O voo da criatividade

romero in studio (1)

Há quem não goste de aeroporto, devido ao estresse causado pela urgência de se chegar na hora para não perder o voo, o excesso de gente transitando no local, principalmente em feriados, o risco do extravio das bagagens, a demora para o embarque e a decolagem. E, até mesmo, o medo de acidentes aéreos. Essa sensação, definitivamente, não faz parte do pensamento de Romero Britto, pernambucano respeitado mundialmente como um ícone da cultura pop moderna, com pinturas e esculturas presentes literalmente em todos os continentes em mais de cem galerias. “Eu viajo tanto que, às vezes, pode parecer estressante e chato. Mas eu amo estar no aeroporto. Eu gosto de chegar cedo para que toda a experiência seja calma, e então eu tenho a oportunidade de observar as pessoas. Desejando saber de onde elas estão chegando, para onde vão, o que estão fazendo.”

Movimento Somos Rádio promove shows em defesa da Cultura AM e o papel do rádio no Brasil

Hora da estrela

Completamente ignorados pela Fundação Padre Anchieta, os artistas que integram o Movimento Somos Rádio, que exigiram a revogação das demissões de dois locutores da Rádio Cultura AM, o que a fez virar um verdadeiro “vitrolão”, decidiram realizar uma série de shows em defesa da manutenção da qualidade dessa rádio pública e debater o papel do rádio na sociedade. No dia 14 de maio, 12 shows serão realizados em 11 casas noturnas que prestigiam repertórios autorais. Os shows terão a participação de locutores e o formato das apresentações será similar a um programa de rádio. A ação é coordenada em conjunto com o P10, coletivo que reúne casas que privilegiam a música autoral. Os protestos do movimento tiveram início entre o fim de março e início de abril.

Tambores guiam viagem do autoconhecimento

Meditação com Tambores1

O topo de uma montanha, uma praia, um deserto, uma floresta e até a barriga da mãe. Essas são algumas das paisagens internas para onde são transportados os participantes de uma forma muito interessante de se buscar o autoconhecimento: a meditação estimulada pelo som de tambores xamânicos. Há um ano e meio, Mônica Jurado, Cristiane Velasco e Patricia Alcantara iniciaram em São Paulo o projeto “Meditação com Tambores”, unindo técnicas de meditação ao poder transformador da música. “A meditação com tambores nasceu como síntese de todas as abordagens diferentes em relação à meditação e ao espaço sonoro”, explica Mônica, que além de tocar tambor durante as apresentações, canta e também guia os participantes com suas sugestões de sensações que se sucedem ao longo do processo.

Lê Coelho reflete tensões sociais frente à crise climática em novo CD

Lê Coelho Tuvalu

O mundo como conhecemos está passando por profundas mudanças climáticas, em grande parte por causa da ação do homem. A exaustão também chegou ao sistema capitalista, que com a globalização, aumentou ainda mais as desigualdades econômicas. Clima e sistema econômico estão em colapso. E, como ocorrem em momentos de inflexão, há sempre gente torcendo pelo fim do mundo só para se esquivar da responsabilidade de fazer no agora a mudança necessária. Esse não é o caso do compositor Lê Coelho, que em seu novo CD “Tuvalu Uma História Oral do Nosso Tempo”, potencializa o debate sobre a relação entre as pessoas e o planeta, mostrando que há gente em que se pode apostar, pois atuam para uma nova mentalidade.

Um gestor do além

Sidemberg Rodrigues Mar Complementaridade

Imagine ser escolhido para gerenciar uma área com a qual jamais trabalhou. E, no primeiro dia de trabalho, em meio a planilhas e a busca de fixar nome e a função de cada um da equipe, um espírito surgisse a seu lado pedindo para mandar uma mensagem do além para uma funcionária. Foi exatamente isso que aconteceu com Sidemberg Rodrigues, gerente de Comunicação, Responsabilidade Social e Relações Institucionais da ArcelorMittal Tubarão, que revela seu poder mediúnico no livro “Complementaridade”, lançado no dia 20 de agosto no Espírito Santo. A revelação do executivo, feita pela primeira vez em público, explica em parte o seu envolvimento visceral com que chama de “sustentabilidade em seis dimensões”, que começou a ser aplicado na companhia em 2003.

Pecado capital?

Na busca de melhorar o ambiente de trabalho e ajudar na motivação de seus funcionários, empresas têm estimulado a fé dos empregados em alguma crença ou na prática de ações que alimentem a espiritualidade de uma forma mais ampla, independentemente da religião. O grande desafio dessas companhias é evitar que tais práticas criem constrangimentos a funcionários que não professam determinada crença ou não acreditem em certas práticas, pelo fato de abordarem questões pessoais que não estão ligadas diretamente ao ofício. Para especialistas, o melhor mesmo seria que as companhias evitassem que a fé permeasse o ambiente de trabalho, tanto para respeitar a pluralidade religiosa como para evitar processos na Justiça e a sensação que a prática religiosa na companhia possa beneficiar um grupo de funcionários na hora de promoções.

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