criando um extenso repertório específico para cada idade. Sandra é também integrante do Mawaca, grupo vocal que há 17 anos interpreta músicas de várias partes da Terra.

Ensino de música em tempos modernos

Fernando Baggio1

Fernando Baggio, baterista da banda RDT e professor da Escola de Música Souza Lima, discute em artigo o desafio do ensino musical frente à velocidade em tempos de internet.

Social



Licença de uso

Licença Creative Commons
Os textos do Entresons são publicados com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
Você pode reproduzir, retransmitir e distribuir o conteúdo, desde que com crédito (ao site e ao autor do texto), para uso não-comercial e com uma licença similar.

Próximos shows

Assinar: RSS iCal