Ciência e meio ambiente inspiram o CD “Quantum”

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Cientistas têm criado arte no Brasil, em um movimento que vem crescendo desde a década de 1960, refletindo um processo que ocorre em todo o mundo. Eles usam modelos matemáticos, microscópios, sensores, biossensores e algoritmos para fazer da técnica uma expressão lúdica e abstrata. A arte em si, no entanto, também é uma ciência, cujos métodos são muito diversos daqueles empregados pelo modelo cartesiano, que ainda exige prova em laboratório. A ciência da música é a capacidade de sentir e fazer sentir por meio de sons. A música não é matemática, não é física, apesar de as notas musicais e os instrumentos, na maioria das vezes, respeitarem leis dessas áreas do saber. “Em um primeiro momento, você conta o compasso. E, então, para de contar, pois você o internalizou. Você para de contar porque sente o número”, explica o pianista paulistano Daniel Grajew, que buscou inspiração na física quântica e no meio ambiente em “Quantum”, seu novo CD em parceria com o percussionista Túlio Araújo. Há participações especiais em várias composições, como Carlos Malta, Dani Gurgel, Jorge Continentino e Lea Freire. O disco foi feito sob encomenda do Savassi Festival, de Belo Horizonte, evento no qual os músicos realizaram o primeiro show do trabalho, em agosto deste ano.

“Operação Riga” é um canto místico de liberdade

Victoria Crédito Joana Peressinotto

Música é uma questão de gosto? A repórter e musicista Victória, protagonista do romance ficcional “Operação Riga – Sons entre a guerra e a sublimação”, de Roger Marzochi, sentirá na pele que o som pode destruir, construir e transcender. Enfrentando barreiras para publicar reportagens sobre música no Diário Brasileiro, recebendo muito pouco com as apresentações de sua banda de jazz, Victoria ainda descobrirá segredos sobre sua família que estão intrinsecamente ligados ao mistério dos sons, usados tanto para a guerra quanto para a cura. O ebook chegou na loja da Amazon no domingo, dia 18 de agosto.

Irresistivelmente “maluca”

Léa Freire Credito Roger Marzochi1

Uma casa simples, numa rua calma. Uma raridade na cidade de São Paulo. No portão, dois avisos: uma placa com a imagem de um cão feroz, para afastar curiosos; ao lado, o desenho de uma mulher com olhos esbugalhados, riscado em um papel envolto em plástico, no qual se pode ler: “Cuidado, Velha Maluca!” Confirmado o número da casa, não há dúvida que, ao apertar a campainha, finalmente encontraria com a multi-instrumentista Léa Freire, que completa 45 anos de carreira. O surto de febre amarela prejudicou o início da gravação de um novo disco com o pianista Amilton Godoy na semana passada, mas os planos da compositora são firmes em apresentar ao público em 2018 cinco CDs, com trabalhos autorais, novos arranjos para expoentes da música popular brasileira e obras de artistas que sobrevoam nas asas da Maritaca, selo da artista que tem nos olhos o brilho da juventude. E, ainda, arranjos de música própria para orquestra, algo que ousou fazer com sucesso em “Cartas Brasileiras” (2007), trabalho no qual faz homenagem ao seu bairro, “Vila Ipojuca”. Na sexta-feira, 2 de fevereiro, Amilton e Léa lançam “A Mil Tons”, no Sesc Pompeia, em São Paulo, com composições do instrumentista que integrou o Zimbo Trio.

Fabiana Cozza faz jornalismo cultural em Pano da Costa

FabiCozza

Para driblar o espaço cada vez menor na mídia dedicado à cultura, artistas já consagrados usam cada vez mais a internet e as redes sociais para promover o trabalho de outros artistas, nem sempre tão famosos ou mesmo no início da carreira, mas com trabalhos de muito respeito. É o caso da cantora Fabiana Cozza, vencedora do Prêmio da Música Brasileira 2012 – Melhor Cantora de Samba, que recebeu agora em abril nova indicação para disputar o mesmo prêmio em sua edição de 2014 pelo trabalho de “Canto Sagrado – Uma Homenagem a Clara Nunes”.

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