Bruna Milani incendeia estreia da TarabJazz

Zikir Trio

A dançarina Bruna Milani levou ao êxtase a plateia que acompanhou a pré-estreia da banda TarabJazz, na sexta-feira 17 de março, no 38 Social Clube, em São Paulo. A banda do multi-instrumentista Mario Aphonso III, criada para tocar a fusão entre o jazz e a música oriental, fez uma primeira entrada apresentando um repertório dedicado à música do oriente, com composições próprias do instrumentista e do compositor libanês Rabih Abou-Khalil. Nessa primeira apresentação, antes do intervalo, foram 50 minutos de muita música oriental, com melodias sopradas em flautas turcas como nay, caval e a flauta indiana bansuri. Após o intervalo, as 20 pessoas que acompanharam a apresentação, viram entrar a dançarina Bruna Milani, envolta em um véu vermelho.

TarabJazz faz a fusão da música oriental ao jazz

TarabJazz

O músico Mario Aphonso III, que há 30 anos cria pontes entre os mundos da música ocidental e oriental, está lançando um nova banda, cuja pré-estreia ocorre na sexta-feira, dia 17 de março, às 21h30, no 38 Social Clube, em São Paulo. O grupo foi batizado como TarabJazz e foi formado para celebrar o encontro da música étnica árabe com o jazz, na sua mais ampla concepção. “Não vamos tocar blues, nem standard de jazz”, diz Aphonso III. “Jazz vem da improvisação, vem da abertura que o jazz proporciona no encontro com outras linguagem e estruturas.” Além de Aphonso III, participam do grupo os músicos Ian Nain, Francisco Lobo e Vinicius Pereira.

Música em ponto de mutação

Foto de Luís Dávila - Vila Imagem — com Mario Aphonso III em Munhoz MG

É possível que seja mais comum que se imagina a ocorrência diária, em qualquer parte do mundo, de um final de tarde parecido com aquele das últimas cenas do filme “Ponto de Mutação” (Mindwalk, EUA, 1990), inspirado no livro “O Ponto de Mutação”, de Fritjof Capra (1983). No filme, uma cientista, um político e um poeta debatem as barreiras para se colocar em prática uma nova visão da vida não mais baseada no modelo cartesiano, que reduz o tempo e o homem a máquinas, mas em uma perspectiva integrada, em um sistema complexo de relações. Debates como este do enredo do filme estão na base de movimentos como o de defesa do meio ambiente, que floresceu em escala planetária nos anos 1980, de novas abordagens científicas, além de instigaram novas concepções sobre a cultura e a arte. Independentemente de terem visto o filme e compartilharem ou não as ideias sobre a teoria dos sistemas e da física quantica, dois artistas brasileiros de universos diferentes tiveram um por do sol semelhante ao do filme, representando o poeta, aquele que constrói a invisível teia de sentidos de uma nova forma de estar no mundo. Mario Aphonso III e MC Joul, cada um do seu jeito, criaram movimentos artísticos e sociais a partir da fusão da cultura brasileira com a norte-americana e a oriental, promovendo uma mudança de percepção estética e educativa.

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