Além de documentário, “Woodstock brasileiro” deve ser lançado em CD e vinil

Público de 1975 - foto de arquivo pessoal Leivinha

Nem a direita, nem a esquerda. Foram os hippies que revolucionaram os padrões de comportamento durante a abertura lenta e gradual da Ditadura (1964 – 1985), a partir do governo de Ernesto Geisel, em 1974. É esta a mensagem de “O Barato de Iacanga”, documentário que será exibido em abril em São Paulo e Rio de Janeiro no festival “É Tudo Verdade”. Thiago Mattar, diretor do filme, está negociando com artistas que participaram do Festival de Águas Claras, na cidade paulista de Iacanga, entre 1975 e 1984, para lançar um CD com as gravações originais dos shows, que transitavam entre o rock e baião, com ícones como Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, João Gilberto, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Alceu Valença, Raul Seixas, Walter Franco, Jorge Mautner e Gilberto Gil. “O ideal seria fazer um álbum duplo. E aí entrariam duas músicas de cada artista. Eu acho que a gente precisa tornar esse material público. As pessoas precisam ouvir. Só o show do João daria um disco só dele. Existe uma máster, um original da gravação. E eu escutei e dá para lançar um disco ‘João Gilberto ao vivo em Águas Claras’”, diz Mattar.

Pianista brasileira transporta a memória em uma gota de oceano

Cândida Borges Mar

A pianista brasileira Cândida Borges tem uma relação estreita com o mar, seja pela sua beleza e incrível força, seja por representar o inconsciente em várias culturas. Por onde ela anda, carrega consigo água do mar e areia. Estes dois elementos têm um papel essencial em seu recém lançado vídeo clipe da música “Memória e Fado”, de Egberto Gismonti, que foi escolhido para ser exibido como filme arte na exposição Archimedes’ Bathtub, promovida pela New York Foundation for the Arts. Cândida é um dos 22 talentos escolhidos pela NYFA em seu programa de artistas imigrantes de países como Rússia, Filipinas, Irã, Ucrânia, Bósnia, Alemanha, Chile, entre outros. Até outubro, a musicista espera lançar o vídeo clipe em apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

“Saudações Egberto” será relançado em show no Rio

Delia Fischer Egberto Gismonti

Não há melhor expressão para a alegria do reencontro como em “Saudações”, música de Egberto Gismonti que Paulo César Pinheiro foi convidado para escrever a letra e que está no CD “Saudações Egberto”, que Delia Fischer relança pelo selo Rob Digital em show no dia 11 de abril, na Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro. A paixão estelar que pulsa nessa música traduz espírito de todo o trabalho, que contém 13 composições de Gismonti, algumas das quais ganharam letras de poetas e letristas como Geraldo Carneiro, Eugenio Dale, Ronaldo Bastos e Marília Pedroso. O próprio Gismonti toca violão em “Saudações” e fará uma participação especial no show de sábado. Delia compartilhará o palco ainda com Matias Correa (baixo e voz), Pedro Mibielli (violino, bandolim e guitarrinha), Heberth Souza (teclado) e Rafael Maia (bateria).

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