Somos todos ouvidos

O Grito

Apesar do grande reboliço causado pelo site WikiLeaks, que na terça-feira (07/03) revelou que a CIA invade qualquer dispositivo conectado à internet para espionar quem quer que seja, as próprias empresas de tecnologia já invadem deliberadamente a privacidade de seus usuários com a desculpa de evoluir os seus sistemas de tecnologia. E não é mais apenas o que pesquisamos na internet. Conversas no ambiente familiar estão sendo captadas em milhões de residências nos Estados Unidos em equipamentos de inteligência artificial que usam comando de voz. Amazon, Google e Samsung são exemplos de companhias que querem saber até mesmo o que você anda cantando no banheiro.

Cobrança de ISS em streaming deve provocar guerra jurídica

Bruno Vieira DEEZER Felipe Gabriel E

O aplicativo francês de streaming de música Deezer começou a operar em 2013 no Brasil com a pulga atrás da orelha. A empresa é obrigada a pagar tributos federais sobre a renda, como IR e Cofins, como qualquer empresa instalada no País. Mas, sediada no município de São Paulo, a companhia não conseguiu se enquadrar de imediato na tributação sobre atividade econômica, para recolher ISS, que é um tributo municipal. E o motivo é simples: não existe no País a definição de atividade de empresas de streaming, seja de música, como Deezer, Spotify, Apple Music, ou de vídeo, como Netflix, Globo Play e Amazon Prime Vídeo. “A gente ficou um tempo sem saber em que categoria a empresa se encaixava, porque a legislação é antiga”, lembra o CEO do Deezer no Brasil, Bruno Vieira. Para evitar problemas, a companhia decidiu se enquadrar como uma empresa de licenciamento de software, recolhendo 2% de ISS sobre o seu faturamento. “A insegurança jurídica é muito grande para essas operações”, diz o advogado José do Patrocínio, professor de Gestão Tributária da Faculdade Fipecafi, para quem as companhias de streaming sofrem com um limbo jurídico.

Comentários a respeito de John e Jarvis

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“O tempo. Andou mexendo com a gente sim.” É o que diz a canção de Belchior em “Comentários a respeito de John”, que, assim como o ex-beatle, continua extremamente atual. O tempo vem dilacerando as esperanças. Entre 1969 e 2016, há um fosso gigantesco de 47 anos, em cujas extremidades podemos encontrar movimentos pacifistas e libertários, cujas forças criativas foram impulsionadas planetariamente por John Lennon. E, de outro lado, uma tecnologia que ameaça as liberdades individuais, personificada em Jarvis, a inteligência artificial criada pelo CEO e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, há uma semana antes do Natal de 2016. Jarvis transforma a sua casa em um ser vivo – e altamente perigoso.

Startup desenvolve plataforma para unir músicos a lojas online

Bruno Guez

A startup israelense Revelator captou na semana passada US$ 2,5 milhões para aprimorar uma plataforma que conecta músicos a lojas digitais e empresas de serviço de streaming de música como Spotify, Deezer e Apple Music. A rodada de investimento contou com a participação dos fundos Exigent Capital, Digital Currency Group e Reinvent. Bruno Guez, que já foi diretor de música do Cirque de Soleil, é o CEO da companhia, que ajudará artistas a licenciarem seus trabalhos no mundo digital, tirando da jogada editoras de música e distribuidores.

“A conexão real é um sentimento de união”, diz Orkut

Orkut Buyukkokten

O engenheiro turco Orkut Buyukkokten, em entrevista ao entresons, dá dicas aos músicos sobre como usar hello, a nova rede social que foi lançada no Brasil na semana passada. É a quarta rede criada pelo idealizador do Orkut, a primeira a ganhar escala internacional, somando 300 milhões de usuários. Mas essa rede não resistiu ao crescimento do Facebook e de outras redes sociais, sendo fechada oficialmente pelo Google em 2014. Em março do mesmo ano, o engenheiro deixou o Google para se dedicar exclusivamente ao desenvolvimento de sua nova rede, que ele define como o local onde é possível ser autêntico e colocar em prática suas paixões. Desde que anunciou a nova rede, Orkut tem criticado as redes atuais, nas quais avalia existir espaço para ódio e o medo.

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