A primavera de Heitor Branquinho

Heitor_tres_escada

Músicas de amor geralmente são endereçadas a companheiras, companheiros e companheirxs. Gente de carne e osso. O mineiro Heitor Branquinho, nascido em Três Pontas, mesma cidade na qual viveu Milton Nascimento e com quem o jovem compositor e cantor teve o privilégio de se somar ao palco em diversos momentos, direciona a sua paixão ao seu retorno à música em “Três”, seu terceiro disco após 11 anos de “um Branquinho e um violão”, no qual apresentava suas composições acompanhado apenas de seu violão com cordas de nylon. Gravado no segundo semestre de 2018, o álbum vinha sendo construído sem pressa desde 2015, com a parceria do saxofonista Décio “Buga” Jr. E, agora, Heitor toca violão com cordas de aço e, em alguns momentos, contrabaixo elétrico, sendo acompanhado de bateria, saxofone, flauta. Em alguns momentos, entram em cena também piano, violoncelos e até guitarras em uma canção. Com inspiração profunda em Milton Nascimento, especialmente no período do eterno Clube da Esquina, e pitadas de rock e pop de Nando Reis, o álbum ainda tem a participação do maestro e também conterrâneo Wagner Tiso em arranjos para cordas e piano.

“Operação Riga” é um canto místico de liberdade

Victoria Crédito Joana Peressinotto

Música é uma questão de gosto? A repórter e musicista Victória, protagonista do romance ficcional “Operação Riga – Sons entre a guerra e a sublimação”, de Roger Marzochi, sentirá na pele que o som pode destruir, construir e transcender. Enfrentando barreiras para publicar reportagens sobre música no Diário Brasileiro, recebendo muito pouco com as apresentações de sua banda de jazz, Victoria ainda descobrirá segredos sobre sua família que estão intrinsecamente ligados ao mistério dos sons, usados tanto para a guerra quanto para a cura. O ebook chegou na loja da Amazon no domingo, dia 18 de agosto.

Um exercício saudável da melancolia

João Taubkin Quarteto

A essência da música é a sensação que ela provoca em quem toca e quem ouve. É praticamente como ser levado à infância ao sentir o cheiro de terra molhada após uma chuva, ou o sabor de um pavê que você compra num restaurante à quilo e que te faz sentir saudades de uma tia querida. O compositor e contrabaixista João Taubkin explora também as percepções que lhe marcaram a sua vida na música em “Kândra”, novo CD que terá show de lançamento amanhã, dia 7 de agosto, no JazzB. A avó paterna de João era cantora lírica e o pai, Benjamin Taubkin, um pianista extraordinário. “Ela é a semente de tudo isso”, disse-me João, em entrevista em 2017, em um café na Vila Madalena. “O que pegou prá mim de ser músico não foi nem muito uma escolha, foi naturalmente acontecendo. Meu pai me levava desde moleque em shows. Eu lembro com oito anos meu pai ensaiando com a Savana”, explicou o músico.

Núcleo Contemporâneo responde com arte à “destruição do País”

Rio Tocantins Estreito Maranhão Crédito Roger Marzochi

É possível pegar um ônibus de uma cidade a outra viajando com a cortina fechada e não ver paisagem alguma. Ouvir o pianista Benjamim Taubkin é como viajar levitando por entre todas as paisagens do mundo. Há 22 anos, a produtora e gravadora Núcleo Contemporâneo, criada pelo músico, segue impulsionando a música instrumental brasileira e, até hoje, lançando CDs, em plena era da música líquida dos streamings. E acabam de sair novidades desse fogo criador: o CD “Encontros”, no qual Taubkin toca com o violeiro Ivan Vilela, trabalho que será lançado em show no Sesc 24 de Maio, no dia 7 de agosto; e “O Piano que Conversa”, CD e DVD com o filme de Marcelo Machado, que acompanhou o pianista em dois países e músicos de cinco nacionalidades, vencedor do Prêmio do Público no Festival in Edit de 2017.

Fabiana Cozza faz jornalismo cultural em Pano da Costa

FabiCozza

Para driblar o espaço cada vez menor na mídia dedicado à cultura, artistas já consagrados usam cada vez mais a internet e as redes sociais para promover o trabalho de outros artistas, nem sempre tão famosos ou mesmo no início da carreira, mas com trabalhos de muito respeito. É o caso da cantora Fabiana Cozza, vencedora do Prêmio da Música Brasileira 2012 – Melhor Cantora de Samba, que recebeu agora em abril nova indicação para disputar o mesmo prêmio em sua edição de 2014 pelo trabalho de “Canto Sagrado – Uma Homenagem a Clara Nunes”.

Segredos do “Cu do mundo”

Quem é aquele que não guarda nenhum segredo sequer? Quem é aquele que prefere não ser lembrado de uma determinada dor, ou de uma exultante noite de amor? Todos nós temos direito ao silêncio, ao resguardo da nossa intimidade, da nossa privacidade. Por isso, entendo prefeitamente a polêmica das biografias entre os artistas. Ao mesmo tempo, entendo o interesse dos jornalistas, que buscam enriquecer a história que estão contando, revelando fatos e grandes detalhes. Alguns detalhes de 25 centímetros, o suposto tamanho do pau de Garrincha, na biografia “Estrela Solitária”, de Ruy Castro.

Social



Licença de uso

Licença Creative Commons
Os textos do Entresons são publicados com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
Você pode reproduzir, retransmitir e distribuir o conteúdo, desde que com crédito (ao site e ao autor do texto), para uso não-comercial e com uma licença similar.

Próximos shows

Assinar: RSS iCal