João Donato inaugura casa de shows em SP

Tupi or not Tupi - João Donato - Foto Cristina Granato

Músico lendário na cena musical brasileira, o pianista João Donato faz, nesta quinta-feira (16/03), o show inaugural do Tupi or not Tupi, nova casa de espetáculos na Vila Madalena, em São Paulo. Hoje, no entanto, o espaço já está com os seus 110 lugares reservados. Donato, que viveu por mais de uma década nos Estados Unidos, é referência internacional da Brazilian Music da geração dos anos 1950 e 1960, com seu som meio bossa nova, meio puro jazz, meio música latina. Ele estará ao piano, tendo Arismar do Espírito Santo como convidado especial e com a participação do percussionista Cléber Almeida. No cardápio, bossa-nova, samba, baião, bolero, jazz e clássicos como “Amazonas”, “A Rã”, “Nasci para Bailar”, “Minha Saudade” e “Até quem Sabe”.

Anna Tréa “somos nozes”

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A música tem as suas mágicas, disse-me uma vez Milton Nascimento. E não é que ele estava certo? Desde que comecei a prestar atenção nisso, entendi que ouvir e tocar abrem sempre novos horizontes nunca antes imaginados. Hoje, dia 30 de outubro, às 20h, mais uma prova de que é só ficar atento para perceber o quanto de magia há entre aqueles que fazem um som. É que o programa Sons do Brasil, do músico e produtor Sérgio Sagitta, que vai ao ar aos domingos pela Rádio USP (93,7 FM), vai entrevistar a cantora, compositora e violonista Anna Tréa. Ela está lançando “Clareia”, o seu primeiro de muitos outros CDs que com certeza virão. Como ela gravou o CD, que tipo de som ela faz, o que ela tem a ver com a “Árvore Somos Nozes”? Ah, meu amigo, escute o programa, todas as suas dúvidas serão esclarecidas. E também porque ela vai tocar umas três músicas ao vivo. Eu, que já tenho em mãos o CD, posso dizer que acaba de nascer uma das maiores cantoras do Brasil.

Há Hélio no fim do túnel

Helio no túnel da Lapa de Baixo em SP

A Lapa de Baixo, em São Paulo, é um retrato da pobreza do Brasil. Longe dos espigões da Avenida Paulista, dos escritórios moderninhos das Avenidas Berrini e Faria Lima, as proximidades da estação da Lapa, da CPTM, concentram o maior número de camelôs por metro quadrado. A Rua 12 de Outubro é tomada, de ambos os lados, por vendedores ambulantes, de tal forma que parece impossível transitar pelas calçadas. No fim da rua, há um túnel de cerca de 30 metros, que passa por debaixo dos trilhos da CPTM, que também fica repleto de vendedores. Gente que merece trabalhar, sem ameaças de apreensão de mercadorias, gente sofrida demais. É possível comprar no túnel cigarros, roupas, uva, maçã ovos de páscoa, CDs, DVDs, chocolates, barbeadores e uma infinidade de produtos. Entre pastores evangélicos pregando a palavra do senhor e rapazes entregando santinhos de bordeis, uma voz se sobressai sobre a multidão. É a voz do violonista e cantor Hélio, 50 anos.

Marcos Eiras lança EP “Entre Outras Coisas”

“Entre Outras Coisas” é um trabalho autoral, um registro de seis composições novas que não deixam suas influências de lado. Composto por Marcos Eiras, que cantou nas seis faixas, o EP traz em sua essência a soma do coletivo. Isso fica claro na primeira faixa (“Equilibrista”). Logo na introdução ouvimos o azeitado naipe de metais formado pelos músicos Sidmar Vieira (trompete e flugelhorn), Douglas Antunes (trombone) e Daniel Perroni (Flauta). Na música “Passagem” a sutileza do baixo de Israel Lúcio se destaca junto ao swing da bateria de Jota Erre. O solo de piano de André Freitas nos remete paisagens conhecidas, como quem anda pelo calçadão à beira mar do Rio de Janeiro.

Músico maranhense teve que dar relógio em troca de comida para não passar fome em São Paulo

Caminhos de Papete

O músico maranhense José de Ribamar Viana, o Papete, está escrevendo um livro contando a história de sua vida, desde os apuros que passou ao chegar em São Paulo, em 1968, até as conquistas, como gravar 23 CDs, conhecer músicos admiráveis, subir ao palco de prestigiados festivais, como o de Montreaux, na Suíça, e ser reconhecido como um dos maiores percussionistas do mundo. Papete lançará em São Paulo, em novembro, o contagiante CD duplo “Sr. José” e o livro “Os Senhores Cantadores, Amos e Poetas do Bumba Meu Boi do Maranhão”, que eterniza a vida de 34 mestres do Bumba Meu Boi. Nos dias 6 e 7 de agosto, a reportagem do blog entresons pode ficar bem perto deste músico culto e polêmico, que conhece os ritmos dos toques das mais variadas tradições da cultura popular brasileira.

Onde o rio encontra o mar

Papete (1)

O trabalho do músico maranhense José de Ribamar Viana, mais conhecido como Papete, pode ser comparado à água: é tão vital quanto o líquido precioso que alimenta a terra. Papete completará 68 anos em novembro, mês que escolheu para fazer o lançamento em São Paulo de dois trabalhos, já lançados no Maranhão, que mostram a profundidade da cultura popular maranhense e sua projeção no mundo enquanto cultura pop. O primeiro é o livro “Os Senhores Cantadores, Amos e Poetas do Bumba Meu Boi do Maranhão”, no qual revela a história dos 34 mestres mais representativos do Bumba Meu Boi no Estado; o segundo é o CD duplo “Sr. José… de Ribamar e outras praias…”, verdadeira fonte da juventude do artista, que ao usar técnicas de gravação e levar um espírito de esperança em sua interpretação o faz soar como um garoto de 20 anos.

Núcleo Contemporâneo chega à maioridade cultivando a independência

Casa do Núcleo

Um dos principais desafios de um artista é conseguir sobreviver com a cultura que ele produz. No caso específico dos músicos da chamada música instrumental, ou jazz brasileiro, a questão é ainda mais delicada. E um bom exemplo de que é possível conciliar arte, sem concessões ao mercado, com retorno financeiro que dê o mínimo de dignidade ao artista é uma iniciativa que foi lançada em 1997: o Núcleo Contemporâneo, que é ao mesmo tempo produtora e gravadora, e que lançou há quatro anos em São Paulo a Casa do Núcleo, um local de encontro dos artistas relacionados ao movimento e seu público. Nesses 18 anos, a iniciativa que deu certo e produziu 45 CDs e distribui outros 45, de artistas como Na Ozzetti, Naná Vasconcelos, Marco Pereira e Hamilton de Holanda, entre outros. Ao todo, foram vendidos 120 mil CDs.

“Terra” chamando

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O mar é como um telescópio direcionado para dentro do homem. Pode ampliar as possibilidades de vida, mas também limitar ou mesmo destruir o que estiver em seu caminho, assim como nas mais fortes ressacas. A ideia pescada é da peça “Aqui Estamos com Milhares de Cães Vindos do Mar”, que o diretor Rodrigo Spina criou a partir de uma sobreposição de uma série de peças do romeno Matéi Visniec, cuja vida foi marcada pela ditadura comunista em seu país. Após se mudar para a França em 1987, o autor se surpreendeu com a ditadura da sociedade de consumo, hoje em escala planetária. O reflexo de uma peça como essa é sem dúvida uma visão panorâmica da desgraça humana. E, diante de tanta tristeza, há músicos, poetas, dramaturgos e atores, verdadeiros cães de cegos que surgem do mar para dar sentido à escuridão da humanidade.

Rubens de La Corte lança ‘Nomad’ nos EUA e no Brasil

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O álbum ‘Nomad’ é uma jornada ao redor do mundo. Um reflexo da trama de estilos e influências adquiridas por Rubens de La Corte ao longo dos seus últimos 15 anos na estrada. Como diretor musical e/ou músico em turnê, o artista já trabalhou com músicos como Anjelique Kidjo, David Bowie, Lou Reed, Carlos Santana, Dave Matthews, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Eliane Elias, entre muitos outros. Esses trabalhos proporcionaram ao músico a possibilidade de circular por mais de 50 países, conhecer culturas diversas e pesquisar as mais diferentes sonoridades. A partir dessa experiência, De La Corte criou o tecido musical para ‘Nomad’, formado por ritmos e influências diversas. No álbum, o compositor e cantor experimenta texturas sonoras – ora buscando a complementação e ora buscando o diálogo entre as linguagens.

Gustavo Spínola iça velas para navegar “Mares, Rios”

Gustavo Spindola Capa_CD

O cantor, instrumentista e compositor Gustavo Spínola lançará no segundo semestre de 2015 “Mares, Rio”, seu primeiro trabalho autoral. Serão nove faixas que expressam um som de grande sensibilidade, resultado de parcerias muito especiais. É como se, em pleno interior de São Paulo, na cidade de Americana, nascesse um movimento musical que já começa no mesmo nível de qualidade de artistas como 5 a Seco e Hugo Branquinho. Entre os vários mestres de Gustavo, está a pianista e cantora Andrea dos Guimarães, professora inspiradora que ajudou indiretamente o músico a realizar o sonho do primeiro CD. Andrea faz show do seu CD “Desvelo”, no dia 1 de junho, às 21h, no Espaço Cachuera, em São Paulo.

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