Um antídoto contra a violência

Chick Corea2

Faça amor, não faça a guerra. E o amor pode se expressar de diversas maneiras. O pianista americano Chick Corea compartilha com o mundo a sua contribuição com essa máxima pacifista por meio de sua música, desde dos anos 1960. E, em 28 de junho, o músico com ascendência italiana, mas de coração latino, lançou o álbum “Chick Corea and The Spanish Heart Band: Antidote”, com músicas dos álbuns “My Spanish Heart” (1976) e “Touchstone” (1982). Revisitar grandes clássicos que traduzem o amor de Corea pelo universo latino-americano contou com grandes músicos de diversas partes do mundo, como Cuba, Espanha e Venezuela. E, no jazz, especialmente para artistas que transpiram música como Corea, a música gravada nunca será exatamente a mesma daquela apresentada no palco, tornando uma das expressões musicais mais inovadoras do mundo.

Projeto empodera mulheres com câncer

Além da Cura1 Entrevistada Karina Goldberg Crédito da foto Estéfane Oliveira

“O jornal é um instrumento indiferente para o bem e para o mal; lutemos, pois, para que ele siga o bom caminho.” Para além da dicotomia entre o bem e o mal, tão habilmente explorada pelas igrejas até hoje e movimentos políticos contemporâneos, é inegável que a pernambucana Bruna Monteiro segue um bom caminho, no melhor sentido da frase acima, atribuída a São Francisco de Sales, alçado a Patrono do Jornalismo pela Igreja Católica após a sua luta de guerreiro e escritor para combater o calvinismo, no século 16. No dia 24 de maio, quinta-feira, Bruna e Estéfane Oliveira apresentam em São Paulo parte do projeto que está empoderando mulheres ao redor do mundo que enfrentam a batalha contra o câncer: o curta-metragem “Além da Cura – Europa”. Em Recife, a exibição será realizada no dia 26 de maio, um sábado. A apresentação do projeto, que é apenas uma parte de um trabalho amplo, conta com bate-papo com duas mulheres que enfrentam ou enfrentaram essa doença e participaram do projeto.

Só a fé não move o canto

Saúde de cantores evangélicos 2 MTC

Com a proximidade do Natal e Fim de Ano, corais de igreja se apresentam em todos os cantos. A música, no entanto, não é um veículo de louvor apenas nessas festas. Todas as religiões têm na canção um componente essencial em sua liturgia. Entre os evangélicos, o uso da música é ainda mais intenso. Mas o canto dos evangélicos está ameaçado pela falta de técnica, com “elevado risco vocal” que pode prejudicar a saúde de cantores amadores que participam desses cultos. É o que mostram dois estudos coordenados pelo Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (USP) e Centro de Estudos da Voz (CEV).

Uma meditação musical para a paz em São Paulo

SESC Jundia_Tambores Flow_Crédito Mayara Tutumi

Uma meditação à céu aberto com o objetivo de enviar energias positivas para colaborar na construção da paz na cidade de São Paulo. Esta é a proposta do evento gratuito que o projeto Tambores Flow, que une meditação à música, realizará no dia 27 de agosto, um domingo, a partir das 16h, na Praça Victor Civita, em Pinheiros (São Paulo). “Quando as pessoas estão juntas meditando, elas polarizam energias e frequências mais amorosas e pacíficas”, diz a meditadora Monica Jurado, que organiza o evento e lidera o Tambores Flow. Essa meditação marca também a formação de tamboreiros do projeto, que regularmente abre cursos para criar maior intimidade entre os praticantes da meditação associada à música. O projeto também oferece cursos de construção de tambores.

Hector Costita tocará o “jazz do dentista” em Curitiba

Hector Costita - Foto de Rogério-Vieira_2014_05_16_3819 - Itaú Cultural

Compositores sempre se inspiraram em mulheres encantadoras, amores indizíveis, utopias sociais e até mesmo, dizem as más línguas, em homenagem a seu próprio traficante, como no caso de “Moose the Mooche”, do saxofonista Charlie Parker. O saxofonista e compositor Hector Costita, de 81 anos, inspirou-se em seu dentista na sua mais nova composição jazzística, que estará presente em seus shows que realizará em Curitiba, Blumenau, Uruguai e Argentina até o fim de fevereiro. Em Curitiba serão cinco shows, entre os dias 19 a 23 de janeiro.

Dentista se especializa em tratar músicos de instrumentos de sopro

Alexandre Alcântara e François de Lima trombonista da Banda Mantiqueira

A música pode até surgir no cérebro, a partir de uma inspiração, mas para se materializar em som é preciso bem mais que estudo e o domínio de um instrumento: o corpo tem papel fundamental nesse processo. Além de técnicas de respiração, o uso de toda a boca é determinante no caso de músicos que se expressam por meio de instrumentos de sopro, como saxofone, trompete, trombone, flauta, tuba, entre outros. A conexão exata do corpo do músico com o instrumento de sopro se dá pela chamada “embocadura”, que por meio de uma conjunção de fatores envolvendo os dentes, lábios e a língua, permite a passagem exata de ar pelo instrumento para que ele possa emitir as ondas sonoras das notas musicais. O assunto chamou a atenção do dentista Alexandre Alcântara, em 1995, que se especializou na área.

A guerra ao vício vale uma vida?

Proibir o consumo de drogas é estimular o tráfico, cuja renda financia a compra de armas e o financiamento ilegal de muitas campanhas eleitorais. Não é possível imaginar que pessoas estão morrendo e que mais e mais recursos estão sendo destinados à repressão para elevar ainda mais a tensão em áreas extremamente pobres do país, as que mais sofrem. Não é possível que apenas crianças com doenças raras sejam beneficiadas pela livre utilização de substâncias derivadas da maconha, por exemplo, em seus tratamentos, enquanto que a guerra às drogas ou a guerra entre facções do tráfico exterminam a juventude de uma forma muito, mas muito mais avassaladora que a própria droga.

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