Alex Lameira no oceano da Música Universal

Alex Lameira

Quando você pergunta a alguém se conhece o trabalho de Hermeto Pascoal vai dizer que nunca ouviu falar ou, no máximo, vai lembrar do músico tocando algum instrumento exótico, como uma chaleira cheia de água. Sim, ele toca qualquer instrumento, especialmente aqueles que não são convencionais. Mas, por falta de um sistema justo de difusão de arte, talvez nunca tenha ouvido “Amor, Paz e Esperança”. Sua genialidade em fundir música brasileira com jazz e sua peculiar forma de compor o levaram a criar um sistema de chamado Música Universal. O guitarrista Alex Lameira bebeu nessa fonte e lançou em fevereiro de 2016 o seu primeiro CD com essa pegada, com uma arte de capa que mergulha nesse universo.

Magno Bissoli vibra em defesa da Terra ao comemorar 40 anos de carreira

Magno Bissoli

A exemplo de inúmeros artistas, uma trilha acidentada foi o que Magno Bissoli encontrou ao se transferir para São Paulo no fim da década de 1970, após deixar sua cidade natal, Jacareí, no Vale do Paraíba. Hoje, aos 60 anos, completos no dia 19 de fevereiro, sente que o caminho que seguiu nesses seus 40 anos de carreira não lhe poupou de sacrifícios, mas o preencheu de muitas amizades e muita inspiração, que contribuíram para enriquecer a história do jazz brasileiro. Para comemorar essas datas, o baterista e compositor lançará dois álbuns em 2016. O primeiro, “Cidadãos deste Planeta”, terá show de apresentação no dia 21 de maio, na Galeria Mezanino. Até o fim do ano, o músico planeja produzir outro álbum com convidados do Brasil e do exterior. “Cidadãos deste Planeta” conta com oito músicas, presentes nos discos “Caixa Preta” e “Nativ”, mas soam em novos arranjos, passando da formação de big band para a de quinteto, com vibrações em defesa do meio ambiente e justiça social.

Homenagem a Paulo Moura terá dueto entre Proveta e Yamandu Costa

Paulo Moura Instituto Paulo Moura

O saxofonista e clarinetista paulista Naylor Proveta e o violonista gaúcho Yamandu Costa prestarão uma grande homenagem ao músico Paulo Moura, morto em 2010 após lutar contra um câncer linfático, tendo inclusive feito uma jam session dentro do quarto do hospital. Proveta e Yamandu vão tocar as músicas de “El Negro Del Blanco”, que o violinista lançou em 2004 com Moura, rendendo a este o Prêmio TIM de Melhor Solista Popular, em 2005. O show acontecerá entre os dias 5 a 11 de dezembro, durante a 13ª edição do Festival ChorandoSemParar, realizado em São Carlos. O evento fará uma reverência ao músico de São José do Rio Preto, que swingou no choro, no samba e chorou no jazz, responsável por discos memoráveis como, por exemplo, a obra-prima “Confusão Urbana, Suburbana e Rural”, de 1976. E, de quebra, uma homenagem ao próprio Proveta, que lançou entre o fim de 2015 e início de 2016 os CDs “Coreto no Leme” e “Velhos Companheiros de K-Ximbinho”, em homenagem ao também maestro, arranjador e saxofonista Sebastião de Barros, o K-Ximbinho.

Poesia musical de Fábio Caramuru agora em vídeo

EcoMúsica1

Um amigo muito querido é sempre visitado por pássaros quando anda pela floresta, no Espírito Santo. Em sua chácara, quando toca piano, geralmente também pousam sobre o instrumento beija-flores. O pianista Fábio Caramuru, sem saber dessa história, trouxe para a sua música os sons de toda a floresta no CD “EcoMúsica – Conversas de um piano com a fauna brasileira”, lançado no final de 2015. Nesta terça-feira (19/04), ele lança o primeiro vídeo clipe do CD com a música “Cigarra”. O clipe estreia no portal UOL e no aplicativo de música Deezer, no qual já é possível ouvir as composições.

Vozes Saraivadas na volúpia dos violões

Chico Saraiva Foto de Daniel Kersys

Um instrumento acompanhando uma voz é algo tão antigo quanto a história da humanidade. No Brasil, segundo o violonista e compositor Chico Saraiva, em muitos casos esse instrumento é o violão, numa simbiose tão grande que chega muitas vezes a ser ele a própria voz. Essa intersecção entre o instrumento solo e a sua interação com a canção inspirou o músico de tal forma que ela pode ser ouvida no CD “Galope” e lida na tese de mestrado “Violão-Canção: diálogos entre o violão solo e a canção popular no Brasil”, que se transformará em livro e documentário. O livro já está nas mãos de uma editora, o curta-metragem será oficialmente exibido até julho de 2016 e o CD terá show de lançamento em breve.

Jazz manouche

Documentário sobre o 3˚ Festival de Jazz Manouche de Piracicaba.

Alice no País de Tomás Improta

A volta de Alice

Após quase 20 anos sem compor, o pianista e jornalista Tomás Improta decidiu gravar seu quinto CD e começou a ensaiar no estúdio do amigo Carlos Pontual, que mora em São Paulo mas tem um espaço para ensaios no Rio de Janeiro. Compôs oito músicas, mas só levou a sério duas. Uma outra ele chegou até mesmo a jogá-la no lixo. Mas Pontual pegou o manuscrito do lixo e mostrou para o amigo que ele estava perdendo uma preciosidade. Mudou umas coisas aqui e alí, e assim nasceu “A volta de Alice”, música que tomou conta do trabalho como um todo até chegar a batizar o CD e a arte da capa, com o desenho de “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, e fotos do espaço sideral, com várias estrelas e nebulosas bem alinhadas pela designer Aline Carrer.

Pó de Café produz CD descafeinado

Pó de Café 2

Num país no qual é necessário um esforço gigantesco da antropologia para se entender a cultura que cria sucessos estrondosos de forrós maliciosos e sertanejos que cursam o terceiro grau, prioridade da grande mídia mas que são também ancorados por ávidos fãs, é positivo a existência de artistas que criem obras mais elaboradas e que sejam sim comerciais, mas não puro reclames publicitários. No entanto, há também bandas nesta área que parecem tropeçar na criatividade, como o grupo de jazz Pó de Café, de Ribeirão Preto, que lançou em novembro de 2015 “Amérika”, seu segundo CD, e que tem realizado no início de 2016 shows com o novo trabalho. Não é uma questão de gostar ou não das composições, uma vez que a qualidade é a de quem ouve, mas sim de questionar o conceito do trabalho.

Hector Costita tocará o “jazz do dentista” em Curitiba

Hector Costita - Foto de Rogério-Vieira_2014_05_16_3819 - Itaú Cultural

Compositores sempre se inspiraram em mulheres encantadoras, amores indizíveis, utopias sociais e até mesmo, dizem as más línguas, em homenagem a seu próprio traficante, como no caso de “Moose the Mooche”, do saxofonista Charlie Parker. O saxofonista e compositor Hector Costita, de 81 anos, inspirou-se em seu dentista na sua mais nova composição jazzística, que estará presente em seus shows que realizará em Curitiba, Blumenau, Uruguai e Argentina até o fim de fevereiro. Em Curitiba serão cinco shows, entre os dias 19 a 23 de janeiro.

Há amor no Oriente Médio

Rosa

A violência nos países do Oriente Médio, com guerras infindáveis e migração em massa que está mudando a cara da Europa, encobre a riqueza de culturas milenares que deram imensa contribuição para o desenvolvimento da humanidade no que se refere à astronomia, saúde, matemática e, principalmente, nas artes. Enquanto que o vermelho do sangue das vítimas de extremistas, sejam eles Ocidentais ou Orientais, nos levam a suspeitar que o teórico americano Samuel Hungtington estaria certo em sua absurda tese em que buscou provar por A mais B que o mundo islâmico seria muito mais violento que qualquer outro, músicos brasileiros e sírios revelam o quanto há de amor na cultura Oriental, de árabes cristãos, muçulmanos, espíritas ou ateus.

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