Um violão em boa companhia

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Gabriel Santiago tem 35 anos e é um dos expoentes da música brasileira, muito pouco conhecido no País. Agora, em julho, ele lança seu 8º CD, “Momentum”, no qual ele faz releituras de clássicos da música brasileira de compositores como Tom Jobim, Dorival Caymmi, Ivan Lins e Cartola. Nascido em Ilhéus, na Bahia, o violonista começou a estudar aos 7 anos e teve uma trajetória inspiradora, chegando a morar no Rio de Janeiro e, em 2008, foi estudar em Austin, no Texas, onde continua vivendo até hoje. “A gente queria fazer um disco para as pessoas, com uma força de chegar em mais pessoas. Muito diferente do que tenho feito”, explica Santiago, sobre o novo trabalho, o primeiro em que ele está sozinho no violão com uma imensa carga emocional que, muitas vezes, desagua em vocalizes. “É um disco onde não tem um solo de improviso meu, não tem. Sou eu tocando livremente as músicas, apesar de a improvisação estar lá, nas variações.”

Rodrigo Nassif Quarteto prepara novo disco

Rodrigo Nassif Quarteto

Rodrigo Nassif Quarteto, grupo de jazz brasileiro do Rio Grande do Sul, está preparando um novo trabalho inspirado nos grafites de São Paulo e no livro “Ainda estou aqui”, lançado em agosto do ano passado pelo escritor Marcelo Rubens Paiva. Na sexta-feira, 24 de junho de 2016, o conjunto se apresentou em show no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. O violonista Rodrigo Nassif, porta-voz e líder da banda, explica que nos últimos dois anos o grupo sofreu grande influência de São Paulo, devido à quantidade de shows realizados na cidade, o que não poderia ficar fora do imaginário de suas composições. Com forte influência da música de fronteira, com valsas, chamamés e o tangos-milonga, a banda utiliza dois violões que também flertam de leve com o rock e o pop.

Jobim Sem Palavras

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“Meu nome é Antonio Carlos Jobim, mais conhecido como Tom Jobim, Tom do Vinicius… Quando eu falava no telefone… ‘É o Tom’. E o sujeito dizia: ‘Que Tom?’. E eu: ‘O Tom do Vinicius!’ ‘Ah sim, pois não.’” Este é o início do depoimento que Tom Jobim deu sobre Vinicius de Moraes, que foi incluído no CD “Vinicius 90 Anos”, produzido pela jornalista e esposa do poeta Gilda Mattoso. A frase revela a grandiosa simbiose entre dois músicos maravilhosos, cuja parceria foi além da peça “Orfeu da Conceição”, estendendo-se para músicas como “Insensatez”, “Garota de Ipanema”, “Amor em Paz”, “Chega de Saudade”, entre tantas outras preciosidades que marcaram a história da música. A frase de Jobim revela, também, muita humildade, responsável por tê-lo feito tão grande, do tamanho do Brasil. A sua obra é frequentemente visitada, servindo de inspiração para muitos músicos e amantes da música. Por motivos diversos, eu conhecia apenas o “Tom do Vinicius” até ouvir, pela primeira vez, e ao vivo, as diversas composições instrumentais que o maestro criou ao longo de sua carreira, em um show ao vivo com o quinteto organizado pelo músico Mario Aphonso III.

Alex Lameira no oceano da Música Universal

Alex Lameira

Quando você pergunta a alguém se conhece o trabalho de Hermeto Pascoal vai dizer que nunca ouviu falar ou, no máximo, vai lembrar do músico tocando algum instrumento exótico, como uma chaleira cheia de água. Sim, ele toca qualquer instrumento, especialmente aqueles que não são convencionais. Mas, por falta de um sistema justo de difusão de arte, talvez nunca tenha ouvido “Amor, Paz e Esperança”. Sua genialidade em fundir música brasileira com jazz e sua peculiar forma de compor o levaram a criar um sistema de chamado Música Universal. O guitarrista Alex Lameira bebeu nessa fonte e lançou em fevereiro de 2016 o seu primeiro CD com essa pegada, com uma arte de capa que mergulha nesse universo.

Magno Bissoli vibra em defesa da Terra ao comemorar 40 anos de carreira

Magno Bissoli

A exemplo de inúmeros artistas, uma trilha acidentada foi o que Magno Bissoli encontrou ao se transferir para São Paulo no fim da década de 1970, após deixar sua cidade natal, Jacareí, no Vale do Paraíba. Hoje, aos 60 anos, completos no dia 19 de fevereiro, sente que o caminho que seguiu nesses seus 40 anos de carreira não lhe poupou de sacrifícios, mas o preencheu de muitas amizades e muita inspiração, que contribuíram para enriquecer a história do jazz brasileiro. Para comemorar essas datas, o baterista e compositor lançará dois álbuns em 2016. O primeiro, “Cidadãos deste Planeta”, terá show de apresentação no dia 21 de maio, na Galeria Mezanino. Até o fim do ano, o músico planeja produzir outro álbum com convidados do Brasil e do exterior. “Cidadãos deste Planeta” conta com oito músicas, presentes nos discos “Caixa Preta” e “Nativ”, mas soam em novos arranjos, passando da formação de big band para a de quinteto, com vibrações em defesa do meio ambiente e justiça social.

Homenagem a Paulo Moura terá dueto entre Proveta e Yamandu Costa

Paulo Moura Instituto Paulo Moura

O saxofonista e clarinetista paulista Naylor Proveta e o violonista gaúcho Yamandu Costa prestarão uma grande homenagem ao músico Paulo Moura, morto em 2010 após lutar contra um câncer linfático, tendo inclusive feito uma jam session dentro do quarto do hospital. Proveta e Yamandu vão tocar as músicas de “El Negro Del Blanco”, que o violinista lançou em 2004 com Moura, rendendo a este o Prêmio TIM de Melhor Solista Popular, em 2005. O show acontecerá entre os dias 5 a 11 de dezembro, durante a 13ª edição do Festival ChorandoSemParar, realizado em São Carlos. O evento fará uma reverência ao músico de São José do Rio Preto, que swingou no choro, no samba e chorou no jazz, responsável por discos memoráveis como, por exemplo, a obra-prima “Confusão Urbana, Suburbana e Rural”, de 1976. E, de quebra, uma homenagem ao próprio Proveta, que lançou entre o fim de 2015 e início de 2016 os CDs “Coreto no Leme” e “Velhos Companheiros de K-Ximbinho”, em homenagem ao também maestro, arranjador e saxofonista Sebastião de Barros, o K-Ximbinho.

Poesia musical de Fábio Caramuru agora em vídeo

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Um amigo muito querido é sempre visitado por pássaros quando anda pela floresta, no Espírito Santo. Em sua chácara, quando toca piano, geralmente também pousam sobre o instrumento beija-flores. O pianista Fábio Caramuru, sem saber dessa história, trouxe para a sua música os sons de toda a floresta no CD “EcoMúsica – Conversas de um piano com a fauna brasileira”, lançado no final de 2015. Nesta terça-feira (19/04), ele lança o primeiro vídeo clipe do CD com a música “Cigarra”. O clipe estreia no portal UOL e no aplicativo de música Deezer, no qual já é possível ouvir as composições.

Vozes Saraivadas na volúpia dos violões

Chico Saraiva Foto de Daniel Kersys

Um instrumento acompanhando uma voz é algo tão antigo quanto a história da humanidade. No Brasil, segundo o violonista e compositor Chico Saraiva, em muitos casos esse instrumento é o violão, numa simbiose tão grande que chega muitas vezes a ser ele a própria voz. Essa intersecção entre o instrumento solo e a sua interação com a canção inspirou o músico de tal forma que ela pode ser ouvida no CD “Galope” e lida na tese de mestrado “Violão-Canção: diálogos entre o violão solo e a canção popular no Brasil”, que se transformará em livro e documentário. O livro já está nas mãos de uma editora, o curta-metragem será oficialmente exibido até julho de 2016 e o CD terá show de lançamento em breve.

Jazz manouche

Documentário sobre o 3˚ Festival de Jazz Manouche de Piracicaba.

Alice no País de Tomás Improta

A volta de Alice

Após quase 20 anos sem compor, o pianista e jornalista Tomás Improta decidiu gravar seu quinto CD e começou a ensaiar no estúdio do amigo Carlos Pontual, que mora em São Paulo mas tem um espaço para ensaios no Rio de Janeiro. Compôs oito músicas, mas só levou a sério duas. Uma outra ele chegou até mesmo a jogá-la no lixo. Mas Pontual pegou o manuscrito do lixo e mostrou para o amigo que ele estava perdendo uma preciosidade. Mudou umas coisas aqui e alí, e assim nasceu “A volta de Alice”, música que tomou conta do trabalho como um todo até chegar a batizar o CD e a arte da capa, com o desenho de “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, e fotos do espaço sideral, com várias estrelas e nebulosas bem alinhadas pela designer Aline Carrer.

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