20 minutos e muita história

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“Meu amigo, meu compadre, meu irmão. Escreva sua história pelas suas próprias mãos.” Ao ouvir esse refrão, da música “Como Diria Dylan”, de Zé Geraldo, Douglas Man encontrou o seu caminho. Nascido no Jardim Imperador, em São Paulo, Douglas cresceu ouvindo modas de viola de duplas como Tonico e Tinoco. À época, algumas ruas do bairro da periferia da capital ainda eram de terra, o que deixavam mais naturais essas notas soltas no ar, criando um clima ainda maior de interior. “Eu comecei a ser tocado pela música de viola, a música sertaneja de raiz”, lembra. Ganhou um violão, aprendendo a tocar sozinho nos livrinhos que se vendiam em bancas de jornal. E foi com Zé Geraldo que, da década de 1990, ele teve a consciência que também poderia compor suas próprias músicas. Ainda neste ano, Douglas lançará seu primeiro trabalho autoral. Mas sua atuação se estende em diversas frentes, mas todas elas amarradas a um mesmo nó: cantar histórias. A música sertaneja de raiz lhe apresentou as primeiras histórias, que foram depois sendo ditadas por Bob Dylan, Zé Geraldo, Zé Ramalho, Renato Russo, Led Zepplin, Raul Seixas. De tal forma que Douglas considera “folk music” toda aquela canção que contar uma história.

Entre o punk rock e a arquitetura moderna

ARKITITObandeiras60 (2) Sala

Por ironia do destino, a arquitetura moderna e a música fizeram com que Tito Ficarelli ficasse conhecido no Brasil. Aos 14 anos, o paulistano formou com outros dois amigos da escola a banda de punk rock Holly Tree no fim da década de 1990. Os clips da Holly Tree eram exibidos na MTV e o grupo se apresentava na TV Cultura. A banda chegou até a viver em Los Angeles. Ficarelli também estudou arquitetura e, quando voltou dos Estados Unidos, abriu com a irmã Chantal Ficarelli o escritório Arkitito. A empresa faz arquitetura comercial, residencial, cenografia e projetos visuais. “Continuo desenvolvendo a música e a arquitetura, os dois têm relação forte entre arte, matemática, ritmo, estruturação. Os dois são filosoficamente bem parecidos”, diz o também contrabaixista. Atualmente, ele faz parte da banda Terminal, que lançou em 2014 “Picasso”, seu primeiro CD.

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