Tambores guiam viagem do autoconhecimento

Meditação com Tambores1

O topo de uma montanha, uma praia, um deserto, uma floresta e até a barriga da mãe. Essas são algumas das paisagens internas para onde são transportados os participantes de uma forma muito interessante de se buscar o autoconhecimento: a meditação estimulada pelo som de tambores xamânicos. Há um ano e meio, Mônica Jurado, Cristiane Velasco e Patricia Alcantara iniciaram em São Paulo o projeto “Meditação com Tambores”, unindo técnicas de meditação ao poder transformador da música. “A meditação com tambores nasceu como síntese de todas as abordagens diferentes em relação à meditação e ao espaço sonoro”, explica Mônica, que além de tocar tambor durante as apresentações, canta e também guia os participantes com suas sugestões de sensações que se sucedem ao longo do processo.

Um músico para ser conhecido e admirado

Gabriel Santiago 2013

Ele é a inspiração em pessoa, ainda mais quando toca violão e solta a voz. Aos 34 anos, construiu uma carreira invejável. Em várias formações, com a colaboração de músicos tão importantes quanto ele, já gravou 7 CDs, 2 DVDs e participou como músico convidado na gravação de outros 16 CDs. Tocou e foi o arranjador de músicas para o teatro e o cinema e ainda ganhou três prêmios nos Estados Unidos, país onde fez seu doutorado após ganhar uma bolsa de estudos. Apesar dessa profunda experiência e da qualidade admirável de seu trabalho, o público brasileiro pouco ou nada sabe sobre a existência de um ser chamado Gabriel Santiago, que a partir de Ilhéus (BA) estendeu sua obra para todo o planeta, ganhando a audiência de americanos e japoneses.

Heraldo do Monte abre o Instrumental Sesc Brasil de 2015 com o projeto Choro de Viola

Heraldo do Monte 2

Foi em uma apresentação com Rolando Boldrin, no programa Sr. Brasil, que Heraldo do Monte decidiu levar adiante um projeto antigo de tocar chorinho na viola caipira. O resultado do desafio lançado durante o programa da TV Cultura levou o multi-instrumentista e compositor, que integrou o lendário Quarteto Novo nos anos 1960, a pensar seriamente em tocar e compor choro usando a viola, o que resultou em várias composições novas e novos arranjos de clássicos do gênero reunidos agora no projeto Choro de Viola, que no dia 5 de janeiro abrirá a programação de 2015 do Instrumental Sesc Brasil, em São Paulo. Prestes a completar 80 anos em maio, Heraldo diz que leva o seguinte aprendizado de vida: quanto mais um músico estuda, maior é o seu ostracismo no Brasil.

“Brasil Plural” viaja pelos ritmos do País

Alexandre Cunha e Grupo Indonésia3

Em shows no exterior, os fãs fazem fila para pedir autógrafos, as músicas são até tocadas em rádio. Mas a bossa do baterista Alexandre Cunha, que mora em Campinas (SP), é perceber que em seu próprio Estado, em seu próprio País, há raros espaços para apresentações. Mas parado ele não fica e fecha o ano de 2014 com o lançamento de “Brasil Plural”, um CD inspirador ao levar o ouvinte a uma viagem pelos ritmos do País em 11 músicas. No ano, a banda Alexandre Cunha & Group subiu ao palco 30 vezes, tendo participado do UBUD Village Jazz Festival, em Bali, na Indonésia.

Trio de Osmar Barutti recebe o músico Bira no Quarta Jazz Brasil

Osmar Barutti foto de Julia Tarraf

Hoje (03/12) acontece mais uma Quarta Jazz Brasil no O Forno da Vila, na Vila Mariana, em São Paulo. A temporada teve início no último dia 26, com lotação esgotada. O maestro e pianista do Programa do Jô, Osmar Barutti (na foto acima de Julia Tarraf), ao lado da primeira baterista mulher profissional do Brasil, Lilian Carmona, e do contrabaixista da Banda Sinfônica do Estado, Frank Herzberg tocam standards do jazz e música brasileira com arranjos pitorescos, como Lamento (Pixinguinha), Chovendo na Roseira (Tom Jobim) e Abril (Maurício Einhorn), além de composições próprias. Para apimentar, o grupo mostra um pouco de sua influência latina tocando salsas e boleros, como Night In Tunisia (Dizzy Gillespie) e Mambo Influenciado (Chucho Valdés).

Serginho Carvalho é um tratado musical pela paz

S

O compositor e contrabaixista Serginho Carvalho, que já compartilhou o palco com Djavan e hoje integra o Teatro Mágico, está lançando seu primeiro trabalho autoral, que representa um verdadeiro tratado de paz mundial. A inspiração, que perpassa jazz, sambas, baião, funk e baladas com pegada de rock, vem das florestas Amazônica e do Japi, em Jundiaí (SP), da busca que cada um empreende na melhoria do espírito, das inexplicáveis coincidências da vida, na esperança de paz no Oriente Médio e na felicidade de estar rodeado por pessoas que o fazem brilhar e a quem ele dedica todo o trabalho. O show de lançamento será na quinta-feira (04/12). “Esse disco é um resgate à minha infância e, de certa forma, é um disco amazônico, pois sou de Manaus. Eu vejo rios, cachoeiras, mata. Tem um conceito espiritual”, diz o músico.

“O que mais vale é o momento”, diz Hector Costita, em plena forma aos 80 anos

Hector Costita - Foto de Rogério-Vieira_2014_05_16_38491 - Itaú Cultural

“A única coisa que possa ter com 80 anos é ter se arrependido de não ter aproveitado o momento, perdendo tempo em coisas que não tem valor hoje. Cada dia, cada momento, eu tento viver o mais intensamente possível. O que mais vale é o momento.” A reflexão é do clarinetista, saxofonista e compositor Hector Costita, que completou 80 anos no dia 27 de outubro de 2014. Na segunda-feira (01/12), o músico comemora os 50 anos do disco “Impacto”, seu terceiro trabalho autoral, mas o primeiro em que ele apresentou três composições próprias. É curioso saber que um músico como Hector tenha essa sensação hoje de não ter aproveitado tanto o momento, uma vez que ele faz parte da história viva da bossa nova e do samba-jazz.

40 anos da banda Jazzco

Amador Bueno resume a história da banda.

Dani & Debora Gurgel Quarteto faz show no sábado em SP após turnê pelo Paraguai, Japão, Espanha e Itália

Dani & Debora Gurgel Quarteto Japão

Após uma intensa turnê entre setembro e outubro pelo Paraguai, Japão e Europa, o Dani & Debora Gurgel Quarteto se apresentará neste sábado (28/11) na Casa do Núcleo, em São Paulo, tocando as composições de “Luz”, o último CD do grupo. O show contará com a participação especial do violonista Gabriel Santiago, que tocará músicas do quarteto e também sons de “Metropole”, seu mais recente trabalho, gravado com os integrantes do quarteto Thiago Big Rabello (bateria) e Sidiel Vieira (baixo), além do pianista Zé Godoy. Dani & Debora Gurgel Quarteto representa a união de quatro músicos muito talentosos, onde não há um que se sobressaia sobre o outro, assim como em muito o que se ouve em outros grupos, especialmente da música instrumental.

O jazz latino-americano de Mateus Porto

Mateus Porto

Um som contemplativo e muito inspirador é a marca do primeiro EP do guitarrista e compositor Mateus Porto, que aos 24 anos deixou a sua cidade natal, Pelotas (RS), para morar em São Paulo. O EP tem quatro composições de Porto que exploram ritmos tradicionais do sul do Brasil e da América Latina como chamamé, chacarera, milonga e zamba que transbordam na música instrumental brasileira. Com o uso da técnica de seu instrumento para transmitir delicadeza, saudades e destinos, em uma das músicas o compositor faz até lembrar o violonista Ulisses Rocha, que da mesma forma que Porto, usa a técnica a serviço da poesia.

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