O samba instrumental de Dirceu Leite

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Todo samba é uma forma de oração. Não poderia ser diferente com o multi-instrumentista gaúcho, radicado no Rio de Janeiro, Dirceu Leite, que vive dias agitados. Participou como jurado nas últimas três edições do Prêmio da Música Brasileira – inclusive dos 50 anos de carreira de Maria Bethania -, da gravação do songbook de Jorge Aragão, dona Ivone Lara, João Nogueira e de uma roda de samba que foi tema da abertura dos jogos Paralímpicos do Rio. O músico, que já tocou ou ainda toca com mestres como Ney Matogrosso, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Beth Carvalho, prepara agora a gravação de dois novos CDs, com expectativa de serem lançados em 2017. Está entre os seus projetos a gravação do “Cacique Instrumental 2″, cuja primeira versão completa neste ano dez anos.

Startup desenvolve plataforma para unir músicos a lojas online

Bruno Guez

A startup israelense Revelator captou na semana passada US$ 2,5 milhões para aprimorar uma plataforma que conecta músicos a lojas digitais e empresas de serviço de streaming de música como Spotify, Deezer e Apple Music. A rodada de investimento contou com a participação dos fundos Exigent Capital, Digital Currency Group e Reinvent. Bruno Guez, que já foi diretor de música do Cirque de Soleil, é o CEO da companhia, que ajudará artistas a licenciarem seus trabalhos no mundo digital, tirando da jogada editoras de música e distribuidores.

Os espaços sonoros de Jane Ira Bloom

Jane Ira Bloom Foto de Susan Cook

Seu som já chegou a um asteroide, descoberto em 1984, e consegue chegar às células do coração de quem o ouve. A saxofonista Jane Ira Bloom, escolhida em votação pela revista DownBeat, em 2015, como um dos três músicos de sax soprano mais importantes do ano – ao lado de Wayne Shorter e Dave Liebman -, está lançando neste ano “Early Americans”, seu 16º CD, aos 61 anos. “Espaço interior e exterior são ambos de meu interesse, quer que se trate da exploração de galáxias distantes ou a psicologia do coração e mentes humanos”, diz a musicista, em entrevista ao entresons. O novo trabalho faz lembrar as sonoridades dos índios americanos e a influência dos conquistadores ingleses, em 12 músicas autorais, que são finalizadas por uma interpretação surpreendente de “Somewhere”, de Leonard Bernstein, na qual ela faz uma apresentação solo. Apesar de toda a representação que essa música pode ter para os americanos, para nós, brasileiros, há ainda um simbolismo especial, por fazer lembrar da interpretação feita por Renato Russo em “The Stonewall Celebration Concert”, de 1994.

Orkestra Bandida lança novo CD

Orkestra Bandida

A banda de música oriental Orkestra Bandida vai lançar seu primeiro CD em setembro. A Radio Marza, divisão de rádio do blog entresons, entrevistou o líder da banda, Mário Aphonso III. Em breve, o blog publicará uma nova reportagem sobre o tema, com a data e local de lançamento do trabalho, que explora a sonoridade dos cabarés e tabernas do Egito, Síria, Macedônia e Grécia.

Sesc realiza sexta edição do Jazz na Fábrica  

Cheik Tidiane Seck1

O Sesc Pompeia realiza, entre 11 e 28 de agosto, um dos mais importantes eventos do calendário de jazz do país, com mais de 20 atrações nacionais e internacionais, em panorama que contempla diversidade de estilos do gênero. O Jazz na Fábrica, festival consagrado do circuito nacional do gênero, reúne mais de 20 atrações, de nove países, em sua sexta edição. Com seleção cuidadosa, a programação contempla tradição, experimentalismo e tendências do jazz, produzido por diferentes correntes e culturas, entre os dias 11 e 28 de agosto. Nomes de destaque da cena jazzística da Argentina, Brasil, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Israel, Mali, Suécia e Suíça apresentam-se no Sesc Pompeia, sempre de quinta a domingo.

“Não há espaço para novidades na grande mídia”  

Tárik de Souza

“Não há espaço para novidades na grande mídia.” A afirmação é do jornalista e crítico musical Tárik de Souza, que na década de 1980 foi apresentador do programa “Os músicos”, da TVE, um dos mais importantes espaços que o País já teve para a cena da música instrumental brasileira. Em entrevista ao entresons, Souza revela não saber que fim levou as fitas do programa, que apresentaram músicos como Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Mauro Senise, Cacau, Rildo Hora, Radamés Gnattali, Nivaldo Ornelas, entre muitos outros. “Eu também gostaria de saber onde estão as fitas do programa, se é que elas ainda existem. Tentei descobrir na antiga TVE e não tive resposta”, diz.

À Deriva frita o cérebro em novo CD

A Deriva

Cérebro frito! Era esse o cheiro que exalava das cerca de 50 almas que presenciaram, na sexta-feira 29, o show de lançamento do sexto CD do quarto de jazz À Deriva, no espaço cultural Serralheria, em São Paulo. “O muro rever o rumo” é resultado da associação da banda com o grupo de teatro Les Commedies Tropicales, mais especificamente, reflexos sonoras da última encenação, “Guerra sem batalha ou Agora e por um tempo muito longo não haverá mais vencedores neste mundo apenas vencidos”. A peça é inspirada na obra “Mauser”, de Heiner Muller, assim como na biografia do dramaturgo alemão “Guerra sem batalha: uma vida entre duas ditaduras”.

“A conexão real é um sentimento de união”, diz Orkut

Orkut Buyukkokten

O engenheiro turco Orkut Buyukkokten, em entrevista ao entresons, dá dicas aos músicos sobre como usar hello, a nova rede social que foi lançada no Brasil na semana passada. É a quarta rede criada pelo idealizador do Orkut, a primeira a ganhar escala internacional, somando 300 milhões de usuários. Mas essa rede não resistiu ao crescimento do Facebook e de outras redes sociais, sendo fechada oficialmente pelo Google em 2014. Em março do mesmo ano, o engenheiro deixou o Google para se dedicar exclusivamente ao desenvolvimento de sua nova rede, que ele define como o local onde é possível ser autêntico e colocar em prática suas paixões. Desde que anunciou a nova rede, Orkut tem criticado as redes atuais, nas quais avalia existir espaço para ódio e o medo.

Um violão em boa companhia

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Gabriel Santiago tem 35 anos e é um dos expoentes da música brasileira, muito pouco conhecido no País. Agora, em julho, ele lança seu 8º CD, “Momentum”, no qual ele faz releituras de clássicos da música brasileira de compositores como Tom Jobim, Dorival Caymmi, Ivan Lins e Cartola. Nascido em Ilhéus, na Bahia, o violonista começou a estudar aos 7 anos e teve uma trajetória inspiradora, chegando a morar no Rio de Janeiro e, em 2008, foi estudar em Austin, no Texas, onde continua vivendo até hoje. “A gente queria fazer um disco para as pessoas, com uma força de chegar em mais pessoas. Muito diferente do que tenho feito”, explica Santiago, sobre o novo trabalho, o primeiro em que ele está sozinho no violão com uma imensa carga emocional que, muitas vezes, desagua em vocalizes. “É um disco onde não tem um solo de improviso meu, não tem. Sou eu tocando livremente as músicas, apesar de a improvisação estar lá, nas variações.”

Rodrigo Nassif Quarteto prepara novo disco

Rodrigo Nassif Quarteto

Rodrigo Nassif Quarteto, grupo de jazz brasileiro do Rio Grande do Sul, está preparando um novo trabalho inspirado nos grafites de São Paulo e no livro “Ainda estou aqui”, lançado em agosto do ano passado pelo escritor Marcelo Rubens Paiva. Na sexta-feira, 24 de junho de 2016, o conjunto se apresentou em show no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. O violonista Rodrigo Nassif, porta-voz e líder da banda, explica que nos últimos dois anos o grupo sofreu grande influência de São Paulo, devido à quantidade de shows realizados na cidade, o que não poderia ficar fora do imaginário de suas composições. Com forte influência da música de fronteira, com valsas, chamamés e o tangos-milonga, a banda utiliza dois violões que também flertam de leve com o rock e o pop.

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