De sofás e garrafas jogadas ao mar

Rafael - original

“Por esses dias o grande medo daquele que faz o livro é o de não saber ao certo se está incorrendo de jogar mais um sofá ao rio.” Esse era o receio de Rafael Gombez sobre o destino de seu livro de poesias “Aonde o corpo se põe”, que ele terminara de escrever cerca de um ano antes de sua morte, em 2009, aos 25 anos. Portador de uma doença incurável, a fibrose cística, a metáfora de mais um produto da sociedade industrial boiando como lixo, na ferida líquida da cidade, possa talvez revelar a cegueira coletiva em que vivemos. Há quem, no entanto, veja em seu livro uma mensagem de um tesouro em uma garrafa jogada ao mar. E que hoje, dia 16 de julho de 2016, data em que o poeta completaria 33 anos, chega até a praia. São mais de 10,3 mil palavras, publicadas agora pela editora Patuá, após o empenho de Bia Lopes e Marcia Matos, amigas do poeta.

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