Lê Coelho reflete tensões sociais frente à crise climática em novo CD

Lê Coelho Tuvalu

O mundo como conhecemos está passando por profundas mudanças climáticas, em grande parte por causa da ação do homem. A exaustão também chegou ao sistema capitalista, que com a globalização, aumentou ainda mais as desigualdades econômicas. Clima e sistema econômico estão em colapso. E, como ocorrem em momentos de inflexão, há sempre gente torcendo pelo fim do mundo só para se esquivar da responsabilidade de fazer no agora a mudança necessária. Esse não é o caso do compositor Lê Coelho, que em seu novo CD “Tuvalu Uma História Oral do Nosso Tempo”, potencializa o debate sobre a relação entre as pessoas e o planeta, mostrando que há gente em que se pode apostar, pois atuam para uma nova mentalidade.

Música na prisão proporciona “harmonia e paz interior”

Grupo Vozes da Cela 1

Harmonia e paz interior são os principais benefícios ao alcance dos presos que conseguem participar de atividades musicais. A afirmação é de José Henrique Martins, Coordenador Estadual de Musicalização da Superintendência de Atendimento ao Preso e Subsecretaria de Administração Prisional do Estado de Minas Gerais. Em 2006, Martins criou o projeto Vozes da Cela, na Penitenciária de São Lourenço. A experiência foi bem recebida e, segundo ele, hoje 80% dos presídios do Estado têm projetos musicais. Na semana passada, o entresons publicou reportagem sobre o ensino de música em cadeias, em decorrência da apresentação do coral Maria Marias, formado por detentas do presídio de Cariacica (ES), que se apresentou no projeto “Talentos Musicais – O Espetáculo”. No texto, especialistas defenderam a ampliação dos projetos de musicalização, com a maior participação de detentos.

Música visa quebrar estigma e ajudar na ressocialização de presos

coral_marias

“Para mim é uma terapia. E, mesmo estando presa, eu me sinto livre cantando.” A frase é de Keli Loiola, 34 anos, a mais antiga integrante do coral Maria Marias, formado por 20 detentas do Presídio de Cariacica, no Espírito Santo. O coral finalizará a apresentação musical dos empregados da produtora de aço ArcelorMittal Tubarão no show “Talentos Musicais – O Espetáculo”, que será realizado quinta-feira (23/10), às 20h, no Theatro Carlos Gomes, no centro de Vitória. Estimular a prática musical entre detentos é uma iniciativa que está se espalhando pelo País, com ações nesse sentido em prisões em Minas Gerais e no Paraná, o que na opinião de especialistas pode trazer grandes benefícios físicos e psicológicos, embora há quem avalie ser necessário que os projetos musicais sejam aprofundados entre a população carcerária.

A socialização de crianças e bebês pela música

Ilha da Lua

A musicalização de bebês tem objetivo de criar músicos virtuosos. Certo? Não é bem assim. Para celebrar o Dia da Criança, o entresons entrevistou por e-mail Sandra Oakh, atriz e cantora que há 15 anos trabalha na musicalização e sensibilização de bebês em São Paulo. Em 2006, ela criou o espaço Ilha da Lua, que trabalha com o ensino de música para crianças, criando um extenso repertório específico para cada idade. Sandra é também integrante do Mawaca, grupo vocal que há 17 anos interpreta músicas de várias partes da Terra.

Um gestor do além

Sidemberg Rodrigues Mar Complementaridade

Imagine ser escolhido para gerenciar uma área com a qual jamais trabalhou. E, no primeiro dia de trabalho, em meio a planilhas e a busca de fixar nome e a função de cada um da equipe, um espírito surgisse a seu lado pedindo para mandar uma mensagem do além para uma funcionária. Foi exatamente isso que aconteceu com Sidemberg Rodrigues, gerente de Comunicação, Responsabilidade Social e Relações Institucionais da ArcelorMittal Tubarão, que revela seu poder mediúnico no livro “Complementaridade”, lançado no dia 20 de agosto no Espírito Santo. A revelação do executivo, feita pela primeira vez em público, explica em parte o seu envolvimento visceral com que chama de “sustentabilidade em seis dimensões”, que começou a ser aplicado na companhia em 2003.

Índios exigem direito à saúde nas cidades

Criação do Centro de Referência em Saúde Indígena em Guarulhos, em São Paulo, desperta a esperança dos 298.871 índios que moram em cidades no Brasil e que lutam por melhores condições de atendimento médico que respeite as tradições que sobrevivem à mudança das aldeias para o asfalto. A partir de agora, índios de Guarulhos poderão ser atendidos por médicos acompanhados de pajés em uma Unidade Básica de Saúde. A intenção da Prefeitura e da Unifesp, que participa desse projeto, é levar essa experiência para todos os bairros da cidade e fazer com que essa iniciativa se torne uma referência no País. De 11 a 15 de agosto, a cidade promoverá o VII Encontro dos Povos Indígenas de Guarulhos, reunindo aldeias do Estado de São Paulo, momento no qual a população indígena encaminhará novas pautas de mobilização.

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