Som, paz e sustentabilidade

Calma2

Quem já teve a oportunidade de participar de uma meditação do Tambores Flow com a presença de Rico Verenito pôde viajar pelo universo profundo aos sons de sua cítara maravilhosa. Sua simples presença já transborda paz, seus alongamentos antes de começar a tocar lembram que a música é também extensão da memória muscular. Mas sua atuação no projeto que une música e meditação, dirigido pela meditadora Monica Jurado, é uma das pontas do imenso iceberg que esse multi-instrumentista construiu ao longo de seus 43 anos de idade. O músico está promovendo o pré-lançamento do C’Alma, espaço ecocultural localizado no Tatuapé, em São Paulo, com dois workshops sobre o aproveitamento da água da chuva e a construção de telhados verdes. O local, com 800 metros quadrados, receberá ainda cursos que introduzem os conceitos da música clássica indiana, música das esferas e discussões sobre qualidade de vida e alimentação.

O som de mil guerreiros

Ivan Cavalheiro Crédito Marina Telles

Apenas uma fraca luz delineava o contorno do espaço e das pessoas, já deitadas em seus mats de yoga. Vagava na penumbra leves nuvens brancas, carregando o aroma de incenso e pau santo. Os músculos da face, tônus da voz e a respiração já haviam sido exercitados. O meditashow do Tambores Flow começou, naquele 2 de junho de 2017, com a batida do coração dos tambores xamânicos. Em meio ao ritmo primitivo, o som de outro tambor começava a ser audível, costurando os baques dos tambores xamânicos, preenchendo espaços e levando toda a percussão para uma batalha. Ivan Cavalheiro, percussionista e flautista, foi quem colocou em marcha os exércitos, comandando em suas mãos o instrumento irlandês bodhran. Esse instrumento é um tambor, provavelmente com ascendência árabe ou africana, que chegou a ser usado no século XVII na Irlanda para anunciar a chegada dos soldados ao campo de batalha. Com o tempo, o instrumento começou a ser usado na música celta, na luta do país em reforçar um ideal estético de suas raízes, livre da influência da Inglaterra e da Igreja Católica.

Uma meditação musical para a paz em São Paulo

SESC Jundia_Tambores Flow_Crédito Mayara Tutumi

Uma meditação à céu aberto com o objetivo de enviar energias positivas para colaborar na construção da paz na cidade de São Paulo. Esta é a proposta do evento gratuito que o projeto Tambores Flow, que une meditação à música, realizará no dia 27 de agosto, um domingo, a partir das 16h, na Praça Victor Civita, em Pinheiros (São Paulo). “Quando as pessoas estão juntas meditando, elas polarizam energias e frequências mais amorosas e pacíficas”, diz a meditadora Monica Jurado, que organiza o evento e lidera o Tambores Flow. Essa meditação marca também a formação de tamboreiros do projeto, que regularmente abre cursos para criar maior intimidade entre os praticantes da meditação associada à música. O projeto também oferece cursos de construção de tambores.

Oficina promove a construção de tambores

Tambores

O projeto Tambores Flow, que promove meditações com o uso da música, vai realizar no domingo, dia 13 de março, uma oficina de construção de tambores xamânicos com a participação da meditadora Monica Jurado e do construtor de tambores Flavio Jun Uchikawa. A oficina custará R$ 250 e ocorrerá das 9h às 17h no Espaço Tambor, na Rua Conselheiro Pereira Pinto, 68, em Pinheiros, São Paulo. Segundo Uchikawa, os tambores serão feitos de madeira compensada com pele de caprinos ou uma manta plástica e terão 40 centímetros de diâmetro. Os aros dos tambores serão levados já fabricados, para facilitar o processo de construção. Ele começou a fabricar tambores em 2006, por uma motivação religiosa, aprendendo por conta própria. Em 1986, acordava no meio da noite assustado com o som de tambores e, com o tempo, aproximou-se de religiões como a umbanda e o Santo Daime, que utilizam o instrumento.

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