Dani Gurgel dá asas à onomatopeia

Dani Gurgel

Quando a multi-instrumentista Dani Gurgel foi para o estúdio gravar “Voou”, uma das músicas mais fortes de “TUQTI”, o seu segundo disco autoral, não havia ainda uma letra. Isso nunca será empecilho para ela, que também é cantora. Dani desenvolveu uma técnica apurada de “scat singing”, usando a voz como puro instrumento em frases melódicas e percussivas. A gravação, cuja música teve parceria do violonista Daniel Santiago, era importante porque teve a participação da trompetista canadense Ingrid Jensen, musicista da orquestra da compositora americana Maria Schneider. Ouvindo os scats de Dani, Ingrid sentiu que aquilo se assemelhava a um canto de um pássaro. Emocionada com essa comparação, Dani decidiu criar uma letra para homenagear a trompetista, numa história de um pássaro fêmea que não teme voar, que é forte e alto o suficiente. “É uma coisa também sobre a dificuldade de ser mulher tocando música instrumental, que precisa se afirmar”, explica Dani. Segundo ela, é comum no meio musical uma musicista ouvir um tipo de elogio enviesado, do tipo: “ela toca igual a um homem”.

Jam do Roquenrol Santeiro

Alfredo dias Gomes - creditos Acervo Pessoal do artista

O estilo de vida dos dramaturgos e novelistas Dias Gomes e Janete Clair inspirou profundamente a carreira de seus três filhos. O baiano Dias Gomes é o autor de peças como “Pé de Cabra”, “Eu Acuso o Céu”, “Zeca Diabo”, “Os Cinco Fugitivos do Juízo Final” e “O Berço do Herói”. Este último trabalho foi censurado pela Ditadura em 1965, acabou sendo adaptado para tevê em “Roque Santeiro”, mais foi censurado em 1975. A obra, com personagens fantásticos como Sinhozinho Malta (Lima Duarte) e Viúva Porcina (Regina Duarte), só ficou conhecida do público em 1985, quando teve início o processo de redemocratização. A mineira Janete Clair foi autora, por exemplo, de “Irmãos Coragem”, “Selva de Pedra” e “Pecado Capital”. Ambos criavam seus personagens em casa. Logo após o café da manhã, cada um seguia para o seu escritório. O almoço e o jantar, reunidos na mesa com os filhos, eram os momentos em que os escritores contavam o que haviam criado naquele dia, num ambiente de muita alegria. “Eu acho que peguei a influência de vê-los criando, isso era muito legal”, diz Alfredo Dias Gomes, 58 anos, que não se tornou dramaturgo, mas baterista e compositor. No fim de janeiro, o músico lançou o CD “Jam”, seu 9º álbum em 25 anos de carreira solo.

“Dois na Rede” entre Iguape e São Francisco

Mauro e Gilson

O saxofonista e flautista Mauro Senise comemora 25 anos de parceria musical e de amizade com o arranjador, compositor e pianista Gilson Peranzzetta com o CD “Dois na Rede”, lançado em junho último e gravado ao vivo em outubro de 2014, no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro. A agenda de show é extensa, do interior de São Paulo até São Francisco, nos Estados Unidos. A dupla fez palestra e show no dia 10 de julho no Iguape Jazz & Blues Festival, em Iguape, no litoral de São Paulo. O festival reuniu nomes importantes do jazz brasileiro, como grupo paulistano Trio Corrente, vencedor do Grammy de melhor algum de jazz latino no ano passado, o trombonista Raul de Souza e o Ulisses Rocha Trio. Senise e Peranzzetta realizarão ainda shows nos meses seguintes em Petrópolis, Salvador, Rio de Janeiro e, em agosto, estarão no San Francisco Jazz Center, nos Estados Unidos.

“Pós-bossa” vibes!

Show do lançamento do CD “Pós-bossa”, de Magno Bissoli Quinteto.

Jazz após as crianças dormirem

Marcus Almeida1

Muitos músicos de jazz que tocavam em orquestras em bailes restritos dos brancos nos Estados Unidos, saíam do trabalho para tocar em casas noturnas na periferia após os shows, o que ficou conhecido como Jam (Jazz After Midnight). Com o passar do tempo, a Jam ficou popularizada, ampliando seu significado para momentos de improvisação artística livre. Mas para uma série de músicos, que por vários motivos só tocam em bares quando convém, fazer um som em casa após a esposa e as crianças dormirem já é suficiente para manter o espírito criativo da arte. O compositor e guitarrista Marcus Almeida é um exemplo disso.

Pife Muderno lança CD duplo de show ao vivo gravado na China

Carlos Malta

A banda Pife Muderno, que tem como um dos seus idealizadores o multi-instrumentista Carlos Malta, lançará no início de abril o CD duplo “Ao vivo na China”, com shows de apresentação do trabalho nos dias 1 e 2 no Sesc Copacabana, no Rio, e no dia 10, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. A apresentação na China ocorreu em 2011, quando a banda recebeu um convite da embaixada do Brasil em Pequim para realizar um show na sala de concerto que existe na Cidade Proibida, o Forbidden City Music Hall. O teatro, com capacidade para 1.500 pessoas, estava praticamente lotado e o público ficou entusiasmado com a performance da banda, que iniciou o show dentro da sala e terminou no hall de entrada, liderado pelo carisma contagiante do som de todo grupo e da confiança e habilidade musical de Carlos Malta.

Um músico para ser conhecido e admirado

Gabriel Santiago 2013

Ele é a inspiração em pessoa, ainda mais quando toca violão e solta a voz. Aos 34 anos, construiu uma carreira invejável. Em várias formações, com a colaboração de músicos tão importantes quanto ele, já gravou 7 CDs, 2 DVDs e participou como músico convidado na gravação de outros 16 CDs. Tocou e foi o arranjador de músicas para o teatro e o cinema e ainda ganhou três prêmios nos Estados Unidos, país onde fez seu doutorado após ganhar uma bolsa de estudos. Apesar dessa profunda experiência e da qualidade admirável de seu trabalho, o público brasileiro pouco ou nada sabe sobre a existência de um ser chamado Gabriel Santiago, que a partir de Ilhéus (BA) estendeu sua obra para todo o planeta, ganhando a audiência de americanos e japoneses.

Orquestra Brasileira de Música Jamaicana completa 6 anos

OBMJ

Para comemorar o seu 6º aniversário, a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (OBMJ) promove um grande show no dia 20 (domingo), às 18h, no Centro Cultural São Paulo. Com dois discos lançados, em que a influência dos acordes brasileiros se dilui em ritmos como o ska, rocksteady e earlyreggae, a OBMJ toca os clássicos da música brasileira nos estilos musicais jamaicanos dos anos 50, 60 e 70.

Abraçando o poste

Augusto Vechini2

Era madrugada em Piracicaba. O flautista e saxofonista Augusto Cesar Vechini já havia trabalhado tocando com o grupo de choro Cochichando, no bar Cevada Pura, no Jardim São Luiz. E ainda tinha ido para outro bar para ouvir o som da H7, banda de rock e pop de seu primo. Após a maratona musical, combinou com a galera de comer um lanche. Quando dirigia pela Avenida Rio das Pedras, um cachorro apareceu do nada na sua frente e, ao desviar, acabou batendo num poste. O carro foi destruído e ele teve a sorte de só machucar o nariz. A notícia correu rápido, principalmente entre os músicos da cidade, entre eles o amigo Vitor Casagrande, que resolveu fazer uma homenagem a Vechini, numa saudável brincadeira sobre o episódio na música “Abraçando o poste”.

Dani & Debora Gurgel Quarteto faz sucesso no Japão

Tower Records

Os músicos Dani Gurgel, Debora Gurgel, Thiago Rabello e Sidiel Vieira retornaram ao Brasil revigorados no fim de setembro após shows realizados no Japão e nos Estados Unidos. Integrantes do Dani & Debora Gurgel Quarteto, eles acabam de lançar no exterior o excelente CD “Um”, com uma agenda de shows em São Paulo desde o início de outubro. O CD tem dez músicas, sendo três arranjos para composições de João Bosco e Aldir Blanc, Rod Temperton e Hermeto Pascoal. As outras sete músicas inéditas são resultado de composições próprias de Dani e Debora com parceiros como Edu Krieger, Guilherme Ribeiro e Fábio Cadore.

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