O som dos cabarés do Oriente

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Mulheres, bebidas e fumaças. Para completar a tridimensionalidade do ambiente, a Orkestra Bandida está lançando o seu primeiro CD, que traz na capa um cão vira-lata. Utilizando instrumentos da cultura cigana oriental, os seis integrantes da banda fazem soar as músicas que animavam os cabarés, tabernas e festas do Egito, Grécia, Macedônia, entre outros países da Europa Oriental e do Oriente Médio. O grupo foi criado há quatro anos dentro da Fundação Tarab, organização dedicada aos estudos da música oriental e dirigida pelo multi-instrumentista Mario Aphonso III, em São Paulo. O CD será lançado em show no sábado, dia 24 de setembro, no Centro Cultural Rio Verde, na noite “Caravana Cigana”. O evento terá a participação da banda Grand Bazaar, tendas ciganas com comida típica, leitura de tarot e discotecagem do DJ Luciano Sallun, membro do legendário grupo Pedra Branca.

Orkestra Bandida lança novo CD

Orkestra Bandida

A banda de música oriental Orkestra Bandida vai lançar seu primeiro CD em setembro. A Radio Marza, divisão de rádio do blog entresons, entrevistou o líder da banda, Mário Aphonso III. Em breve, o blog publicará uma nova reportagem sobre o tema, com a data e local de lançamento do trabalho, que explora a sonoridade dos cabarés e tabernas do Egito, Síria, Macedônia e Grécia.

Música em ponto de mutação

Foto de Luís Dávila - Vila Imagem — com Mario Aphonso III em Munhoz MG

É possível que seja mais comum que se imagina a ocorrência diária, em qualquer parte do mundo, de um final de tarde parecido com aquele das últimas cenas do filme “Ponto de Mutação” (Mindwalk, EUA, 1990), inspirado no livro “O Ponto de Mutação”, de Fritjof Capra (1983). No filme, uma cientista, um político e um poeta debatem as barreiras para se colocar em prática uma nova visão da vida não mais baseada no modelo cartesiano, que reduz o tempo e o homem a máquinas, mas em uma perspectiva integrada, em um sistema complexo de relações. Debates como este do enredo do filme estão na base de movimentos como o de defesa do meio ambiente, que floresceu em escala planetária nos anos 1980, de novas abordagens científicas, além de instigaram novas concepções sobre a cultura e a arte. Independentemente de terem visto o filme e compartilharem ou não as ideias sobre a teoria dos sistemas e da física quantica, dois artistas brasileiros de universos diferentes tiveram um por do sol semelhante ao do filme, representando o poeta, aquele que constrói a invisível teia de sentidos de uma nova forma de estar no mundo. Mario Aphonso III e MC Joul, cada um do seu jeito, criaram movimentos artísticos e sociais a partir da fusão da cultura brasileira com a norte-americana e a oriental, promovendo uma mudança de percepção estética e educativa.

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