Todas as noites serão de eclipse

ECLIPSE_Claudio Capucho

Um jogo de palavras sobre a temperatura ideal para se viver gerou o título do primeiro CD do Rodrigo Nassif Quarteto “Todos os dias serão de outono”, lançado em julho deste ano e que ficou em primeiro lugar de downloads na Apple Store em agosto. Com uma mistura muito sensível de estilos tão variados quanto o rock, valsa, jazz e ritmos da cultura popular latina como o chamamé e o tango-milonga, o grupo prova que a riqueza musical brasileira não tem limites, tamanha é a porosidade capaz de absorver elementos culturais diversos, que podem ser unidos em uma formação musical contemporânea. O grupo realizará show no dia 18 de outubro no Sesc Campinas e no dia 19 de outubro no Instrumental Sesc Brasil, em São Paulo.

Samba Jazz na idade de frigir os ovos

Ilustração de Carlinhos Müller - Setembro de 2015

O que veio primeiro? O ovo ou a galinha? Muito de nossa ciência se tem investido para responder a essa pergunta, especialmente quando o assunto é saúde e longevidade. Pesquisas e mais pesquisas sugerem com o que devemos nos alimentar, que estilo de vida devemos seguir. Porém, ao passo que cada ser é único em sua caminhada, nada do que for prescrito pode surtir efeito se não se levar em conta o mais sábio dos conselhos: saber viver o presente. Um grupo de músicos que está chegando ou que já passou dos 80 anos, associados a um produtor que há anos tem se dedicado a contar suas histórias em livros, decidiram deixar de lado o dilema para quebrar o ovo, lançando-o diretamente na frigideira. Um dos eventos em que esses estalos ocorrerão nos paladares poderá ser sentido em um show gratuito no dia 1 de novembro, no Sesc Campo Limpo, no projeto “Samba Jazz – A Origem”.

Músico maranhense teve que dar relógio em troca de comida para não passar fome em São Paulo

Caminhos de Papete

O músico maranhense José de Ribamar Viana, o Papete, está escrevendo um livro contando a história de sua vida, desde os apuros que passou ao chegar em São Paulo, em 1968, até as conquistas, como gravar 23 CDs, conhecer músicos admiráveis, subir ao palco de prestigiados festivais, como o de Montreaux, na Suíça, e ser reconhecido como um dos maiores percussionistas do mundo. Papete lançará em São Paulo, em novembro, o contagiante CD duplo “Sr. José” e o livro “Os Senhores Cantadores, Amos e Poetas do Bumba Meu Boi do Maranhão”, que eterniza a vida de 34 mestres do Bumba Meu Boi. Nos dias 6 e 7 de agosto, a reportagem do blog entresons pode ficar bem perto deste músico culto e polêmico, que conhece os ritmos dos toques das mais variadas tradições da cultura popular brasileira.

Onde o rio encontra o mar

Papete (1)

O trabalho do músico maranhense José de Ribamar Viana, mais conhecido como Papete, pode ser comparado à água: é tão vital quanto o líquido precioso que alimenta a terra. Papete completará 68 anos em novembro, mês que escolheu para fazer o lançamento em São Paulo de dois trabalhos, já lançados no Maranhão, que mostram a profundidade da cultura popular maranhense e sua projeção no mundo enquanto cultura pop. O primeiro é o livro “Os Senhores Cantadores, Amos e Poetas do Bumba Meu Boi do Maranhão”, no qual revela a história dos 34 mestres mais representativos do Bumba Meu Boi no Estado; o segundo é o CD duplo “Sr. José… de Ribamar e outras praias…”, verdadeira fonte da juventude do artista, que ao usar técnicas de gravação e levar um espírito de esperança em sua interpretação o faz soar como um garoto de 20 anos.

Duofel e Benjamim Taubkin pela primeira vez juntos em um show

A Casa do Núcleo apresenta encontro inédito entre Duofel e Benjamim Taubkin, no dia 12 de setembro, sábado, às 21h. Nesta noite o diálogo entre os violões e o piano poderá ser apreciado pelo público. O trabalho do Duofel é resultado de 35 anos de pesquisas, ensaios e shows diversos. Luiz Bueno, paulistano, 60 anos, e Fernando Melo, alagoano de Arapiraca, 56 anos, têm em comum o fato de serem autodidatas e de acreditarem com rara obstinação, no sucesso de uma proposta musical. Benjamim Taubkin, pianista, produtor, arranjador e compositor, realiza diversos projetos com música brasileira e seu diálogo com as outras culturas, o vêm sendo seu campo de atividades. Dirige a produtora e gravadora Núcleo Contemporâneo desde seu início e é idealizador da Casa do Núcleo.

Quem entender morre

1Mùsica Universal Foto de Cássia Betânia P Rocha

“Eu sinto (a música), mas não consigo entender”, diz o saxofonista Vinícius Chagas entre os intervalos de um curso. Ele tocava seu sax tenor no hall de entrada das salas de ensaio do sexto andar do Sesc Vila Mariana, frente ao imenso vão livre, que corta todos os andares e por onde flutuam, em movimentos circulares, baleias coloridas de um móbile. Vinícius buscava na razão uma forma de memorizar uma frase que havia sido lhe passada simplesmente cantando, durante o curso de Música Universal do multi-instrumentistas Itiberê Zwarg, cuja essência é exatamente a de ensinar música por senti-la, nunca por entendê-la.

Pianista brasileira transporta a memória em uma gota de oceano

Cândida Borges Mar

A pianista brasileira Cândida Borges tem uma relação estreita com o mar, seja pela sua beleza e incrível força, seja por representar o inconsciente em várias culturas. Por onde ela anda, carrega consigo água do mar e areia. Estes dois elementos têm um papel essencial em seu recém lançado vídeo clipe da música “Memória e Fado”, de Egberto Gismonti, que foi escolhido para ser exibido como filme arte na exposição Archimedes’ Bathtub, promovida pela New York Foundation for the Arts. Cândida é um dos 22 talentos escolhidos pela NYFA em seu programa de artistas imigrantes de países como Rússia, Filipinas, Irã, Ucrânia, Bósnia, Alemanha, Chile, entre outros. Até outubro, a musicista espera lançar o vídeo clipe em apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Saracotia lança novo single e se apresenta no Sesc Vila Mariana dia 19 de agosto

O trio instrumental Saracotia está prestes a lançar seu segundo álbum, “A Vista do Ponto”. Com show marcado em São Paulo, no Sesc Vila Mariana dia 19 de agosto (quarta), Rafael Marques (bandolim de 10 cordas), Rodrigo Samico (violão de 7 cordas) e Márcio Silva (bateria) acabam de lançar o primeiro single extraído do novo trabalho, “Dia de Sorte”.

Duo Graffiti se apresenta no projeto Ouvido Absoluto

Formado pela flautista Cássia Carrascoza e pelo percussionista Ricardo Bologna, o Duo Graffiti apresenta-se uma vez mais na cidade mostrando sua música original, que rompe as fronteiras entre o popular e o erudito. O concerto acontece no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em nova fase de “Ouvido Absoluto”, série dedicada à música de câmara, no sábado, dia 15 de Agosto, às 12h00. Os músicos criaram em 2010 o Duo Graffiti. Desde então, dedicam-se a mostrar em gravações e apresentações um lindo repertório para uma formação instrumental rara: flauta transversal e marimba.

“Tempo” e o jazz ostentação

Guilherme Ribeiro Foto de Dani Gurgel

Guilherme Ribeiro, pianista e sanfoneiro de muita sensibilidade e talento, fez em maio de 2015 o lançamento do quarto CD de sua carreira, no qual ele explorou compassos ímpares, por isso “Tempo” é o nome do trabalho, que contém sete músicas autorais e uma releitura de “Canto de Ossanha”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes. Os temas autorais não são tão inspiradores quanto os de “Calmaria”, CD autoral de estreia do músico, em 2011, mostrando uma preocupação maior com a métrica, buscando uma aproximação com o pop. O estilo de improvisação do saxofonista Felipe Salles também intriga por parecer seguir uma corrente segundo a qual a pausa parece inexistir. O grupo se apresentará em show na Central das Artes, em São Paulo, no dia 12 de agosto.

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