Big Bands ajudaram a cultura afro em Campinas

Érica Giesbrecht Pesquisa Baile 3

O que Glenn Miller, líder de uma das mais famosas orquestras de jazz dos anos 1930 e 1940, tem em comum com o jongo e o samba de bumbo, expressões afro-brasileiras por meio das quais os escravos buscavam manter a dignidade e a memória de sua cultura e que estão vivas até hoje? O que a princípio parece não ter conexão alguma, a não ser pelo fato de serem expressões culturais que receberam influência da diáspora africana na América, torna-se revelador em uma pesquisa de pós-doutorado realizada pela antropóloga Érica Giesbrecht pela USP: bailes glamorosos organizados pela comunidade negra da cidade durante os Anos Dourados, com músicas como “In the Mood” e “Moonlight Serenade” tocadas por orquestras, contribuíram para o fortalecimento de expressões culturais afro-brasileiras na cidade.

“Pós-bossa” vibes!

Show do lançamento do CD “Pós-bossa”, de Magno Bissoli Quinteto.

Jazz após as crianças dormirem

Marcus Almeida1

Muitos músicos de jazz que tocavam em orquestras em bailes restritos dos brancos nos Estados Unidos, saíam do trabalho para tocar em casas noturnas na periferia após os shows, o que ficou conhecido como Jam (Jazz After Midnight). Com o passar do tempo, a Jam ficou popularizada, ampliando seu significado para momentos de improvisação artística livre. Mas para uma série de músicos, que por vários motivos só tocam em bares quando convém, fazer um som em casa após a esposa e as crianças dormirem já é suficiente para manter o espírito criativo da arte. O compositor e guitarrista Marcus Almeida é um exemplo disso.

Pife Muderno lança CD duplo de show ao vivo gravado na China

Carlos Malta

A banda Pife Muderno, que tem como um dos seus idealizadores o multi-instrumentista Carlos Malta, lançará no início de abril o CD duplo “Ao vivo na China”, com shows de apresentação do trabalho nos dias 1 e 2 no Sesc Copacabana, no Rio, e no dia 10, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. A apresentação na China ocorreu em 2011, quando a banda recebeu um convite da embaixada do Brasil em Pequim para realizar um show na sala de concerto que existe na Cidade Proibida, o Forbidden City Music Hall. O teatro, com capacidade para 1.500 pessoas, estava praticamente lotado e o público ficou entusiasmado com a performance da banda, que iniciou o show dentro da sala e terminou no hall de entrada, liderado pelo carisma contagiante do som de todo grupo e da confiança e habilidade musical de Carlos Malta.

Tambores guiam viagem do autoconhecimento

Meditação com Tambores1

O topo de uma montanha, uma praia, um deserto, uma floresta e até a barriga da mãe. Essas são algumas das paisagens internas para onde são transportados os participantes de uma forma muito interessante de se buscar o autoconhecimento: a meditação estimulada pelo som de tambores xamânicos. Há um ano e meio, Mônica Jurado, Cristiane Velasco e Patricia Alcantara iniciaram em São Paulo o projeto “Meditação com Tambores”, unindo técnicas de meditação ao poder transformador da música. “A meditação com tambores nasceu como síntese de todas as abordagens diferentes em relação à meditação e ao espaço sonoro”, explica Mônica, que além de tocar tambor durante as apresentações, canta e também guia os participantes com suas sugestões de sensações que se sucedem ao longo do processo.

Um músico para ser conhecido e admirado

Gabriel Santiago 2013

Ele é a inspiração em pessoa, ainda mais quando toca violão e solta a voz. Aos 34 anos, construiu uma carreira invejável. Em várias formações, com a colaboração de músicos tão importantes quanto ele, já gravou 7 CDs, 2 DVDs e participou como músico convidado na gravação de outros 16 CDs. Tocou e foi o arranjador de músicas para o teatro e o cinema e ainda ganhou três prêmios nos Estados Unidos, país onde fez seu doutorado após ganhar uma bolsa de estudos. Apesar dessa profunda experiência e da qualidade admirável de seu trabalho, o público brasileiro pouco ou nada sabe sobre a existência de um ser chamado Gabriel Santiago, que a partir de Ilhéus (BA) estendeu sua obra para todo o planeta, ganhando a audiência de americanos e japoneses.

Heraldo do Monte abre o Instrumental Sesc Brasil de 2015 com o projeto Choro de Viola

Heraldo do Monte 2

Foi em uma apresentação com Rolando Boldrin, no programa Sr. Brasil, que Heraldo do Monte decidiu levar adiante um projeto antigo de tocar chorinho na viola caipira. O resultado do desafio lançado durante o programa da TV Cultura levou o multi-instrumentista e compositor, que integrou o lendário Quarteto Novo nos anos 1960, a pensar seriamente em tocar e compor choro usando a viola, o que resultou em várias composições novas e novos arranjos de clássicos do gênero reunidos agora no projeto Choro de Viola, que no dia 5 de janeiro abrirá a programação de 2015 do Instrumental Sesc Brasil, em São Paulo. Prestes a completar 80 anos em maio, Heraldo diz que leva o seguinte aprendizado de vida: quanto mais um músico estuda, maior é o seu ostracismo no Brasil.

“Brasil Plural” viaja pelos ritmos do País

Alexandre Cunha e Grupo Indonésia3

Em shows no exterior, os fãs fazem fila para pedir autógrafos, as músicas são até tocadas em rádio. Mas a bossa do baterista Alexandre Cunha, que mora em Campinas (SP), é perceber que em seu próprio Estado, em seu próprio País, há raros espaços para apresentações. Mas parado ele não fica e fecha o ano de 2014 com o lançamento de “Brasil Plural”, um CD inspirador ao levar o ouvinte a uma viagem pelos ritmos do País em 11 músicas. No ano, a banda Alexandre Cunha & Group subiu ao palco 30 vezes, tendo participado do UBUD Village Jazz Festival, em Bali, na Indonésia.

Trio de Osmar Barutti recebe o músico Bira no Quarta Jazz Brasil

Osmar Barutti foto de Julia Tarraf

Hoje (03/12) acontece mais uma Quarta Jazz Brasil no O Forno da Vila, na Vila Mariana, em São Paulo. A temporada teve início no último dia 26, com lotação esgotada. O maestro e pianista do Programa do Jô, Osmar Barutti (na foto acima de Julia Tarraf), ao lado da primeira baterista mulher profissional do Brasil, Lilian Carmona, e do contrabaixista da Banda Sinfônica do Estado, Frank Herzberg tocam standards do jazz e música brasileira com arranjos pitorescos, como Lamento (Pixinguinha), Chovendo na Roseira (Tom Jobim) e Abril (Maurício Einhorn), além de composições próprias. Para apimentar, o grupo mostra um pouco de sua influência latina tocando salsas e boleros, como Night In Tunisia (Dizzy Gillespie) e Mambo Influenciado (Chucho Valdés).

Serginho Carvalho é um tratado musical pela paz

S

O compositor e contrabaixista Serginho Carvalho, que já compartilhou o palco com Djavan e hoje integra o Teatro Mágico, está lançando seu primeiro trabalho autoral, que representa um verdadeiro tratado de paz mundial. A inspiração, que perpassa jazz, sambas, baião, funk e baladas com pegada de rock, vem das florestas Amazônica e do Japi, em Jundiaí (SP), da busca que cada um empreende na melhoria do espírito, das inexplicáveis coincidências da vida, na esperança de paz no Oriente Médio e na felicidade de estar rodeado por pessoas que o fazem brilhar e a quem ele dedica todo o trabalho. O show de lançamento será na quinta-feira (04/12). “Esse disco é um resgate à minha infância e, de certa forma, é um disco amazônico, pois sou de Manaus. Eu vejo rios, cachoeiras, mata. Tem um conceito espiritual”, diz o músico.

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