RESSACA DE ELEFANTE

Projeto Coisa Fina_Foto de F  Pepe Guimaraes

Os dilemas sobre os caminhos a serem tomados para que um movimento artístico ganhe maior projeção causaram uma crise no Movimento Elefantes, com a saída das big bands Soundscape e Reteté, que criticam o movimento por supostamente seguir o caminho comercial em detrimento da música. Uma das mais importantes iniciativas para difundir a música instrumental, o Elefantes perdeu seu quartel-general no início de 2013, uma vez que o Teatro da Vila, na Vila Madalena, foi fechado. O Elefantes conseguiu fazer um acordo com o Centro Cultural Rio Verde por dois meses, com pagamento de ingresso, e não mais o sistema usado anteriormente, do pague o quanto vale. Os shows começarão em abril. E o Elefantes luta para fazer com que o público compareça e conseguir sobreviver frente a atual crise.

Carambolá faz homenagem a Moacir Santos

Carambolá-Ensaio-Aberto

O octeto Carambolá, liderado pelo guitarrista e compositor João Nepomuceno, faz show sábado (09/03) no Jazz nos Fundos, em São Paulo, fazendo uma dupla homenagem ao maestro Moacir Santos. Além de tocar as músicas do disco “Coisas” (1965), a banda apresentará a música inédita composta por Nepomuceno inspirado pela obra de Moacir Santos.

Flávio Bala interpreta Noel Rosa com romantismo

Flavio Bala Noel Rosa ao Entardecer

É no ventre livre da cultura brasileira que o saxofonista Flávio Bala foi buscar inspiração para gravar as músicas do disco “Noel Rosa ao Entardecer”, que será lançado sexta-feira (08/03) pelo selo Sesc. Toda a boemia do poeta da Vila foi traduzida para a contemplação de um por de sol, na mais suave das interpretações. Flávio sussura no sax alto e soprano nove músicas do compositor carioca em arranjos que flertam com o jazz sem perder a essência do samba. “Queria fazer um trabalho e sair da formação de regionial, sem perder o samba. Só não colocamos cavaquinho e violão de sete cordas. Foi uma pequena mudança. Queria fazer algo com a minha cara”, explica o músico em entrevista por telefone.

Compositor cheio de graça

Emiliano Sampaio

Emiliano Sampaio tem o tempo da comédia. Muito de sua ironia, seu deboche em alto bom estilo, desagua em sua música, com surdinas nos trompetes e trombones em algumas músicas até um debate entre sax, trompetes e trombones ao estilo Ceagesp em um hip hop dos mais funkeados. No concerto realizado no dia 25 de fevereiro, no Centro Cultural Rio Verde, o compositor e guitarrista fez a alegria da platéia ao apresentar as músicas que compôs na Áustria, após um semestre estudando na Universidade de Música e Artes Kunst Graz (KUG). Foram apresentadas cinco composições inéditas, que reforçaram a importância de Emíliano Sampaio para a história da música brasileira. “O bom humor realmente eu gosto,,, música muito séria o tempo todo é muito cabeçudo pra mim, se é que me entende”, responde o músico em troca de e-mail.

Se ouvir, não dirija

Guto Brambilla

Se beber, não dirija. Se ouvir RdT também. A campanha para evitar acidentes de trânsito poderia muito bem ser aplicada à banda de jazz contemporâneo que lançou o CD “Elo” em fevereiro, ainda sem previsão de show, mas exatamente no mês em que o grupo do mesmo gênero À Deriva lançou “Móbile”, transformando o jazz contemporâneo brazuca em crime de ser ouvido ao volante. E para quem ainda acha que o jazz anda rarefeito, só no jazz contemporâneo ainda houve o lançamento do download do CD “Interferências”, do Trio Improvisado, no ano passado, que ainda lançará o disco físico em 2013. Dirigibilidade complicada para o ouvinte.

Força do hip hop ao jazz une Brasil e Áustria

Movimento Elefantes

Um hip hop em alemão, mas sem palavras. É o que propõe o compositor e guitarrista Emiliano Sampaio em “Regensburg”, a última música que regerá em show inédito no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo, na segunda-feira (25/02). O show é importante porque Sampaio voltou recentemente da Áustria, após um semestre estudando na Universidade de Música e Artes Kunst Graz (KUG). Além de ser a primeira vez que ele próprio escuta as composições escritas, o próximo show só ocorrerá em fevereiro de 2014, uma vez que ele ainda continua o seu mestrado em composição e arranjo.

“Móbile” em som e imagem

entresons acompanhou o ensaio do novo disco da banda À Deriva.

À Deriva cria ‘móbile’ com materiais reciclados

Móbile no SESC Belenzinho

O grupo de jazz contemporâneo À Deriva lança “Móbile”, o seu quarto CD buscando inspiração nas instalações criadas por Alexander Calder, escultor americano, onde fios sustentam as esculturas que ganham movimento com o vento e a luz. A partir de materiais reciclados pendurados no estúdio de gravação, cujos ruídos interagem com os sons do piano, sax, flauta, acordeon, piano e bateria o À Deriva amplia as perspectivas do ouvinte a partir do fio condutor do som. O disco tem projeto fotográfico especial de Mariana Chama e projeto gráfico de Lula Carneiro.

Árvores da vida

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A Orquestra de Metais Lyra Tatuí completa 12 anos formando novos talentos da música como o trompetista Bruno Zambonini Soares, 21 anos, que tem se destacado na cena instrumental. Ele tem substituído o experiente trompetista Nahor Gomes, da Banda Mantiqueira e trompetista do Roberto Carlos. A orquestra foi criada pelo pai de Bruno, Adalto Soares, que toca o projeto educacional com a esposa sem ganhar um tostão, ensaiando em um pátio de um lar beneficiente em Tatuí, sob as árvores. “É muito romântico. Mas quando está ventando e frio acaba o romance. Não tem telhado, não tem nada”, conta Adalto Soares, professor de trompa do Conservatório de Tatuí. A Orquestra vai se apresentar na Sala São Paulo dia 17 de fevereiro, um domingo, às 11h, entrada franca.

Rumpilezz começa 2013 com muita energia

Rumpilezz Letieres Leite Foto de Fernando Eduardo

Após realizar um show em Brasília na virada do ano e de ter vivenciado uma forte experiência espiritual na casa de João de Deus, em Abadiânia, e no Vale do Amanhecer, no Distrito Federal, o maestro Letieres Leite, líder da Orkestra Rumpilezz, começa 2013 com muita energia para realizar os principais projetos musicais do grupo neste ano: fazer arranjos de músicas de Dorival Caymmi para a orquestra e gravar, no segundo semestre, o segundo disco autoral.

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