“Sons de Sobrevivência” ecoarão pelo Palacete Teresa

Sons de Sobrevivência

Vida em movimento. Experimentação. Música urbana. Estes são alguns dos elementos presentes nos sete temas do álbum “Sons de Sobrevivência”, disco lançado pela gravadora Núcleo Contemporâneo e premiado internacionalmente. No dia 23 de março, quinta-feira, às 21h30, o palco do novo espaço da Casa de Francisca, o Palacete Teresa, recebe os três músicos criadores do disco para uma noite de música e celebração. Simone Sou, que vive atualmente na Holanda, está no Brasil especialmente para o reencontro com Benjamim Taubkin e Guilherme Kastrup. Juntos eles apresentam curta temporada de shows do disco, lançado em 2015. A primeira desta série de apresentações no Brasil aconteceu em fevereiro, no Sesc Pinheiros, e teve boa receptividade e presença do público. Com carreiras independentes, “Sons de Sobrevivência” é um ponto de encontro entre os três artistas que, por meio da música, experimentam transcender para sentidos mais coletivos e humanos para a vida.

João Donato inaugura casa de shows em SP

Tupi or not Tupi - João Donato - Foto Cristina Granato

Músico lendário na cena musical brasileira, o pianista João Donato faz, nesta quinta-feira (16/03), o show inaugural do Tupi or not Tupi, nova casa de espetáculos na Vila Madalena, em São Paulo. Hoje, no entanto, o espaço já está com os seus 110 lugares reservados. Donato, que viveu por mais de uma década nos Estados Unidos, é referência internacional da Brazilian Music da geração dos anos 1950 e 1960, com seu som meio bossa nova, meio puro jazz, meio música latina. Ele estará ao piano, tendo Arismar do Espírito Santo como convidado especial e com a participação do percussionista Cléber Almeida. No cardápio, bossa-nova, samba, baião, bolero, jazz e clássicos como “Amazonas”, “A Rã”, “Nasci para Bailar”, “Minha Saudade” e “Até quem Sabe”.

TarabJazz faz a fusão da música oriental ao jazz

TarabJazz

O músico Mario Aphonso III, que há 30 anos cria pontes entre os mundos da música ocidental e oriental, está lançando um nova banda, cuja pré-estreia ocorre na sexta-feira, dia 17 de março, às 21h30, no 38 Social Clube, em São Paulo. O grupo foi batizado como TarabJazz e foi formado para celebrar o encontro da música étnica árabe com o jazz, na sua mais ampla concepção. “Não vamos tocar blues, nem standard de jazz”, diz Aphonso III. “Jazz vem da improvisação, vem da abertura que o jazz proporciona no encontro com outras linguagem e estruturas.” Além de Aphonso III, participam do grupo os músicos Ian Nain, Francisco Lobo e Vinicius Pereira.

Hermeto e Heraldo provam sua juventude

Heraldo e Hermeto no Programa Metrópolis da TV Cultura Imagem YouTube

“Querer saber sem sentir é o mesmo que querer ter fé sem ter esperança.” Essa foi uma das diversas frases poéticas ditas por Hermeto Pascoal no sábado (11/03), durante show com o guitarrista Heraldo do Monte, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Esta frase, especialmente, revela importantes características deste show e, também, da essência do que o músico batizou de “Música Universal”. “Música Universal é a música que está mais perto do céu, é a música que vai unir o mundo”, afirmou Hermeto. Os dois companheiros de longa data realizaram um show sem qualquer ensaio e, nem mesmo, repertório, como Heraldo havia explicado, na semana passada, ao entresons. A ideia da apresentação, que foi também celebrada no domingo, foi a de tocar a música que surgisse no palco, no momento. Uma hora, Hermeto desafiava Heraldo, começando no piano uma canção; depois, era a vez de Heraldo apresentar um tema. Em um tom muito bem-humorado e sem qualquer arranjo pré-definido, esses músicos incríveis, que já passaram dos 80 anos, deram uma pequena amostra do fascinante universo da explosão de constelações sonoras.

H2I: a química da improvisação

edHermeto Pascoal Gargolândia foto de Matheus José Maria

Após um ano, os multi-instrumentistas Hermeto Pascoal e Heraldo do Monte compartilharão o mesmo palco nos shows de sábado e domingo, dias 11 e 12 de março, no Sesc Pinheiros. Os músicos se conheceram na década de 1960 quando integraram o lendário Quarteto Novo. A banda, além de acompanhar o cantor e compositor Geraldo Vandré, também gravou um disco precioso, que agora completa 50 anos. Mas não é de passado que vive essa dupla, que já completaram 80 primaveras. “No show queremos nos surpreender para, assim, surpreender o público”, conta Heraldo, que completa 82 anos no dia 1 de maio. “Hermeto mora no Rio. Eu moro em São Paulo. Não sei o que vai acontecer no palco, porque não vamos ensaiar nada”, explica o músico, que não tem a mínima ideia das músicas que tocará ao lado do parceiro de longa data. “Talvez, a gente combine um tema para improvisar em cima.”

Caolho fica quem tenta entender Vinícius Chagas

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Música é para sentir, não para entender, dizem os mestres. Um deles é o multi-instrumentista Itiberê Zwarg, com quem o saxofonista Vinícius Chagas, 25 anos, realizou um curso em 2015 com grande profundidade. O jovem instrumentista lançou recentemente o CD “Moment Storm”, cuja primeira música “Lalá” me traz a sensação do mesmo workshop. Tentei entrevistar o músico, mas nossas agendas não bateram. Como aqui é um blog, e o chefe sou eu mesmo, deixo de lado o jornalismo e a curiosidade e compartilho sensações. Até porque, essa curiosidade me fez lembrar da história dos caolhos do livro “Mil e uma Noites”. E como meu psiquiatra talvez leia o blog, ele pode avaliar se um dia terei alta. É testar para ver se a musicoterapia está funcionando. “Lalá” é uma música que me causa muita alegria, traz um gosto de liberdade e poesia, de um verdadeiro jazz brasileiro. Eu só escuto a música no Deezer, mas pesquisando no Youtube dá para ver que o arranjo é de Paulio Celé, um guitarrista incrível, que também participou do curso do Itiberê no ano passado.

Curso universaliza uso de escala oriental

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Há quem veja a história como estática. Tudo está onde sempre esteve. Obviamente, não é bem assim, especialmente na música. Ao ouvir, por exemplo, o riff inicial do guitarrista Keith Richards em “Paint it Black”, música do Rolling Stone, é possível sentir um sopro da música oriental naquele chamado. Há influências mútuas entre todas as culturas. Os movimentos sutis da escala usada nesse rock é uma variação da escala oriental Maqam. Essa escala, na verdade, tem o seu registro mais antigo na Suméria, há 6.500 anos. Apesar dessa escala ter sido adotada pelos árabes, muito antes do nascimento da religião muçulmana, é um tipo de expressão que faz parte da história da humanidade, livre de registro de posse. É para dar a dimensão universal desse tipo de escala que o multi-instrumentista Ian Nain está realizando o “Curso de Improvisação Modal” no Instituto Tarab, em São Paulo.

A melodia felina de Toninho Ferragutti

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Antes de virar músico profissional, o sanfoneiro Toninho Ferragutti estudou veterinária em Botucatu, no interior de São Paulo. Talvez, pelo cuidado com os animais, ou devido à música boa que deve sair de sua casa, em São Paulo, uma gata – que depois se descobriu gato – começou a miar pedindo um aconchego logo no início do ano, quando o músico estava envolvido num projeto de gravação de um CD com um quinteto. Ele acolheu o bichano e, aos poucos, percebeu que toda a vizinhança se preparou para dar um pouco de comida e lugar onde dormir em suas garagens. “A música tem a função de juntar as pessoas, da mesma forma que o gato uniu os vizinhos”, explica o compositor em entrevista ao blog. Ele escreveu uma música para o gato, que dá nome ao trabalho, mas deixou no feminino para ficar mais charmoso. O CD foi lançado em julho, mas o quinteto se apresentará no JazzB, em São Paulo, no sábado, dia 8 de outubro.

O som dos cabarés do Oriente

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Mulheres, bebidas e fumaças. Para completar a tridimensionalidade do ambiente, a Orkestra Bandida está lançando o seu primeiro CD, que traz na capa um cão vira-lata. Utilizando instrumentos da cultura cigana oriental, os seis integrantes da banda fazem soar as músicas que animavam os cabarés, tabernas e festas do Egito, Grécia, Macedônia, entre outros países da Europa Oriental e do Oriente Médio. O grupo foi criado há quatro anos dentro da Fundação Tarab, organização dedicada aos estudos da música oriental e dirigida pelo multi-instrumentista Mario Aphonso III, em São Paulo. O CD será lançado em show no sábado, dia 24 de setembro, no Centro Cultural Rio Verde, na noite “Caravana Cigana”. O evento terá a participação da banda Grand Bazaar, tendas ciganas com comida típica, leitura de tarot e discotecagem do DJ Luciano Sallun, membro do legendário grupo Pedra Branca.

O samba instrumental de Dirceu Leite

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Todo samba é uma forma de oração. Não poderia ser diferente com o multi-instrumentista gaúcho, radicado no Rio de Janeiro, Dirceu Leite, que vive dias agitados. Participou como jurado nas últimas três edições do Prêmio da Música Brasileira – inclusive dos 50 anos de carreira de Maria Bethania -, da gravação do songbook de Jorge Aragão, dona Ivone Lara, João Nogueira e de uma roda de samba que foi tema da abertura dos jogos Paralímpicos do Rio. O músico, que já tocou ou ainda toca com mestres como Ney Matogrosso, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Beth Carvalho, prepara agora a gravação de dois novos CDs, com expectativa de serem lançados em 2017. Está entre os seus projetos a gravação do “Cacique Instrumental 2″, cuja primeira versão completa neste ano dez anos.

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