Bruna Milani incendeia estreia da TarabJazz

Zikir Trio

A dançarina Bruna Milani levou ao êxtase a plateia que acompanhou a pré-estreia da banda TarabJazz, na sexta-feira 17 de março, no 38 Social Clube, em São Paulo. A banda do multi-instrumentista Mario Aphonso III, criada para tocar a fusão entre o jazz e a música oriental, fez uma primeira entrada apresentando um repertório dedicado à música do oriente, com composições próprias do instrumentista e do compositor libanês Rabih Abou-Khalil. Nessa primeira apresentação, antes do intervalo, foram 50 minutos de muita música oriental, com melodias sopradas em flautas turcas como nay, caval e a flauta indiana bansuri. Após o intervalo, as 20 pessoas que acompanharam a apresentação, viram entrar a dançarina Bruna Milani, envolta em um véu vermelho.

TarabJazz faz a fusão da música oriental ao jazz

TarabJazz

O músico Mario Aphonso III, que há 30 anos cria pontes entre os mundos da música ocidental e oriental, está lançando um nova banda, cuja pré-estreia ocorre na sexta-feira, dia 17 de março, às 21h30, no 38 Social Clube, em São Paulo. O grupo foi batizado como TarabJazz e foi formado para celebrar o encontro da música étnica árabe com o jazz, na sua mais ampla concepção. “Não vamos tocar blues, nem standard de jazz”, diz Aphonso III. “Jazz vem da improvisação, vem da abertura que o jazz proporciona no encontro com outras linguagem e estruturas.” Além de Aphonso III, participam do grupo os músicos Ian Nain, Francisco Lobo e Vinicius Pereira.

Orkestra Bandida lança novo CD

Orkestra Bandida

A banda de música oriental Orkestra Bandida vai lançar seu primeiro CD em setembro. A Radio Marza, divisão de rádio do blog entresons, entrevistou o líder da banda, Mário Aphonso III. Em breve, o blog publicará uma nova reportagem sobre o tema, com a data e local de lançamento do trabalho, que explora a sonoridade dos cabarés e tabernas do Egito, Síria, Macedônia e Grécia.

Jobim Sem Palavras

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“Meu nome é Antonio Carlos Jobim, mais conhecido como Tom Jobim, Tom do Vinicius… Quando eu falava no telefone… ‘É o Tom’. E o sujeito dizia: ‘Que Tom?’. E eu: ‘O Tom do Vinicius!’ ‘Ah sim, pois não.’” Este é o início do depoimento que Tom Jobim deu sobre Vinicius de Moraes, que foi incluído no CD “Vinicius 90 Anos”, produzido pela jornalista e esposa do poeta Gilda Mattoso. A frase revela a grandiosa simbiose entre dois músicos maravilhosos, cuja parceria foi além da peça “Orfeu da Conceição”, estendendo-se para músicas como “Insensatez”, “Garota de Ipanema”, “Amor em Paz”, “Chega de Saudade”, entre tantas outras preciosidades que marcaram a história da música. A frase de Jobim revela, também, muita humildade, responsável por tê-lo feito tão grande, do tamanho do Brasil. A sua obra é frequentemente visitada, servindo de inspiração para muitos músicos e amantes da música. Por motivos diversos, eu conhecia apenas o “Tom do Vinicius” até ouvir, pela primeira vez, e ao vivo, as diversas composições instrumentais que o maestro criou ao longo de sua carreira, em um show ao vivo com o quinteto organizado pelo músico Mario Aphonso III.

Há amor no Oriente Médio

Rosa

A violência nos países do Oriente Médio, com guerras infindáveis e migração em massa que está mudando a cara da Europa, encobre a riqueza de culturas milenares que deram imensa contribuição para o desenvolvimento da humanidade no que se refere à astronomia, saúde, matemática e, principalmente, nas artes. Enquanto que o vermelho do sangue das vítimas de extremistas, sejam eles Ocidentais ou Orientais, nos levam a suspeitar que o teórico americano Samuel Hungtington estaria certo em sua absurda tese em que buscou provar por A mais B que o mundo islâmico seria muito mais violento que qualquer outro, músicos brasileiros e sírios revelam o quanto há de amor na cultura Oriental, de árabes cristãos, muçulmanos, espíritas ou ateus.

Música em ponto de mutação

Foto de Luís Dávila - Vila Imagem — com Mario Aphonso III em Munhoz MG

É possível que seja mais comum que se imagina a ocorrência diária, em qualquer parte do mundo, de um final de tarde parecido com aquele das últimas cenas do filme “Ponto de Mutação” (Mindwalk, EUA, 1990), inspirado no livro “O Ponto de Mutação”, de Fritjof Capra (1983). No filme, uma cientista, um político e um poeta debatem as barreiras para se colocar em prática uma nova visão da vida não mais baseada no modelo cartesiano, que reduz o tempo e o homem a máquinas, mas em uma perspectiva integrada, em um sistema complexo de relações. Debates como este do enredo do filme estão na base de movimentos como o de defesa do meio ambiente, que floresceu em escala planetária nos anos 1980, de novas abordagens científicas, além de instigaram novas concepções sobre a cultura e a arte. Independentemente de terem visto o filme e compartilharem ou não as ideias sobre a teoria dos sistemas e da física quantica, dois artistas brasileiros de universos diferentes tiveram um por do sol semelhante ao do filme, representando o poeta, aquele que constrói a invisível teia de sentidos de uma nova forma de estar no mundo. Mario Aphonso III e MC Joul, cada um do seu jeito, criaram movimentos artísticos e sociais a partir da fusão da cultura brasileira com a norte-americana e a oriental, promovendo uma mudança de percepção estética e educativa.

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