À Deriva frita o cérebro em novo CD

A Deriva

Cérebro frito! Era esse o cheiro que exalava das cerca de 50 almas que presenciaram, na sexta-feira 29, o show de lançamento do sexto CD do quarto de jazz À Deriva, no espaço cultural Serralheria, em São Paulo. “O muro rever o rumo” é resultado da associação da banda com o grupo de teatro Les Commedies Tropicales, mais especificamente, reflexos sonoras da última encenação, “Guerra sem batalha ou Agora e por um tempo muito longo não haverá mais vencedores neste mundo apenas vencidos”. A peça é inspirada na obra “Mauser”, de Heiner Muller, assim como na biografia do dramaturgo alemão “Guerra sem batalha: uma vida entre duas ditaduras”.

Tecendo processos

Foto

A atriz e professora Adriana Costa faz neste texto um relato sobre o processo de montagem da peça “Sacra Folia”, de Luís Alberto de Abreu, com alunos do Teatro Escola Macunaíma, no segundo semestre de 2015. O texto acaba de ser publicado no Caderno de Registro Macu, número 8, do Primeiro Semestre de 2016, disponível aos alunos nas unidades da escola. “Realizei vários exercícios de Campo de Visão com os alunos, para que o ator possa ampliar seu potencial criativo, sua gestualidade, percepção de si e do outro e as capacidades expressivas de seu corpo. Apesar desse jogo improvisacional se utilizar muitas vezes de temas, como cenas do cotidiano – a movimentação na Rua 25 de Março, por exemplo –, minha intuição sugeriu trabalhar no Campo de Visão um exercício de antropomorfização, no qual incentivei os alunos a imaginarem qual o animal que a personagem do texto lhes sugeria. Primeiro levando-os a se portarem plenamente como esses animais e, aos poucos, acrescentando características humanas. Assim, aproveitei esse exercício como tema para o Campo de Visão, com bons resultados”, diz um trecho do relato.

Musical sobre Ataulfo Alves estreia em São Paulo no fim de abril

Ataulfo_Alves

A história de Ataulfo Alves, o sambista que trouxe elegância ao gênero durante as décadas de 1940 e 1950, levando-o pelas ondas do rádio para todo o País, é o foco do musical “Ataulfo Alves – O Bom Crioulo”, que estreia em São Paulo no fim de abril, no Sesc Bom Retiro. A informação foi confirmada pelo diretor do espetáculo, Luiz Antonio Pilar, em entrevista ao entresons. Pilar também está rodando um documentário sobre o sambista Candeia e o Centenário do Samba, com apoio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro (Prodav) e com previsão de exibição no Canal Curta e em salas de cinema.

Comédia “Sacra Folia” prova que Deus é brasileiro

João Teité

Dirigidos pela atriz e professora Adriana Costa e com direção musical de Renato Souza, os alunos do PA2 A do Teatro Escola Macunaíma apresentam desde sexta-feira a comédia “Sacra Folia”, de Luís Fernando de Abreu, na primeira montagem do grupo, formado por 15 alunos. Hoje, domingo, 06 de dezembro, será a última apresentação, com duas encenações às 19h e 21h, no Teatro 4, na sede da escola, na Rua Adolfo Gordo, 238, em São Paulo, com ingressos a R$ 18. Não recomendado para menores de dez anos. A peça, que tem música ao vivo com alfaia, violão, triângulo, pandeiro e ganzá, começa com um cortejo fora do teatro, acompanhando a entrada dos espectadores.

“Terra” chamando

terra

O mar é como um telescópio direcionado para dentro do homem. Pode ampliar as possibilidades de vida, mas também limitar ou mesmo destruir o que estiver em seu caminho, assim como nas mais fortes ressacas. A ideia pescada é da peça “Aqui Estamos com Milhares de Cães Vindos do Mar”, que o diretor Rodrigo Spina criou a partir de uma sobreposição de uma série de peças do romeno Matéi Visniec, cuja vida foi marcada pela ditadura comunista em seu país. Após se mudar para a França em 1987, o autor se surpreendeu com a ditadura da sociedade de consumo, hoje em escala planetária. O reflexo de uma peça como essa é sem dúvida uma visão panorâmica da desgraça humana. E, diante de tanta tristeza, há músicos, poetas, dramaturgos e atores, verdadeiros cães de cegos que surgem do mar para dar sentido à escuridão da humanidade.

Espetáculo “Sabiá” faz reflexão sobre o golpe de 1964

CorridoSabia-7 Foto Rodrigo Reis (1)

O espetáculo Sabiá, com texto e direção de Paulo Faria reestreia no 22 de novembro 2014 às 21h30 para uma curta temporada, na sede Luz do Faroeste, depois de passar pelo MuBE Nova Cultural em junho e julho e viagens pelo Interior de São Paulo. Livremente inspirada na canção de Chico Buarque e Tom Jobim, a montagem traz a reflexão sobre os 50 anos do Golpe Militar, como recorte e espelho do que foi e é a realidade de muitas famílias e amigos daqueles que se posicionaram contra e em ação direta ao regime totalitário. A temporada vai até o dia 30 de novembro de 2014.

Que o palco seja para todos!

Anfiteatro Heitor Penteado

O cheiro era inconfundível: cheiro de palco, de madeira das cadeiras, do piano no centro do palco, das cortinas gigantes nas laterais, do taco novinho que até brilhava de limpeza. Eu me sentia pequeno na imensidão daquela sala, aquele teto alto, o palco parecia alto também. Aquele lugar silencioso, onde entrávamos às escondidas, era realmente um lugar sagrado. Era assim que eu vi o anfiteatro da minha escola, o Heitor Penteado, sem as cerimônias do Dr. Dos sete aos 14 anos, estudei naquela escola, em Americana. E além dos amigos, as atividades no teatro não me saem da cabeça. Era a virada da Ditadura para a Democracia, ainda do tempo em que o diretor regia a criançada com o dom do puxão de orelhas.

Signorelli retorna aos palcos com “Gandhi, um líder servidor”

gandhi5

O ator João Signorelli volta aos palcos com o monólogo “Gandhi, um líder servidor”, em temporada de três meses — março a maio–, no Teatro Ruth Escobar, aos domingos, às 17h45. Signorelli interpreta o líder pacifista indiano Mahatma Gandhi há onze anos no monólogo escrito por Miguel Filiage, já visto por mais de 10 mil pessoas em cerca de 500 apresentações. Baseado nos discursos de Gandhi, o texto discorre sobre liderança, conduta e princípios ético-filosóficos nas relações humanas.

Social



Licença de uso

Licença Creative Commons
Os textos do Entresons são publicados com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
Você pode reproduzir, retransmitir e distribuir o conteúdo, desde que com crédito (ao site e ao autor do texto), para uso não-comercial e com uma licença similar.

Próximos shows

Assinar: RSS iCal