Curso universaliza uso de escala oriental

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Há quem veja a história como estática. Tudo está onde sempre esteve. Obviamente, não é bem assim, especialmente na música. Ao ouvir, por exemplo, o riff inicial do guitarrista Keith Richards em “Paint it Black”, música do Rolling Stone, é possível sentir um sopro da música oriental naquele chamado. Há influências mútuas entre todas as culturas. Os movimentos sutis da escala usada nesse rock é uma variação da escala oriental Maqam. Essa escala, na verdade, tem o seu registro mais antigo na Suméria, há 6.500 anos. Apesar dessa escala ter sido adotada pelos árabes, muito antes do nascimento da religião muçulmana, é um tipo de expressão que faz parte da história da humanidade, livre de registro de posse. É para dar a dimensão universal desse tipo de escala que o multi-instrumentista Ian Nain está realizando o “Curso de Improvisação Modal” no Instituto Tarab, em São Paulo.

A melodia felina de Toninho Ferragutti

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Antes de virar músico profissional, o sanfoneiro Toninho Ferragutti estudou veterinária em Botucatu, no interior de São Paulo. Talvez, pelo cuidado com os animais, ou devido à música boa que deve sair de sua casa, em São Paulo, uma gata – que depois se descobriu gato – começou a miar pedindo um aconchego logo no início do ano, quando o músico estava envolvido num projeto de gravação de um CD com um quinteto. Ele acolheu o bichano e, aos poucos, percebeu que toda a vizinhança se preparou para dar um pouco de comida e lugar onde dormir em suas garagens. “A música tem a função de juntar as pessoas, da mesma forma que o gato uniu os vizinhos”, explica o compositor em entrevista ao blog. Ele escreveu uma música para o gato, que dá nome ao trabalho, mas deixou no feminino para ficar mais charmoso. O CD foi lançado em julho, mas o quinteto se apresentará no JazzB, em São Paulo, no sábado, dia 8 de outubro.

O som dos cabarés do Oriente

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Mulheres, bebidas e fumaças. Para completar a tridimensionalidade do ambiente, a Orkestra Bandida está lançando o seu primeiro CD, que traz na capa um cão vira-lata. Utilizando instrumentos da cultura cigana oriental, os seis integrantes da banda fazem soar as músicas que animavam os cabarés, tabernas e festas do Egito, Grécia, Macedônia, entre outros países da Europa Oriental e do Oriente Médio. O grupo foi criado há quatro anos dentro da Fundação Tarab, organização dedicada aos estudos da música oriental e dirigida pelo multi-instrumentista Mario Aphonso III, em São Paulo. O CD será lançado em show no sábado, dia 24 de setembro, no Centro Cultural Rio Verde, na noite “Caravana Cigana”. O evento terá a participação da banda Grand Bazaar, tendas ciganas com comida típica, leitura de tarot e discotecagem do DJ Luciano Sallun, membro do legendário grupo Pedra Branca.

O samba instrumental de Dirceu Leite

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Todo samba é uma forma de oração. Não poderia ser diferente com o multi-instrumentista gaúcho, radicado no Rio de Janeiro, Dirceu Leite, que vive dias agitados. Participou como jurado nas últimas três edições do Prêmio da Música Brasileira – inclusive dos 50 anos de carreira de Maria Bethania -, da gravação do songbook de Jorge Aragão, dona Ivone Lara, João Nogueira e de uma roda de samba que foi tema da abertura dos jogos Paralímpicos do Rio. O músico, que já tocou ou ainda toca com mestres como Ney Matogrosso, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Beth Carvalho, prepara agora a gravação de dois novos CDs, com expectativa de serem lançados em 2017. Está entre os seus projetos a gravação do “Cacique Instrumental 2″, cuja primeira versão completa neste ano dez anos.

Startup desenvolve plataforma para unir músicos a lojas online

Bruno Guez

A startup israelense Revelator captou na semana passada US$ 2,5 milhões para aprimorar uma plataforma que conecta músicos a lojas digitais e empresas de serviço de streaming de música como Spotify, Deezer e Apple Music. A rodada de investimento contou com a participação dos fundos Exigent Capital, Digital Currency Group e Reinvent. Bruno Guez, que já foi diretor de música do Cirque de Soleil, é o CEO da companhia, que ajudará artistas a licenciarem seus trabalhos no mundo digital, tirando da jogada editoras de música e distribuidores.

Os espaços sonoros de Jane Ira Bloom

Jane Ira Bloom Foto de Susan Cook

Seu som já chegou a um asteroide, descoberto em 1984, e consegue chegar às células do coração de quem o ouve. A saxofonista Jane Ira Bloom, escolhida em votação pela revista DownBeat, em 2015, como um dos três músicos de sax soprano mais importantes do ano – ao lado de Wayne Shorter e Dave Liebman -, está lançando neste ano “Early Americans”, seu 16º CD, aos 61 anos. “Espaço interior e exterior são ambos de meu interesse, quer que se trate da exploração de galáxias distantes ou a psicologia do coração e mentes humanos”, diz a musicista, em entrevista ao entresons. O novo trabalho faz lembrar as sonoridades dos índios americanos e a influência dos conquistadores ingleses, em 12 músicas autorais, que são finalizadas por uma interpretação surpreendente de “Somewhere”, de Leonard Bernstein, na qual ela faz uma apresentação solo. Apesar de toda a representação que essa música pode ter para os americanos, para nós, brasileiros, há ainda um simbolismo especial, por fazer lembrar da interpretação feita por Renato Russo em “The Stonewall Celebration Concert”, de 1994.

Orkestra Bandida lança novo CD

Orkestra Bandida

A banda de música oriental Orkestra Bandida vai lançar seu primeiro CD em setembro. A Radio Marza, divisão de rádio do blog entresons, entrevistou o líder da banda, Mário Aphonso III. Em breve, o blog publicará uma nova reportagem sobre o tema, com a data e local de lançamento do trabalho, que explora a sonoridade dos cabarés e tabernas do Egito, Síria, Macedônia e Grécia.

Sesc realiza sexta edição do Jazz na Fábrica  

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O Sesc Pompeia realiza, entre 11 e 28 de agosto, um dos mais importantes eventos do calendário de jazz do país, com mais de 20 atrações nacionais e internacionais, em panorama que contempla diversidade de estilos do gênero. O Jazz na Fábrica, festival consagrado do circuito nacional do gênero, reúne mais de 20 atrações, de nove países, em sua sexta edição. Com seleção cuidadosa, a programação contempla tradição, experimentalismo e tendências do jazz, produzido por diferentes correntes e culturas, entre os dias 11 e 28 de agosto. Nomes de destaque da cena jazzística da Argentina, Brasil, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Israel, Mali, Suécia e Suíça apresentam-se no Sesc Pompeia, sempre de quinta a domingo.

“Não há espaço para novidades na grande mídia”  

Tárik de Souza

“Não há espaço para novidades na grande mídia.” A afirmação é do jornalista e crítico musical Tárik de Souza, que na década de 1980 foi apresentador do programa “Os músicos”, da TVE, um dos mais importantes espaços que o País já teve para a cena da música instrumental brasileira. Em entrevista ao entresons, Souza revela não saber que fim levou as fitas do programa, que apresentaram músicos como Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Mauro Senise, Cacau, Rildo Hora, Radamés Gnattali, Nivaldo Ornelas, entre muitos outros. “Eu também gostaria de saber onde estão as fitas do programa, se é que elas ainda existem. Tentei descobrir na antiga TVE e não tive resposta”, diz.

À Deriva frita o cérebro em novo CD

A Deriva

Cérebro frito! Era esse o cheiro que exalava das cerca de 50 almas que presenciaram, na sexta-feira 29, o show de lançamento do sexto CD do quarto de jazz À Deriva, no espaço cultural Serralheria, em São Paulo. “O muro rever o rumo” é resultado da associação da banda com o grupo de teatro Les Commedies Tropicales, mais especificamente, reflexos sonoras da última encenação, “Guerra sem batalha ou Agora e por um tempo muito longo não haverá mais vencedores neste mundo apenas vencidos”. A peça é inspirada na obra “Mauser”, de Heiner Muller, assim como na biografia do dramaturgo alemão “Guerra sem batalha: uma vida entre duas ditaduras”.

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