Duofel e Benjamim Taubkin pela primeira vez juntos em um show

A Casa do Núcleo apresenta encontro inédito entre Duofel e Benjamim Taubkin, no dia 12 de setembro, sábado, às 21h. Nesta noite o diálogo entre os violões e o piano poderá ser apreciado pelo público. O trabalho do Duofel é resultado de 35 anos de pesquisas, ensaios e shows diversos. Luiz Bueno, paulistano, 60 anos, e Fernando Melo, alagoano de Arapiraca, 56 anos, têm em comum o fato de serem autodidatas e de acreditarem com rara obstinação, no sucesso de uma proposta musical. Benjamim Taubkin, pianista, produtor, arranjador e compositor, realiza diversos projetos com música brasileira e seu diálogo com as outras culturas, o vêm sendo seu campo de atividades. Dirige a produtora e gravadora Núcleo Contemporâneo desde seu início e é idealizador da Casa do Núcleo.

Quem entender morre

1Mùsica Universal Foto de Cássia Betânia P Rocha

“Eu sinto (a música), mas não consigo entender”, diz o saxofonista Vinícius Chagas entre os intervalos de um curso. Ele tocava seu sax tenor no hall de entrada das salas de ensaio do sexto andar do Sesc Vila Mariana, frente ao imenso vão livre, que corta todos os andares e por onde flutuam, em movimentos circulares, baleias coloridas de um móbile. Vinícius buscava na razão uma forma de memorizar uma frase que havia sido lhe passada simplesmente cantando, durante o curso de Música Universal do multi-instrumentistas Itiberê Zwarg, cuja essência é exatamente a de ensinar música por senti-la, nunca por entendê-la.

Pianista brasileira transporta a memória em uma gota de oceano

Cândida Borges Mar

A pianista brasileira Cândida Borges tem uma relação estreita com o mar, seja pela sua beleza e incrível força, seja por representar o inconsciente em várias culturas. Por onde ela anda, carrega consigo água do mar e areia. Estes dois elementos têm um papel essencial em seu recém lançado vídeo clipe da música “Memória e Fado”, de Egberto Gismonti, que foi escolhido para ser exibido como filme arte na exposição Archimedes’ Bathtub, promovida pela New York Foundation for the Arts. Cândida é um dos 22 talentos escolhidos pela NYFA em seu programa de artistas imigrantes de países como Rússia, Filipinas, Irã, Ucrânia, Bósnia, Alemanha, Chile, entre outros. Até outubro, a musicista espera lançar o vídeo clipe em apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Saracotia lança novo single e se apresenta no Sesc Vila Mariana dia 19 de agosto

O trio instrumental Saracotia está prestes a lançar seu segundo álbum, “A Vista do Ponto”. Com show marcado em São Paulo, no Sesc Vila Mariana dia 19 de agosto (quarta), Rafael Marques (bandolim de 10 cordas), Rodrigo Samico (violão de 7 cordas) e Márcio Silva (bateria) acabam de lançar o primeiro single extraído do novo trabalho, “Dia de Sorte”.

Duo Graffiti se apresenta no projeto Ouvido Absoluto

Formado pela flautista Cássia Carrascoza e pelo percussionista Ricardo Bologna, o Duo Graffiti apresenta-se uma vez mais na cidade mostrando sua música original, que rompe as fronteiras entre o popular e o erudito. O concerto acontece no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em nova fase de “Ouvido Absoluto”, série dedicada à música de câmara, no sábado, dia 15 de Agosto, às 12h00. Os músicos criaram em 2010 o Duo Graffiti. Desde então, dedicam-se a mostrar em gravações e apresentações um lindo repertório para uma formação instrumental rara: flauta transversal e marimba.

“Tempo” e o jazz ostentação

Guilherme Ribeiro Foto de Dani Gurgel

Guilherme Ribeiro, pianista e sanfoneiro de muita sensibilidade e talento, fez em maio de 2015 o lançamento do quarto CD de sua carreira, no qual ele explorou compassos ímpares, por isso “Tempo” é o nome do trabalho, que contém sete músicas autorais e uma releitura de “Canto de Ossanha”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes. Os temas autorais não são tão inspiradores quanto os de “Calmaria”, CD autoral de estreia do músico, em 2011, mostrando uma preocupação maior com a métrica, buscando uma aproximação com o pop. O estilo de improvisação do saxofonista Felipe Salles também intriga por parecer seguir uma corrente segundo a qual a pausa parece inexistir. O grupo se apresentará em show na Central das Artes, em São Paulo, no dia 12 de agosto.

“Dois na Rede” entre Iguape e São Francisco

Mauro e Gilson

O saxofonista e flautista Mauro Senise comemora 25 anos de parceria musical e de amizade com o arranjador, compositor e pianista Gilson Peranzzetta com o CD “Dois na Rede”, lançado em junho último e gravado ao vivo em outubro de 2014, no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro. A agenda de show é extensa, do interior de São Paulo até São Francisco, nos Estados Unidos. A dupla fez palestra e show no dia 10 de julho no Iguape Jazz & Blues Festival, em Iguape, no litoral de São Paulo. O festival reuniu nomes importantes do jazz brasileiro, como grupo paulistano Trio Corrente, vencedor do Grammy de melhor algum de jazz latino no ano passado, o trombonista Raul de Souza e o Ulisses Rocha Trio. Senise e Peranzzetta realizarão ainda shows nos meses seguintes em Petrópolis, Salvador, Rio de Janeiro e, em agosto, estarão no San Francisco Jazz Center, nos Estados Unidos.

O pífano paulista de Zé Claudio e Banda Bambu

Ze Claudio e Banda Bambu

Há dez anos, um show mudaria a vida de Zé Claudio, em Botucatu, no interior de São Paulo. Flautista e saxofonista desde 1977, ele acompanhava o interesse de um amigo em construir pífanos. Mas o impulso definitivo que teve para investir sua vida no instrumento de bambu, cuja origem se mistura no Brasil com as flautas indígenas e os “pífaros” portugueses, ocorreu em 2005 quando se apresentou na cidade a banda Pífanos Matuá, de Campinas. “Eu já estava começando a fazer os meus pífanos. Depois que eles vieram prá cá, eu fiquei empolgado, e quis fazer uma banda também. E comecei a fazer o pífano procurando fazer afinado, fazia com afinador eletrônico, ia furando até conseguir a nota, para fazer a escala maior afinadinha”, conta o músico, que produz até 12 instrumentos por mês e lidera a Banda Bambu.

Núcleo Contemporâneo chega à maioridade cultivando a independência

Casa do Núcleo

Um dos principais desafios de um artista é conseguir sobreviver com a cultura que ele produz. No caso específico dos músicos da chamada música instrumental, ou jazz brasileiro, a questão é ainda mais delicada. E um bom exemplo de que é possível conciliar arte, sem concessões ao mercado, com retorno financeiro que dê o mínimo de dignidade ao artista é uma iniciativa que foi lançada em 1997: o Núcleo Contemporâneo, que é ao mesmo tempo produtora e gravadora, e que lançou há quatro anos em São Paulo a Casa do Núcleo, um local de encontro dos artistas relacionados ao movimento e seu público. Nesses 18 anos, a iniciativa que deu certo e produziu 45 CDs e distribui outros 45, de artistas como Na Ozzetti, Naná Vasconcelos, Marco Pereira e Hamilton de Holanda, entre outros. Ao todo, foram vendidos 120 mil CDs.

Em apresentação única no Brasil, o sardo Paolo Angeli apresenta a música original que cria com seu violão

Paulo Angeli músico sardo - Foto Nanni Angeli 03

O músico sardo Paolo Angeli, 45, apresenta em São Paulo, em 8 de Junho, no teatro do Sesc Consolação, às 19 horas, um concerto único no qual, acompanhado por seu violão preparado, vai levar o público a uma viagem solitária ao redor do Mediterrâneo. “A navegação solitária – explica Angeli – é a coisa mais linda que pode existir. Você encara a sua intimidade, o passar do tempo. Encara uma música que já vez parte de você, mas percebe que ao longo dos anos será como uma roupa que já não usará mais. Eu gosto de ariscar, navegar a vista, evocando a poesia do sextante, dos medos e dos papéis náuticos. Toda vez eu tento alterar a margem de risco, com a consciência de que a terra firme me espera. E ali as composições afloram, são ilhas a explorar e abandonar para seguir saboreando a beleza da navegação ao longo da costa”.

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